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QUEBRANDO O SILÊNCIO

 

 

 

No dia 21/07/10 recebemos a notícia que a instituição chamada Igreja Universal do Reino de Deus anunciou que irá construir uma réplica do Templo de Salomão na zona leste de São Paulo.

Com capacidade para receber 10 mil fiéis, o templo promete ter detalhes iguais ao do antigo santuário.

Com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, o templo irá ocupar um quarteirão inteiro e promete ser maior que a "Catedral da Sé", maior igreja católica da cidade.

A construção terá 55 metros de altura, o que correspondente a quase duas vezes a altura da estátua do "Cristo Redentor". O templo irá ocupar 70 mil metros quadrados de área construída. A previsão é que a obra fique pronta daqui a 4 anos [1].

Como nossos leitores podem observar em todo o conteúdo deste site, nosso propósito não é comentar sobre as práticas de instituições nem tecer opiniões sobre pessoas, mas de mostrar a todos o real cumprimento das profecias bíblicas e a proximidade da gloriosa volta de Cristo. Então, o comentário que faremos deve ser entendido sob esse prisma.

Em nossa seção EKKLESIA, deixamos claro o entendimento de que nem Jesus Cristo nem os Seus apóstolos do primeiro século ordenaram ou incentivaram a construção de nenhum templo ou local de reunião, mesmo quando milhares de pessoas começaram a converter-se ao Evangelho.

A construção de suntuosos e imponentes templos e catedrais no seio da Igreja surgiu apenas a partir do século III, quando as influencias pagãs e políticas começaram, como já estava profetizado, a penetrar sorrateiramente no meio da Igreja.

Quando o imperador Constantino declarou publicamente sua "conversão" ao Evangelho, cuja vivência em Roma já andava bem afastada do que realmente Jesus e Seus apóstolos haviam ensinado, a "necessidade" de construir templos surgiu, já que todas as outras grandes religiões também tinham os seus. Na verdade, cada entidade que se prezasse tinha o seu templo...

Essa é a origem dessa busca sedenta por opulência, exibicionismo arquitetônico e poder humano surgido desde então.

No Evangelho revelado pelo Messias, o verdadeiro Templo é todo aquele que crê e obedece esse Evangelho. O tal se torna Templo do Espírito Santo de Deus (João 4:19-23, I Coríntios 3:16, I Coríntios 6:19, II Coríntios 6:16, Efésios 2:21).

A Igreja nos primeiros séculos se reunia em qualquer lugar. Em casas, praças, montanhas, no pátio do Templo em Jerusalém, na praia, no barco, em cemitérios... Não havia necessidade de construir templos, pois o entendimento do que é Igreja era diferente.

A experiência de ser Igreja estava intimamente relacionada à vida e ministério do Mestre, em Sua comunhão diária e contínua com os apóstolos e discípulos e em Sua permanente caminhada. No partir diário do pão. No relacionamento pessoal.

Não havia locais especias nem dias especiais. Não havia pompas nem ceremonialismos. Muito menos, havia locais para serem reverenciados, como o líder da IURD projeta, ao afirmar que os fieis deverão colocar a mão nas pedras do Templo para receberem as bênçãos espirituais. Essas pedras, de acordo com o comunicado, serão trazidas da própria Jerusalém.

A reverência a locais e objetos não faz parte da Verdade do Evangelho. Quem já é abençoado pelo próprio Criador e Pai com com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3), não precisa recorrer a nenhum objeto para "canalizar" essa benção.

Isso é não caminhar retamente conforme a Verdade do Evangelho. O que fica exposto nesse caso é que ele é apenas um resultado lógico do gradual afastamento que a maioria tem mostrado do que verdadeiramente significa igreja.

Deixamos claro que o fato de um grupo de irmãos terem um local específico para se reunirem não é, em nosso entendimento, um erro.

O erro encontra-se quando esse lugar assume um caráter especial e exclusivo e quando há, como no caso que estamos abordando, uma ânsia contínua em construir estruturas suntuosas, prédios mirabolantes e edifícios magníficos, geralmente às custas da pressão psicológica e financeira sobre milhares de pessoas ou de conchavos políticos, como se o Pai Eterno fosse se impressionar e ser louvado com isso.

Ledo engano. Dizemos sem medo de errar que o Criador se compraz mais com um coração sincero e arrependido do que com um milhão de templos de ouro...

Para Ele, uma vida vale mais do que todos os templos que o homem poderia construir em toda a eternidade.

Quando o véu foi rasgado e o santíssimo lugar ficou exposto, o próprio Pai abriu um novo caminho para que nos aproximemos Dele em Cristo e nos relacionemos com Ele pessoalmente, sem a necessidade de um sacerdote humano e de um Templo humano (Lucas 23:45).

O Templo judeu é apenas uma sombra da relação que o próprio Altíssimo tem com o novo nascido em Cristo.

Hoje, através do Senhor Jesus, nosso Sumo Sacerdote, temos acesso ao santíssimo lugar. Nossos sacrifícios agora são oferecidos através de nossos próprios corpos em louvor e ações de graças ao Senhor.

Nossos corpos e nossas vidas hoje são templos do Espírito do Criador e isso foi concretizado através do sacrifício expiatório, redentor e perfeito de Jesus Cristo na cruz (I Pedro 2:5, Hebreus 13:15-16, II Timóteo 4:6)

O Templo continua tendo um significado profético apenas para Israel, pois a forma de atuação de Deus com a nação israelense é específica.

Diante da gloriosa volta do Senhor Jesus, haverá uma conversão em massa dos israelenses, como nos mostra o profeta Zacarias no capítulo 12, resultando na restauração de Israel como nação.

Porém, nós, como Igreja, devemos caminhar de acordo com a revelação da Nova Aliança, não de acordo com a sombra da Antiga. A verdadeira luz está na revelação de Jesus e não podemos buscar essa luz na sombra.

O que mais nos chamou a atenção e que realmente tem a ver com a questão escatológica, foram as palavras do próprio líder da instituição que se propõe a construir essa estrutura ou, como veremos a seguir, a falta de palavras...

Em seus comentários sobre a construção, o líder da denominação Igreja Universal demonstra uma grande alegria ao afirmar que o Templo em Jerusalém poderá ser construído e os sacrifícios começarem a ser oferecidos novamente.

De acordo com Edir Macedo, o empecilho atual para que isso ocorra é que no mesmo local encontra-se uma mesquita muçulmana. Até aí, tudo bem. Também cremos que esse Templo será construído e que os sacrifícios voltarão a serem oferecidos por parte do povo judeu.

Cremos na literalidade da Palavra (Apocalipse 11:1-2, Daniel 8:13-14, Daniel 12:10-13, Mateus 24:15) e que, como já dissemos, há um plano específico do Senhor para a descendência física de Abraão.

Porém, o que mais nos chama a atenção é o que não foi dito. Em nenhum momento o líder da instituição Igreja Universal do Reino de Deus fala sobre o que ocorrerá nesse Templo construído em Jerusalém.

Ele não cita a principal referência dada por Cristo para que saibamos o começo da grande tribulação (Mateus 24:15). Ele não menciona que a besta se assentará no templo e o profanará e que esses sacrifícios serão suspensos...

Ele apenas se limita a falar com alegria da volta do Templo e dos sacrifícios (!), semeia essa esperança nos fiéis que o seguem, mas se esquece de alertá-los para o que ocorrerá ali dentro de pouco tempo de construído.

É como se falássemos alegremente de um carro novo recém adquirido e da próxima viagem que ele fará, mesmo sabendo que no meio da estrada esse caro irá capotar...

Não podemos julgar as intenções do coração de um homem. Só o Senhor tem esse poder. No entanto, podemos e devemos alertar os nossos irmãos sobre toda a Verdade do Evangelho, ensinando-os a guardar todas as coisas que Jesus mandou (Mateus 28:19-20).

Entre essas coisas, está a futura profanação do Templo, conhecida como "abominação desoladora".

Vamos orar para que todos possamos continuar anelando andar retamente conforme a toda a Verdade e interceder pelos nossos irmãos que não estão conscientes do que isso significa, ajudando-os amorosamente e ensinando-lhes todas as coisas concernentes a essa Verdade.


Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

 

FONTES:

[1]FOLHA DE SÃO PAULO - 21/07/10

 


 

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