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REFLETINDO

 

 


Antes de entrar nos assuntos que motivaram a elaboração deste texto, gostaríamos de esclarecer algumas coisas que são básicas.

Em primeiro lugar, cremos que o amor do Altíssimo é muito maior e mais abrangente do que podemos imaginar. O sacrifício redentor do Senhor Jesus também transcende aquilo que nossas limitadas mentes conseguem vislumbrar.

A atuação do Espírito Santo não pode ser delimitada pelas idéias ou preconceitos humanos. Porém, o discernimento sobre as manifestações espirituais e os ensinamentos não está vedado à Igreja, pelo contrário, é um dos requisitos para a vida salutar de qualquer comunidade cristã, pois um dos dons do Criador para nosso uso é o de discernimento de espíritos (I Coríntios 12:10).

Bem aventurada a igreja ou congregação que possui membros que receberam esse dom do Senhor!

Além desse dom específico, que deve ser usado de forma específica, o apóstolo Paulo nos mostra que todo filho do Eterno Pai possui a capacidade, dada pelo Senhor, de discernir a respeito de todas as coisas, pois o discernimento faz parte de sua nova mente (I Corintios 2:15).

Cremos que esse discernimento descrito por Paulo se refere à capacidade para conhecer a diferença entre o falso evangelho e o verdadeiro evangelho.

Entre o falso e o verdadeiro profeta. É um discernimento que se expressa de forma geral, que não está restrito a um grupo privilegiado e que nos capacita a conhecer os profetas pelos seus frutos (Mateus 7:16) e a provar os espíritos (I João 4:1).

O próprio Paulo explica, no contexto de I Coríntios 2:15, que podemos conhecer o que nos é dado gratuitamente pelo Eterno através de Seu Espírito em nós.

Enquanto o dom de discernimento de espíritos se aplica a questões e eventos específicos e pontuais dentro de uma comunidade, e apenas alguns o recebem das mãos do Altíssimo, o discernimento geral pode ser exercido por todo aquele que é nascido de novo.

Muitos não usam essa arma espiritual por desconhecimento, desinteresse ou por não conhecerem de verdade a Palavra do Pai.

Outros, temem usá-la por medo de ultrapassar as regras, dogmas e visões impostas. Que o Senhor nos conduza a uma vida plena em Sua presença e que possamos pensar e agir sob a direção da mente de Cristo que habita em nós (I Coríntios 2:16).

Temos a capacidade de discernir, graças ao Eterno Pai. O juízo legal das pessoas pertence ao Senhor, mas nós podemos conhecer a diferença entre o falso e o verdadeiro profeta. Através da Palavra, podemos conhecer a diferença entre o verdadeiro e o falso evangelho.

Podemos até mesmo saber quais são as meias verdades que se ensinam por aí. É bom ter isso sempre em mente: Uma meia verdade geralmente é muito mais perigosa que uma mentira declarada.

É com base nessas premissas que gostaríamos de convidá-lo (a) a refletir sobre alguns temas que fazem parte de nossa realidade atual. Nosso desejo é que essa reflexão traga crescimento e edificação.

O evangelho ensinado por Jesus Cristo e pregado pelos apóstolos não comunga com o erro, mas ama os errados e por isso mostra onde está o erro. Não faz vista grossa aos desvios, mas ama os desviados, indicando qual é o verdadeiro caminho a seguir.

Que todos nós possamos viver esse evangelho genuíno. Estamos às portas de momentos trabalhosos para todo aquele que professa sua fé em Cristo Jesus e guarda seus mandamentos.

Devemos preparar-nos para essa realidade próxima, desviando-nos de todo erro e vivendo a graça e o poder do Pai.

O propósito desse artigo não é o de atingir pessoas, mas o de refletir sobre idéias, chamando aqueles que se desviaram da Palavra, indo atrás de um pseudo-evangelho, a voltar aos braços amorosos do Pai.

A contenda entre irmãos é abominável diante do Criador, mas é nosso dever instruir com mansidão (II Timóteo 2:24-25). Esperamos de coração que tal reflexão traga edificação para você. 


ORAÇÃO DETERMINANTE X ORAÇÃO INTERCESSÓRIA


Há quase 2.000 anos, num jardim de Jerusalém, o Senhor Jesus nos ensinou uma grande lição. Diante da maior decisão de sua vida terrena, Ele, que havia se esvaziado de suas prerrogativas divinas, decidiu entregar-se à soberania do Pai.

O próprio Mestre, anos antes, já tinha ensinado aos seus discípulos a orarem para que a vontade do Pai fosse feita nos céus e na Terra (Mateus 6:9-15).

Naquela noite de agonia, na qual chegou a expelir sangue de seus poros, o Ungido orou ao Pai.

A conhecida oração "Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" é conhecida por muitos, mas a real aplicação desse princípio, por incrível que pareça, é desestimulada e até mesmo criticada em alguns meios denominados cristãos.

Sujeitar-se à vontade do Pai e dizer "se o Altíssimo quiser" ou "faça-se a Sua vontade" é, nos dias atuais, em muitos meios, visto como um sintoma de falta de fé.

Tudo isso devido aos modismos pseudocristãos surgidos nas últimas décadas, influenciados pela confissão positiva e pelo movimento da fé.

Esquecem, ou fingem esquecer, que a fé é um instrumento dado por Deus para que cumpramos a Sua vontade e não uma vara mágica que serve para satisfazer as nossas.

Os adeptos dessas práticas gostam de lembrar os versículos em que a fé é colocada como a força motriz das realizações, como em Marcos 9:23, onde o Messias diz que "tudo é possível ao que crê", ou em João 14:13, onde o Mestre revela que tudo quanto pedirmos em seu nome será feito, para gloria do Pai.

Porém, esquecem que apenas o que pedimos segundo a vontade do Eterno é o que será realizado por Ele (I João 5:14).

Esquecem que Jesus Cristo nunca nos ensina, quando estamos a falar com o Pai, a determinar ou declarar coisa alguma e sim a pedir. É isso que o estudo das palavras gregas usadas no Novo Testamento mostra.

Por exemplo, em João 14:13, o termo usado é aiteo. Essa expressão, segundo o Léxico de Strong, significa pedir, rogar, suplicar, desejar, requerer, mas nunca determinar.

O termo grego usado para determinar é paragello, o qual não é mencionado quando se fala da oração.

Nossa fé deve estar sujeita à vontade do Criador e não a vontade Dele sujeita a nossa fé. O que passar disso, é, segundo o apóstolo Tiago, presunção maligna:

"Eia agora vós que dizeis: Hoje, ou amanhã iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.

Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:13-15)

Porém, em certos lugares, se alguém disser que fará algo no futuro "se o Criador quiser", será visto como alguém que não tem "fé" para determinar aquilo que deseja. É óbvio que há coisas que nós sabemos, através da Palavra, que Ele quer.

Por exemplo, não faz sentido dizer "se o Pai quiser, nós seremos salvos", ou "se o Pai quiser, nós seremos mais que vencedores", pois sabemos perfeitamente que Ele quer. Então, com toda liberdade, podemos declarar que somos salvos e mais vencedores, entre outras coisas.

Também, pessoas guiadas pelo Espírito podem, num momento e circunstância específicos, trazer uma palavra de autoridade e conhecimento, através da verdadeira profecia.

Veremos mais adiante que o próprio Senhor Jesus nos concedeu autoridade para, em nome Dele, orar de forma determinante, em algumas situações restritas.

Porém, estamos falando da arrogância de alguns que não aceitam a expressão "se o Criador quiser" para questões específicas, não consideradas na Palavra, transformando o positivismo em doutrina e ridicularizando aqueles que se levantam contra.

Nos cultos, dezenas de "eu declaro", "eu determino" e sentenças positivistas são pronunciados, objetivando que tais palavras causem impacto no mundo espiritual pelo simples fato de ter sido pronunciada com fé.

Quem quer um carro novo ou um emprego, simplesmente determina o carro e o emprego. Quem quer o filho numa faculdade, é só determinar...

Até mesmo o termo "profetizar", que se refere ao dom espiritual de, sob a direção do Espírito Santo, revelar coisas ocultas, tornou-se sinônimo de sentença positiva.

O "assim diz o Senhor" dos verdadeiros profetas foi substituído pelo "eu profetizo" dos positivistas. Atualmente, quaisquer desejos pessoais, muitas vezes louváveis, tornam-se "profecias".

Ao mesmo tempo, revelações genuínas de coisas ocultas ficam cada vez mais raras em nossos cultos, porque a verdadeira profecia está sendo substituída pela profecia positivista, surgida no coração humano.

No anseio de usar termos impactantes e chamativos, estão perdendo o verdadeiro impacto da verdadeira profecia e confundindo mentes e corações.

Até mesmo técnicas de mentalização, copiadas de autores místicos e ligados a Nova Era, são utilizadas em reuniões que se denominam cristãs.

Rogar, suplicar, e pedir, são termos que estão caindo em desuso em nossas igrejas. Em muitos meios tais termos já não se ouvem mais e são evitados ao máximo, como se fosse sinal de falta de fé.

Que fé é essa que procura impor nossos desejos, sonhos e necessidades à soberania de Deus? É isso que a Palavra nos ensina? Obviamente, não. O salmista nos ensina a entregar nosso caminho ao Criador, confiar Nele e Ele tudo fará (Salmos 37:5).

Sem dúvidas, é muito mais atraente, humanamente falando, passar a imagem de que pertencemos a um grupo que tem o poder absoluto da palavra e que tudo o que declararmos será feito.

Um grupo que está isento de provações, fraquezas e tribulações. Isso cria uma falsa áurea de superioridade, que maquia complexos, traumas e medos, mas que leva invariavelmente à decepção diante do fato inegável de que o Pai é soberano e Ele não está sujeito aos nossos caprichos pessoais.

Essa decepção pode ser facilmente medida no número de desviados em nosso meio, quase igual ao número de pessoas que freqüentam nossas igrejas.

Na maioria das vezes, são pessoas que foram atraídas por uma falsa pregação do evangelho, pela atraente promessa de vencer todos os problemas e aflições da vida através da determinação da própria palavra, de campanhas e correntes milagrosas e de sacrifícios financeiros.

Pessoas que foram induzidas pelos líderes a conseguir uma ótima qualidade de vida de acordo com os padrões de nossa sociedade, mas que, tarde ou cedo, se depararam com uma realidade completamente diferente, porque aquilo que ouviram não é o evangelho genuíno. 

Essas idéias deturpadas surgem, na maioria das vezes, quando há uma má compreensão dos limites da autoridade que nos foi conferida por Cristo.

O Senhor deu aos seus discípulos autoridade para expulsar os espíritos imundos (Marcos 16:14, Lucas 10:17), sobre doenças e males físicos (Marcos 16:18), para pregar, ensinar o evangelho e batizar (Marcos 16:15, Mateus 29:19-20) e para ser suas testemunhas. É uma autoridade restrita.

Mesmo nesses casos restritos, não é a nossa palavra que tem poder, mas a Palavra liberada pelo próprio Senhor, o Logos.

Não é a nossa palavra que trará cura ao enfermo, libertação ao possesso nem salvação ao perdido. É a Palavra do Eterno proferida por nós.

Não precisamos determinar que pessoas sejam libertas de demônios ou sejam curadas, pois o Senhor Jesus já o determinou. Nossa missão, nesses casos, é exercer a autoridade em nome de Jesus.

É bom saber também que o Criador não depende de nossa palavra para agir. Ele age como, quando e onde quer. Imagine um pai que concede todos os desejos e caprichos ao seu filho de 2 anos.

Trataria-se de um pai responsável? Obviamente não. Da mesma forma, mesmo quando nos afastamos da arrogância de "declarar", "determinar" ou "exigir" coisas que não estão sob nossa autoridade concedida pelo Altíssimo, mesmo quando humildemente pedimos, rogamos e suplicamos, devemos saber que nosso Poderoso Pai celestial sabe o que é melhor para nós, muito mais que nós mesmos.

A Sua vontade é boa, perfeita e agradável. O servo não pode ser maior que o seu Senhor, nem o filho pode determinar aquilo que o Pai tem que fazer...


ARREPENDIMENTO DOS PECADOS X MUDANÇA DE VIDA


A cada dia que passa, fica mais difícil ouvir pregações que falem de arrependimento dos pecados.

As pessoas são orientadas a se posicionarem, a mudar de vida, a fazer prova do Pai através de campanhas e rituais, mas a pregação da maioria esquece ou evita o termo "arrependimento de pecados".

Na Palavra, o arrependimento é uma condição básica para o novo nascimento e foi pregado por Jesus e seus apóstolos (Mateus 3:2, Lucas 13:1-5, Lucas 24:47, Atos 2:38, Atos 8:22, Atos 17:30, II Coríntios 7:10).

O evangelho do reino não pode ser limitado à promessa de melhoria ou mudança de qualidade de vida nesta terra.

O evangelho é, segundo a preciosa descrição de Paulo, "o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16).

A salvação não somente traz mudanças radicais em nossa vida no dia a dia, mas sobretudo uma transformação pessoal, íntima, um novo nascimento literal, com o surgimento de uma nova criatura capaz de ter comunhão íntima com o Pai por toda a eternidade.

Então, a verdadeira mudança ocorre quando há um verdadeiro novo nascimento. É uma mudança espiritual que afetará positivamente a situação material.

Sem dúvidas, falar de arrependimento de pecados é algo que produz fortes reações em quem ouve. Muitas vezes, temendo perder freqüentadores e colaboradores financeiros, esse tema é evitado na pregação de alguns líderes.

Porém, o verdadeiro evangelho não esconde a condição calamitosa e depravada em que se encontra a pessoa que ainda não foi justificada pela fé.

A verdade é clara: Quem ainda não se arrependeu de seus pecados, está morto neles, ainda que, aparentemente, seja uma pessoa de grande sucesso humano e tenha uma vida vencedora de acordo com os padrões e estereótipos de sucesso de nossa sociedade (Lucas 15:7).

Se a fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra, então o arrependimento dos pecados precisa ser pregado. 


ESCATOLOGIA


Este é um tema paralelo ao anterior. Da mesma forma que as questões ligadas ao arrependimento dos pecados são ouvidas com cada vez menos freqüência em nossas reuniões, os temas escatológicos também.

Raciocine conosco. Se uma boa parte do Novo Testamento refere-se direta e indiretamente às questões relacionadas ao fim dos tempos, por quê esse tema é tão raro em nossas reuniões e conversas?

Cremos que a crença no pré-tribulacionismo, sistema adotado pela maior parte dos grupos cristãos, tem estimulado em parte essa atitude.

Se, de acordo com o modelo pré-tribulacionista, estaremos livres de todos os eventos tribulacionais que precedem a volta do Messias e se o arrebatamento ocorrerá a qualquer momento antes da tribulação, enquanto estivermos vivendo na mais completa normalidade e integração social, então não há motivos para ocupar-se muito com os eventos tribulacionais...

Para quem segue o pré-tribulacionismo, não há razões para preparar-se para os momentos tribulacionais nem para estar atentos para a gigantesca teia de engano e controle maligno que está sendo criada sobre as pessoas e suas atividades rotineiras.

Questões como marca da besta, perseguição, engano do falso profeta, 10 chifres, anticristo, abominação desoladora, e outros não são mencionados com freqüência, mesmo diante da clara evidência bíblica de que esses assuntos eram corriqueiros nos ensinos do Senhor Jesus e nos ministérios de Paulo, Pedro e João.

Por exemplo, o apóstolo Paulo dedicou 2 cartas com alto teor escatológico aos tessalonicenses e, mesmo assim, quando ele esteve em Tessalônica, lhes ministrou sobre outras questões escatológicas que nos não temos acesso através da leitura das epístolas (II Tessalonicenses 2:5-6)

Em nosso site, externamos porque não cremos que o pré-tribulacionismo é a forma correta de entender as questões escatológicas e o grande risco que correm muitos ao não estarem preparados para os momentos tribulacionais que se aproximam.

Tentamos mostrar que a Igreja primitiva era nitidamente pós-tribulacionista, cria que o Senhor voltaria logo após a grande tribulação para encontrar-se com seus servos, derrotar a besta e instaurar seu reino.

Mostramos que, até o século XIX, não havia distinção alguma entre arrebatamento e regresso glorioso de Jesus e que essa separação que muitos pensam existir, colocando 7 anos entre um evento e outro, só começou a ser ensinada no seio da Igreja a partir do século XIX.

Expomos as bases bíblicas do pós-tribulacionismo e as incongruências do pré-tribulacionismo.

Porém, a grande maioria nem sequer sabe isso. Nunca lhes foi ensinado sobre a concepção escatológica de nossos primeiros irmãos, porque escatologia é um tema raro em nossas atuais reuniões... Não há sequer um diálogo aberto para discutir a possibilidade de o pós-tribulacionismo estar certo em suas premissas.

E se estiver certo? Estão os cristãos da atualidade sendo ensinados para enfrentar as conseqüências atuais e futuras dessa eventualidade? Ou estão sendo ensinados a viverem despreocupados em relação aos eventos tribulacionais? Que o Senhor nos ajude e fortaleça...


USURPAÇÃO DE ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DO PAI


Esse é talvez o ponto mais delicado neste comentário, porque diz respeito à própria pessoa e essência do Eterno Pai.

A Palavra nos mostra que o pecado originou-se na criação quando um dos querubins do Altíssimo desejou tornar-se "semelhante ao Altíssimo" (Isaías 14:14). Em outras palavras, quis assumir uma posição que só pertence ao Senhor, o qual não dá a sua glória a outrem (Isaías 42:8, Isaías 48:11).

Devido a essa tentativa de usurpação e posterior sedição angelical, levando trás si um terço dos seres angelicais, aquele querubim, que hoje conhecemos como satanás, e os anjos que creram em sua palavra, foram expulsos da face do Pai Eterno, lançados à Terra e aguardam o Juízo Final.

Já na Terra e diante do homem recém criado pelo Altíssimo, satanás continuou usando seu argumento preferido, ao prometer a Eva que esta, caso consumisse o fruto que fora proibido pelo Criador, se tornaria "como Deus" (Gênesis 3:5).

O que mais nos chama a atenção nesses fatos é a força que tem a argumentação e o engano satânico. Uma força de manipulação capaz de ludibriar um terço dos anjos.

Seres que viviam a serviço do Criador e na presença constante Dele... Capaz de enganar um casal que vivia num cenário perfeito e que tinha uma comunhão diária com o Criador... 

Nossa real intenção neste ponto é perguntar se realmente esse argumento tentador não continua sendo utilizado contra nós.

Quando vemos que muitos líderes estão ensinando coisas estranhas, que colocam o ser humano numa posição de usurpação de atributos exclusivos de Deus, tememos que muitos estejam caindo na antiga manipulação satânica.

Já ouvi um líder dizer em uma rede de TV, num programa visto por milhares, talvez milhões de pessoas, "você vai trazer à existência aquilo que não existe".

Ora, não é esse um atributo exclusivo do Criador? Outra frase que ouvi nos últimos dias: "a voz de Deus era a voz dos apóstolos e a voz dos apóstolos era a voz de Deus".

Na verdade, a voz do Altíssimo é a voz do Altíssimo e a voz dos apóstolos é a voz dos apóstolos...

A voz do senhor é a voz do senhor e a voz do mordomo é a voz do mordomo, mesmo quando esse mordomo fala em nome de seu senhor.

Se fôssemos citar aqui exemplos de frases deste tipo, encontradas em pregações, estudos e músicas, levaríamos bastante tempo. 

Até mesmo quando ouvimos alguém exercer a mordomia e autoridade delegada pelo Senhor, o nome Dele geralmente é esquecido.

No final de muitas reuniões cristãs, o "eu te abençôo" humano tomou lugar de "o Senhor te abençoe" bíblico. "Teus pecados são perdoados em nome de Jesus" foi substituído por "eu declaro o perdão dos teus pecados".

Creio que devemos ter o máximo de cuidado com essa questão, pois ele diz respeito à própria essência do Criador e envolve a razão que provocou as quedas satânica e humana: o desejo de assumir os atributos exclusivos do Senhor. 

Um tema estreitamente relacionado ao abordado acima é a utilização do nome do Pai em vão, geralmente como "suporte" para concretizar desejos pessoais e interesses variados.

Logo no início do Pai nosso, o Mestre nos ensina a declarar a santificação do nome Dele. Porém, o que vemos hoje é uma utilização irresponsável e irreverente do santo nome do Criador.

Quantas vezes presenciamos políticos corruptos e, alguns deles envolvidos com o satanismo e a idolatria, serem levados aos púlpitos da igreja e serem apresentados como os "candidatos do Eterno" e que "a vontade do Altíssimo" é que os membros daquela igreja votem nele?

Quantos são usados como mão de obra para campanhas políticas, sob a ameaça manipuladora de que quem se opor estará opondo-se à "vontade divina"? Quantas vezes o nome do Pai Eterno é usado para vender determinados produtos?

Se Lutero não tivesse se levantado e enfrentado aqueles que usavam o nome do Eterno em benefício próprio, ainda estaríamos comprando indulgências para sustentar os prazeres e cobiça de líderes inescrupulosos.

Não podemos ser coniventes com aqueles que pretendem usurpar os atributos divinos e aqueles que usam o nome do Altíssimo para satisfazer seus próprios interesses, sabendo que o Senhor os julgará em seu devido tempo.


DENOMINACIONALISMO x CORPO


Em primeiro lugar, creio que deveríamos agradecer todos os dias ao Senhor pelas milhares de portas abertas, de igrejas e comunidades que se reúnem em nome de Jesus Cristo.

Milhões de pessoas têm encontrado salvação, cura, edificação e crescimento nas diversas denominações que vivem verdadeiramente sob a direção do Altíssimo.

Isso ocorreu no seio da Igreja primitiva, até que, no século IV, uma daquelas comunidades, a mais numerosa e importante, ao tornar-se a mais rica e influente politicamente, decidiu assumir o lugar do Corpo, centralizando todas as decisões e recursos, tornando-se uma "mega-denominação", com milhares da igrejas dependentes.

Com o passar dos anos, começou a ser ensinado que, sem ela, a salvação já não era mais possível.

Pertencer à igreja sediada em Roma era um dos quesitos para ser salvo. Sem as determinações dogmáticas dela, nenhuma prática tinha valor.

Qualquer idéia contrária era punida com a excomunhão, que levava à "perda da salvação" e, durante alguns séculos, com a própria morte do ofensor. Apenas seria "santo" quem ela decidisse que seria.

O estudo das Escrituras era desestimulado e até mesmo proibido para a população, deixando o seu manuseio e leitura apenas para um seleto grupo de líderes.

Os cultos, no começo da era cristã feitos na língua de cada participante, agora só poderiam ser realizado em latim...

Todos conhecemos a história descrita acima e a forma como o Senhor sustentou Seus servos que se opuseram aos desvios da igreja romana.

Por mais estranho que possa parecer, essa tentativa de apropriação indevida daquilo que é do Messias, que é a cabeça do Corpo, tem suas novas versões em nossos dias.

É como se aquilo que ocorreu a partir do século IV em Roma estivesse começando o ocorrer em nossos dias.

Temos observado pessoas defendendo com unhas e dentes a sua comunidade ou igreja, dispostos a morrer por elas, argumentando que foi ali onde se deu a restauração, a cura, a libertação e a obtenção de bênçãos.

Não fariam isso se lhes fosse ensinado que a graça do Pai independe de locais físicos e de organizações humanas. Porém, a benção do Altíssimo está onde estiver um filho Seu (Efésios 1:3).

A benção do Pai estará onde qualquer pessoa invocar com fé o nome do Senhor Jesus. Estará onde o evangelho de salvação for pregado. Estará onde estiverem dois ou tres reunidos no nome do Rei dos reis. Em qualquer lugar. Com ou sem placa de identificação na entrada.

Ela estava no alto da cruz, quando o ladrão clamou ao Mestre. Estava na carruagem do etíope quando foi abordado por Felipe.

Estava no caminho de Damasco, quando Paulo se dirigia até aquela cidade para perseguir servos do Senhor. A benção do Eterno Pai não é patrimônio de nenhuma igreja ou comunidade. Ela é do Corpo.

Temos visto com tristeza que muitos querem usar as bençãos geradas pela graça do Pai como elementos de marketing eclesiástico, onde as realizações e milagres são mostrados como uma garantia que "aquele" ou "este" é o lugar da benção...

Participar de determinada corrente ou contribuir com determinados valores fará com que a benção do Pai se manifeste...

Muitas pessoas chegam, até mesmo estimuladas por seus líderes, a declarar que morrerão pela igreja (denominação) e que fizeram uma aliança de vida ou morte com aquela denominação...

É como se o elo que deveria existir entre a pessoa e o Salvador, não fora suficiente. Semeia-se nas mentes de que a aliança com o Senhor Jesus só será válida enquanto ela estiver atrelada à denominação e sem as práticas da denominação não haverá mudança de vida. 

Por que ocorre isto? Não deveria um grupo que se reúne em nome do Senhor manter-se fiel a Sua Palavra e rejeitar tudo aquilo que vai além ou se opõe a ela? Sem dúvidas, sim. Aliás, essa é uma das missões da Igreja (I Timóteo 3:15).

Cremos que todos esses desvios ocorrem quando a visão de igreja é desvirtuada. Um desvio consciente, elaborado por "lobos devoradores que não poupam o rebanho" (Atos 20:29) ou até mesmo inconsciente, por parte de cristãos que deixam que as tradições e modismos se sobreponham aos princípios do evangelho.

Quando o Senhor Jesus prometeu que estaria presente onde estivessem dois ou tres reunidos em seu nome, refere-se a uma igreja.

O termo "igreja" vem do grego eklesia, que significa "reunião", "assembléia" ou "ajuntamento". No Novo Testamento é usado em dois sentidos principais: a reunião de pessoas em nome de Jesus, como já vimos, e a reunião espiritual de todos aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo.

Quando olhamos para os precedentes históricos e aqueles de nossos dias, vemos que, enquanto mais influente politicamente, mais detentora de bens e mais centralizada se torna uma igreja, mas tende a desviar-se da verdade do evangelho.

A razão é simples. As coisas materiais começam a tomar o lugar das espirituais. A fama e o orgulho começam a entrar no coração dos líderes que, detentores de milhares de templos, milhões de membros, meios de comunicação de ponta, cercados de bajuladores, e que têm poder de decisão absoluto, ficam altamente suscetíveis às fraquezas humanas decorrentes do enaltecimento do próprio ego.

As grandes somas de dinheiro começam a gerar diversos interesses. Começa a ser estimulada uma espécie de "dependência emocional" sobre a vida de pessoas emocionalmente suscetíveis, fazendo-as acreditar que fora daquela denominação não terão sucesso algum.

O jogo político, devido à grande quantidade de membros, começa a fazer parte do grupo, afinal de contas, milhões de pessoas significam milhões de votos... Tudo começa a obedecer a interesses, até mesmo na relação com outras denominações.

Enquanto isso, o Mestre continua se fazendo presente onde estiverem dois ou tres sinceramente reunidos em seu nome. Ele prometeu e Ele é fiel! Mais do que pertencer a uma igreja ou ir a uma igreja, temos que ser igreja.

Somos o templo onde habita o Senhor. Nos acostumamos a levar pessoas para a igreja, mas antes já deveríamos ter levado a igreja até elas, através de nós e de nosso testemunho.

Oremos para que a visão primitiva seja um guia para nós. Que toda vaidade, sede de poder humano, engano, mercantilismo, idolatria, manipulação de vidas e falta de conhecimento sejam banidos das igrejas cristãs.

Que todos possam perceber que o princípio do evangelho é compartilhar e não centralizar. Que cada cristão esteja preparado para enfrentar os momentos de tribulação que se aproximam, quando pertencer a uma denominação perderá sua função, já que as verdadeiras igrejas e templos serão fechados.

Que uma geração de cristãos fortes emocionalmente seja preparada pelos líderes, sabendo que uma geração de dependentes emocionais de correntes, líderes ou "visões", não terá forças para enfrentar os dias difíceis que se aproximam. 

CONTENTAMENTO X CONQUISTA MATERIAL


Uma das maiores polêmicas surgidas nas atuais igrejas cristãs é a questão da prosperidade. Principalmente a partir dos anos 60, alguns pregadores americanos começaram a ensinar que o cristão deveria ser próspero também financeiramente, já que somos filhos do Todo-poderoso Pai, dono do ouro, da prata e de todas as riquezas do universo.

Para exemplificar essa tese, a teologia da prosperidade, como ficou conhecida, trouxe os exemplos de homens do Altísssimo que, devido à benção Dele, gozaram de grande riqueza material na época do Antigo Testamento, como Abraão, Isaque, Davi, Salomão, etc.

Alguns autores prosperacionistas chegam a afirmar que o Senhor Jesus era um homem com muitas posses materiais...

Como era de se esperar, tal ensinamento, atraente, moderno e de mãos dadas com a mentalidade consumista de nossa sociedade atual, alcançou rapidamente discípulos em todo o mundo.

No Brasil não foi diferente. As igrejas surgidas a partir dos anos 70, em sua maioria, adotaram os fundamentos da teologia da prosperidade. Até mesmo igrejas mais tradicionais têm aplicado em suas reuniões e pregações elementos oriundos dos prosperacionismo.

Se somos filhos do Eterno Pai, e Ele é o dono de toda a riqueza, então, obviamente, deveríamos ser ricos, afirma o prosperacionismo, e devemos buscar isso, não nos conformando com as necessidades nem com nossa situação financeira.

Porém, por mais humanamente lógica que seja uma idéia, se ela não encontra base bíblica, deve ser descartada como um sofisma humano.

Em primeiro lugar, devemos buscar definir o que é a prosperidade, numa ótica bíblica. Na Palavra, ser próspero não significa necessariamente ter riquezas materiais, mas aplica-se também à prosperidade moral, intelectual, espiritual ou a uma situação ocasional (Gênesis 39:2, Eclesiastes 7:14). E

m segundo lugar, devemos ver se a prosperidade financeira é uma regra na vida dos filhos do Altíssimo, ou se Ele abençoa apenas a alguns com essa benção. Mesmo considerando os exemplos da Antiga Aliança, ao mesmo tempo em que encontramos servos do Senhor riquíssimos, vemos também aqueles que sobreviviam com o mínimo.

Será que Moisés, Elias, Eliseu, Jeremias, João Batista, não tiveram suficiente fé e conhecimento para reivindicar sua prosperidade financeira e material? 

Na Nova Aliança, selada com o sangue do Ungido, não nos é ensinado a não conformar-nos com a nossa situação financeira, mas a não nos contentarmos com os padrões deste mundo ou sistema:

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento..." (Romanos 12:2)

No mesmo contexto, Paulo ensina:

"...Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes" (Romanos 12:16)

O mesmo Paulo, representando muito bem aquilo que os primeiros cristãos tinham apreendido da mensagem de Cristo, ensina aos filipenses que o Senhor suprirá todas as nossas necessidades (Filipenses 4:19).

Ele não ensina que o Criador, obrigatoriamente, satisfará todos os nossos sonhos materiais, objetivos consumistas ou metas pessoais de sucesso financeiro, como tenta induzir o prosperacionismo. 

Pode um cristão ser rico financeiramente? É claro que sim, apesar de que Cristo, de forma indireta, ensina que poucos estão preparados para exercer sua fé e, ao mesmo tempo, possuir grandes riquezas (Lucas 18:25).

Deve um cristão ser rico financeiramente? O evangelho não ensina isso e quem afirma que sim está opondo-se à Palavra do Eterno.

Pelo contrário, o Senhor Jesus nos ensina a estar tranqüilos enquanto ao suprimento de nossas necessidades básicas (Mateus 6:24-34), ensinamento que foi lembrado por Paulo na primeira carta dele ao jovem Timóteo. Veja:

"Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrimos, estejamos com isso contentes" (I Timóteo 6:8)

Fica claro então que, na atual dispensação, antes do regresso glorioso do Senhor, após o qual reinaremos com Ele e desfrutaremos de suas riquezas, o suprimento de nossas necessidades é uma promessa do Altíssimo.

A riqueza financeira, não. E aqueles que se colocam contra essa verdade do evangelho, são, segundo Paulo, "homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho, aparta-te dos tais" (I Timóteo 6:5) 

MARKETING X EVANGELHO


Certo dia, enquanto participava de um culto, ouvi o pregador dizer "..você não precisa carregar cruz alguma"... Ele estava falando sobre a disposição derrotista de alguns irmãos, que diziam estar carregando uma cruz em suas vidas.

Essa declaração feita pelo pregador naquela noite expressa muito bem aquilo que desejamos trazer à reflexão neste ponto. Sem dúvidas, para quem conhece a Palavra, aquela afirmação do pregador foi infeliz.

O próprio Senhor Jesus determinou que nós carregaríamos uma cruz (Mateus 10:38, Mateus 16:24, Marcos 8:34, Lucas 9:23, Lucas 14:27).

Creio firmemente que aquele pregador falou sem pensar ou sem conhecimento, não creio que tenha falado aquilo conhecendo que a Palavra ensina o contrário...

Só o Altíssimo sabe e só Ele nos julgará retamente. Nosso propósito não é o de julgar pessoas, mas discernir a respeito de práticas.

Nesse contexto, vemos que, no intuito de passar uma imagem vitoriosa e de conquista para seus ouvintes, aquele preletor chegou até mesmo a ferir um princípio bíblico, ensinado pelo Mestre que ele diz seguir.

Neste ponto mora o verdadeiro perigo. Esse é o resultado de uma utilização marqueteira do evangelho de Cristo, onde, na tentativa humana de deixar o evangelho divino mais "atraente" para os padrões de sucesso atuais e as expectativas e carências do homem moderno, se separa as partes agradáveis das partes espinhosas, tentando produzir uma retocagem do evangelho.

As partes agradáveis são ensinadas e reivindicadas, mas as espinhosas são esquecidas. Apenas o estudo das partes agradáveis é estimulado, enquanto que as partes mais espinhosas são evitadas.

As pregações baseiam-se em promessas, bençãos, conquistas, direitos, curas e qualidade de vida, mas pouquíssimas vezes em arrependimento, exortação, estudo da pessoa de Deus, doutrinas básicas e preparação para as tribulações desta vida.

Tal prática gera grandes resultados quantitativos, mas grandes prejuízos qualitativos. Gera cristãos despreparados para manejar bem a Palavra em sua plenitude e líderes que, por terem aprendido de uma forma equivocada, também ensinarão equívocos aos demais.

As deturpações chegaram a tal ponto que, se um irmão primitivo entrasse hoje numa de nossas reuniões, ficaria perplexo.

A tribulação e aflição por causa do evangelho, que para ele seria uma benção, assim como o apóstolo Pedro nos ensina, em nossos dias, na maior parte dos meios cristãos, seria uma indicação de falta de fé ou de pecado.

Se ele quisesse falar com o líder de uma mega-denominação, teria que atravessar uma série de barreiras e cumprir alguns requisitos, quando nos grupos ou eklesias primitivas, o contato entre o povo e o líder era imediato.

Iria ficar chocado ao ver pessoas apegando-se aos seus títulos eclesiásticos e exigindo ser chamado por eles, enquanto que na Igreja primitiva cada um era chamado pelo seu próprio nome. Que possamos refletir sobre isso.

Enquanto chamamos Jesus de Jesus, Paulo de Paulo, João de João, Abraão de Abraão, se formos chamar alguns líderes atuais pelos seus nomes próprios, não antepondo o "título" (na verdade ministério) eclesiástico, ai de nós!

Enquanto a Palavra não oculta os erros, pecados e diferenças de opinião dos servos do Altíssimo, o evangelho marketeiro faz de tudo para ocultar os erros das instituições e seus líderes, chegando a inventar mentiras para tentar livrá-los da responsabilidade perante a Igreja e a sociedade.

Que tenhamos discernimento para separar o verdadeiro evangelho dos enfeites humanos que têm sido colocados sobre ele durante séculos! 

No intuito de tornar o evangelho mais "atraente", muitas meias-verdades são ensinadas. A estratégia é simples: a rosa é mostrada, mas os espinhos são escondidos convenientemente...

Isso enche os templos, traz grandes arrecadações de ofertas e aumenta consequentemente a influencia de determinados grupos, mas está gerando um grande grupo de irmãos despreparados para enfrentar tribulações e desconhecedores da plenitude da Palavra.

Irmãos que conhecem muito bem aquilo que o Pai Eterno pode dar, mas muito pouco quem é o Pai que dá.

Uma coisa é a contextualização do evangelho, usando diferentes linguagens para alcançar diferentes etnias, culturas, idades e graus intelectuais, porém mantendo a essência e plenitude da Palavra.

Outra coisa é a retocagem do evangelho, uma tentativa humana para tornar o evangelho divino mais "aceitável".

Que possamos dizer sim ao evangelho do arrependimento para remissão dos pecados e não à tentativa humana de reciclagem da mensagem do evangelho, tentativa que gera um evangelho humano, afastado do evangelho ensinado por Jesus e seguido pelos apóstolos.


E AGORA, O QUE FAZER?


Depois de considerar todas essas coisas, qual deve ser nossa posição? Deixar que tudo siga naturalmente, haja vista que a própria Palavra nos mostra que a iniqüidade e apostasia aumentariam à medida que se aproximasse a vinda do Mestre?

Deveríamos opor-nos aos líderes e grupos que vivem um evangelho deturpado? Acreditamos que nenhuma dessas opções oferece um caminho sensato. Não podemos ser indolentes e deixar que milhões de vidas fiquem aquém da plenitude do evangelho. Seria egoísmo.

Por outro lado, não podemos causar contendas, dissenções, porfias nem divisões, pois isso é pecado contra o Senhor. A Palavra nos mostra o que fazer:

"E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar..." (II Timóteo 2:24-26)

Cremos que o caminho a trilhar é o caminho do amor ao próximo. Quem ama não apenas aponta para o erro, mas oferece ajuda.

Então, se vemos que nosso irmão está prestes a cair num poço ou não sabe que já está dentro do poço, cabe a nós, além de informa-lhe sua perigosa situação, ajudá-lo a sair dela.

Não é condizente com o caráter cristão ficar apenas apontando o erro. É o nosso dever ajudar quem está no erro.

Que possamos buscar viver o verdadeiro evangelho, livre de modismos, deturpações e adaptações humanas. E que essa busca nos faça capazes de estender a mão àqueles que estão sendo enganados pelos falsos profetas ou pelos falsos evangelhos.

Porém, de forma alguma podemos ser coniventes com o erro nem ter comunhão com ele (Romanos 16:17).

O Senhor ama a sua Igreja. Essa é a melhor notícia que poderíamos receber enquanto membros do Corpo.

Diante da gigantesca onda de engano maligno que virá nos próximos anos, maior inclusive do que aquela que já presenciamos, cremos que o Senhor derramará um poderoso e genuíno avivamento, para que possamos enfrentar os dias de tribulação que se aproximam.

Um avivamento que gerará grupos familiares de oração, eklesias fortes, pessoas amantes da pureza do evangelho e que se oporão a toda manipulação humana que é feita usando o evangelho.

Irmãos que estarão preparados para enfrentarem os momentos de perseguição que se aproximam, onde muitas igrejas serão fechadas e muitos líderes cristãos serão presos e mortos.

Filhos do Altíssimo que não serão emocional e psicologicamente dependentes de líderes, de "palavras liberadas" por tais líderes, nem serão dependentes de denominações, coberturas, organizações e de templos, mas dependentes exclusivamente do Espírito Santo...

Pessoas que estarão mais interessadas em conhecer o Pai do que em receber algo de Dele. Pessoas que amarão a Palavra do Criador, a ponto de rejeitar tudo aquilo que não está de acordo com ela.

Vamos orar por isso, sabendo que o Messias está conosco todos os dias e Ele vai voltar.

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

[Este artigo foi publicado no ano de 2007]



 

Saiba que o Altíssimo está no controle de tudo e de todos. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele estará conosco. A nossa salvação em Cristo é eterna. Nele, somos novas criaturas. Ele já venceu a morte. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Se você leu este artigo e ainda não tem a certeza da salvação eterna em Jesus, faça agora mesmo um compromisso com Ele! Convide-o para entrar em seu coração e mostrar-lhe a verdade que liberta. Veja porque você precisa ser regenerado e justificado, para viver a boa, perfeita e agradável vontade eterna do Criador e estar firme Nele diante de qualquer circunstância. Clique AQUI.

 

 

 


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