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SOLIDARISMO CRISTÃO

 

 

 

 

Nesse texto, de forma simples e resumida, vamos expor nosso entendimento sobre alguns aspectos da realidade social e econômica. Cremos que, à luz dos princípios bíblicos, há um padrão de pensamento e comportamento a ser adotado em todas as áreas de nossas vidas, até mesmo nas questões sociais e econômicas.

Adotamos como padrão o que chamamos de "Economia Solidária". Ela se baseia em princípios humanamente utópicos, incapazes de serem colocados em prática de forma eficaz na sociedade, mas que é possível dentro de uma comunidade genuinamente cristã. É um sistema que prevê uma transformação espiritual do ser humano, através de uma comunhão com os princípios divinos.

A economia solidária se baseia no amor ao próximo, não na luta de classes nem no acúmulo de riquezas e capitais. Nisso, difere radicalmente dos conceitos de "direita" e "esquerda" aplicados às políticas econômicas.

Uma nação que se diz democrática, defensora da livre iniciativa e do estado de direito, e convive há séculos com a pobreza, desigualdade social e injustiça, deve rever seus conceitos.

Uma nação que diz buscar a igualdade entre as pessoas, mas o faz através da imposição, da luta entre semelhantes, da ditadura e da criação de uma casta superior de poucos privilegiados, também deve rever seus conceitos.

Enquanto o comunismo incita a luta de classes, o confronto e o ódio, o capitalismo caminha sob a base do egoísmo, injustiça e desigualdade social. Nenhum dos dois têm resolvido os reais problemas dos povos.

 

A PROBREZA

 

Jesus ensina que os pobres sempre existirão nessa era. Ele sabia que a igualdade social entre todos seria, na atual conjuntura espiritual da humanidade, utópica:

"Pois os pobres vocês sempre terão consigo..." [João 12:8 - parte a]

A postura de Jesus com os mais pobres deveria pautar todas as políticas sociais. Como Ele agiu com os mais necessitados quando esteve entre nós? Ele supria suas necessidades? Ele esteve mais em companhia da parcela menos favorecida e rejeitada da população ou procurava estar no convívio das classes mais abastadas e dos governantes de plantão?

Há uma grande diferença entre o pobre e o preguiçoso. Enquanto o primeiro tem que lutar contra uma realidade desfavorável, muitas vezes desde o nascimento, o segundo escolhe não trabalhar pelo seu sustento. Sobre isso, Paulo ensina:

" ...Se alguém não quiser trabalhar, também não coma" [2 Tessalonicenses 3:10 - parte b]

 

A DISTRIBUIÇÃO POR AMOR

 

A distribuição por amor não deve ser confiundida com esmola e não pode ser forçada. Não é uma política social assistencialista com propósitos eleitoreiros. A verdadeira distribuição, de acordo com os princípios cristãos, não é doar 1 e ficar com 19.

Na bíblia, vemos o exemplo claro de um jovem rico que se aproximou de Jesus, perguntando o que seria necessário fazer de bom para ter a vida eterna [Mateus 19:16].

Muito provavelmente, aquele jovem capitalista tinha nascido numa família financeiramente privilegiada. Ele tinha uma conduta moral impecável. Era um capitalista honesto. Mas, Jesus foi ao âmago do ser daquele homem, ao confrontá-lo com sua real condição em relação à riqueza que possuía:

"Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas" [Mateus 19:21,22].

Assim tem agido o capitalismo durante o tempo. Disposto a dar esmolas sociais, mas não a colocar em prática a verdadeira distribuição da riqueza. O que Jesus ensina é que, para segui-lo, o rico deve estar disposto, por amor, a distribuir toda sua riqueza e seus bens.

Outro caso emblemático narrado nas Escrituras, é o do capitalista corrupto. Aquele que ajunta riquezas e capitais utilizando meios escusos e enganando aos outros. É o caso de Zaqueu. Porém, ele, ao ter comunhão com Jesus em sua casa, entendeu o princípio social do Reino de Deus e tomou a iniciativa de distribuir sua riqueza:

" Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: "Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais" [Lucas 19:8].

 

O ACÚMULO DE CAPITAL

 

Assim como o próprio termo revela em sua semântica, o capitalismo se baseia no acúmulo de capital. Isso proporciona à pessoa capitalista um status social, tratamento especial e acesso aos melhores serviços e bens. Muitas vezes, oferece segurança para sua descendência também usufruir dessa condição socialmente privilegiada.

Jesus nos ensina a não ajuntar riquezas neste mundo. Em outras palavras, a não ajuntar capital. Vale notar que não é apenas um conselho Dele, mas um mandamento:

"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração" [Mateus 6:19-21]

Onde está o verdadeiro tesouro de uma pessoa? Nos bens e dinheiro que possui, ou no bem comum que pode fazer com isso, expressando verdadeiro amor ao próximo?

 

O EXEMPLO DOS PRIMEIROS CRISTÃOS

 

O exemplo que os primeiros cristãos deixam nos parece fundamental para entender qual era a postura de Jesus sobre as questões sociais e econômicas.

A proximidade histórica desses primeiros cristãos com Cristo [estamos falando de um período que vai de 33 d.C. a 70 d.C.], traz importantes revelações sobre a mentalidade que eles tinham. Eles possuíam uma postura que não é vista atualmente. Uma determinação radical a compartilhar seus bens materiais:

"Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade" [Atos 2:44,45]

Vale ressaltar que essa não era uma postura de "alguns" ou de "poucos", mas de todos os que criam. E a razão pela qual faziam isso é pela proximidade histórica com o exemplo de Jesus.

Essa distribuição igualitária não era feita de acordo com a imposição de um sistema humano imposto pela luta de classes, mas por amor. Nenhum deles guardava dinheiro e propriedades para si, guiado por interesses egoístas e capitalistas.

Não havia entre eles a necessidade de mostrar-se superior a outros por ter determinado bem ou de exibir status social por possuir o que a maioria não possui. Esses princípios eram e são radicalmente contrários ao que Jesus ensinou e viveu.

Novamente, vemos que o sentimento de amor genuíno, o amor ao próximo ensinado por Cristo, se manifestava na vida de todos eles, o que gerava o compartilhamento dos bens e propriedades, segundo a necessidade de cada um. Nenhum deles passava necessidades extremas ou fome.

Quem demoniza o comunismo, deve demonizar também o capitalismo. Essas duas formas de enxergar e viver as interações sociais e econômicas estão radicalmente contra os princípios ensinados por Cristo.

O cristianismo se baseia no amor ao próximo, não na luta de classes nem no acúmulo de capital. O solidarismo cristão, tal qual propomos aqui, é inatingível nessa presente era, mas, nem por isso, podemos deixar de expô-lo.

Se todo cidadão amasse ao próximo como a si mesmo, não haveria pobreza, desigualdade nem injustiça social. Uma utopia diante do inexorável egoísmo do ser humano caído? Sim... Mas, é o mandamento de Cristo e cada um que se denomina cristão regenerado deveria colocá-lo em prática.

Estamos vivendo tempos profeticamente cruciais, onde os verdadeiros terão que experimentar uma realidade muito parecida à de nossos irmãos no 1º século, tendo que enfrentar a perseguição institucionalizada, sendo levados a sair do sistema e a viver em pequenas comunidades. Talvez, seja a oportunidade para colocar em prática esse ideal.

O capitalismo diz: "se você tem duas túnicas, busque ter três, quatro, dez e ostente isso nas redes sociais..." O comunismo diz: "se você tem duas túnicas, vamos tirar à força uma delas"... A Bíblia diz: "se você tem duas túnicas, dê uma a quem não tem..." Esse é o princípio divino para uma economia solidária baseada no amor ao próximo.


"Quem tem duas túnicas reparta-as com quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo" [Lucas 3:11]


Em Cristo,

Jesiel Rodrigues




 

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