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SONHOS E SONHADORES


 

 

 

Desde a infância, ele sofria com os ciúmes e animosidade de seus próprios irmãos. Essa rejeição aumentava ainda mais quando o moço narrava a eles os sonhos que havia tido.

Não sonhos baseados em sua própria vontade ou nas ânsias de seu ego, como tanto se incentiva nos dias atuais, mas revelações específicas do Eterno para ele.

Tais sonhos feriam a tradição humana, o ego de cada um deles e até mesmo a própria estrutura familiar.

José, num dos sonhos que narra a seus irmãos, lhes diz que via a todos atando molhos no meio do campo, mas que o seu molho se levantava e ficava em pé, enquanto os molhos de seus irmãos o rodeavam e se inclinavam diante do molho dele. As Escrituras dizem que, ao ouvir isso, ãos o odiaram ainda mais [Gênesis 37:5].

Talvez para nós, aproximadamente 4.000 anos depois, essa reação dos irmãos de José possa parecer exagerada.

Porém, na época, o simples fato de sonhar isso e expressá-lo a outros, se levantava contra muitos princípios sociais e familiares. Uma sociedade patriarcal, baseada na preeminência do primogênito e da primogenitura.

José não era o primogênito e aquilo o colocava numa situação crítica diante de sua família e de todos os que o rodeavam.

No entanto, o jovem sonhador sabia que aquilo que havia sonhado não era um desejo egoísta de sua alma, mas uma revelação do Altíssimo. O mesmo que havia feito maravilhas na vida de seus ancestrais.


OS CONFLITOS SOCIAIS


O antagonismo familiar contra José aumentou quando ele narrou um sonho onde o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante dele.

Ao ouvir isso, não apenas ouve reação contrária de seus irmãos, mas de seu próprio pai Jacó [Gênesis 37:10], o qual o repreendeu veementemente.

Inveja, ódio, animosidade, suspeita, burla e preconceito da própria família. Esses foram os primeiros obstáculos que José teve que enfrentar desde jovem, diante das revelações que recebia.

Nem sempre as revelações que alguém recebe do Senhor são socialmente aceitas. Nem sempre levantam boas opiniões ou geram alegria e aprovação. Deus não está subordinado às regras sociais nem aos padrões humanos.

Ele exerce Sua soberania da maneira que Ele quer. Quando olhamos para a vida de José, vemos que os fatos que começam a ocorrer depois que ele narra seus sonhos, se opõem radicalmente, pela ótica humana, à realização daqueles sonhos.

E não apenas esses fatos se opõem, mas também essa oposição vai crescendo... Começa com uma sutil inimizade com os irmãos, a repreensão do pai, a traição dos irmãos, o afastamento físico de sua amada terra e o fato de ser levado como escravo a um país estranho...

No entanto, os embates e oposições maiores ainda estavam porvir... Embates e oposições crescentes e progressivas...

O jovem José não sabia que aquela oposição e animosidade dentro de sua própria família contra ele era apenas o começo dos acontecimentos, fatos e situações que se levantariam, por mais paradoxal que possa parecer, para fazer com que as revelações recebidas se cumprissem.

O clímax da rejeição familiar sofrida por José ocorreu quando seus irmãos o lançaram na cova e o venderam como escravo, de forma fria e impiedosa.

OS CONFLITOS DA ALMA


Além da apreensão e medo causados por essa traição de seus próprios irmãos, cremos que José começou a sofrer, naquele momento, sérios conflitos interiores.

Tudo aquilo que acabara de ocorrer, sem dúvidas, trouxe sobre a mente do jovem José conflitos sobre sua própria existência e sobre a veracidade dos sonhos que havia recebido.

No fundo da cova onde fora lançado pelos furiosos irmãos, pensamentos de temor e desânimo seguramente rondavam o jovem coração de José.

Esses pensamentos e conflitos cresciam, à medida que sua terra e sua família iam ficando mais distantes. Contra a sua vontade, sendo levado como escravo, ele via com o seus olhos humanos tudo aquilo que estava relacionado a seus sonhos se afastando...

Cada passo que aquela caravana dava rumo ao Egito, era, sob a ótica humana, um passo que separava José das revelações que havia recebido...

Isso, sem dúvidas, gerou na alma de José profundas reações e marcas. No entanto, como nos mostra o desfecho, tal conflito emocional não foi suficiente para fazer com que ele esmorecesse ou desistisse de confiar no Altíssimo.


OS CONFLITOS DA CARNE


Logo ao chegar ao Egito, mesmo na condição de escravo, José se destacou, chegando a ser o administrador das posses de um importante cidadão.

Aparentemente, tudo ia caminhando bem. Talvez, José, ao ver suas atividades prosperarem no cuidado dos empreendimentos de Potifar, pensasse que seus sonhos se cumpririam daquela forma, com ele tornando-se alguém reconhecido pelo trabalho realizado no gerenciamento dos bens daquele notável cidadão egípcio. Porém, ainda não seria a hora do cumprimento dos sonhos...

Num determinado momento, lhe é apresentada a José a oportunidade de apossar-se da própria mulher de Potifar.

Era um claro apelo e tentação à carne do jovem José, pois a mulher de seu chefe tentava seduzi-lo todos os dias [Gênesis 39:10].

Toda vez que alguém possui uma revelação divina ou uma missão dada pelo Eterno, o inimigo tenta utilizar artimanhas para que tal propósito não se cumpra. Para isso, usa ataques, seduções, ofertas, intrigas e tentações.

O maior exemplo disso ocorreu com o nosso Senhor no deserto, logo no início de Seu ministério [Mateus 4:1-11].

O inimigo pode, até mesmo, apresentar aparentes "atalhos" para "acelerar" o cumprimento dos sonhos dados pelo Criador.

No exemplo de José, caso ele, seguindo os impulsos da carne, pensasse humanamente, poderia imaginar que aquelas propostas feitas a ele pela mulher de Potifar era uma grande oportunidade para apossar-se não apenas da mulher de seu senhor, mas de toda suas riquezas e posses, tornando-se alguém "importante" dentro da sociedade egípcia.

No entanto, José mostra integridade espiritual, segue a ética do Criador e nega todas as propostas daquela mulher [Gênesis 39:8-9].

Não obstante haver atuado bem, José volta a sofrer outro duro golpe, pois a mulher rejeitada semeia uma mentira que leva José à prisão [Gênesis 39:11-20].

Isso nos mostra que, mesmo tendo claras revelações divinas e atuando espiritualmente bem, não estamos isentos de que acontecimentos duros e causadores de dor e sofrimento nos ocorram antes da concretização dos sonhos revelados.

Somos constituídos de corpo, alma e espírito. É natural que, diante de momentos como este ocorrido com José, nossa alma se abale e nosso corpo somatize tais conflitos...

Temos revelações do Senhor, tentamos agir eticamente bem, porém as lutas e provas continuarão vindo... O chamado para nós é que, muito além da alma e do corpo, vivamos em espírito, em comunhão com o Santo Espírito.

Quando, apesar de todos os conflitos da alma e da carne, decidimos ver as coisas com os olhos espirituais, o verdadeiro sentido dos acontecimentos e do caminho do Eterno para nós é mostrado.


A VITÓRIA DO ESPÍRITO


José, apesar das traições, mentiras, oposições e injustiças, se manteve espiritualmente firme e o Senhor estava com ele, mesmo em meio àquela grande e crescente aflição [Gênesis 39:21].

É difícil imaginar as condições de uma prisão egípcia daquela época. Se, atualmente, com todos os avanços sociais e de direitos humanos, ainda persiste uma grande degradação nas cadeias e a realidade prisional é chocante, imaginemos as condições que José teve que suportar naquela prisão, ainda mais chegando sob a acusação de tentar violentar a própria mulher do homem que o havia tão bem acolhido em sua casa...

Porém, o grande diferencial é que José continuou crendo no Criador e Ele estava com José. Quando essas duas condições ocorrem, nada deste mundo pode vencer a visão daquele que ama e espera no Eterno Pai.

Pouco a pouco, o real compromisso espiritual de José com o Altíssimo começou a dar frutos ali mesmo, naquela horripilante cadeia, onde muitos esperavam a sentença de morte. O final da história de José já é amplamente conhecido.

As revelações dadas ao jovem José, vários anos antes, depois de uma série de provas, sofrimentos, injustiças, acontecimentos externos, lutas físicas, emocionais e espirituais, finalmente se cumpriram.

Se cumpriram porque os planos do Eterno não podem ser frustrados e porque José se manteve firme em sua confiança Nele. Diante de uma revelação dada pelo Altíssimo, existem três caminhos. O primeiro caminho é não crer.

O segundo caminho é crer, mas, durante a caminhada e a chegada dos momentos difíceis, deixar-se levar pelas emoções, conflitos e tentações que podem atrasar ou inviabilizar a concretização da revelação.

O terceiro caminho é o de José. É crer que o mesmo que revelou o sonho é Todo-poderoso para cumpri-lo, mesmo que todo o universo se levante contra e coisas aparentemente antagônicas comecem a ocorrer.

É não olhar as coisas com os olhos da carne ou da alma, mas com os olhos do espírito. Sem dúvidas, isso não é fácil de fazer.

Na verdade, é o nosso maior desafio nesta vida. Fechar os olhos da carne e da alma e abrir os espirituais... Isso significa confiança, renúncia e entrega total. José não desistiu. Se o Senhor lhe revelou algo, não desista!


Em Cristo,

PROJETO ÔMEGA

 

 

 


 

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