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OS MÁRTIRES DE APOCALISE 20:4

 

 

 

Neste site, temos tentado abordar o máximo de assuntos possíveis, para que o nosso leitor (a) tenha acesso às informações relacionadas ao cenário profético bíblico. Neste tópico vamos abordar a passagem de Apocalipse 20:4.

Tal passagem, apesar de apontar claramente para a presença de mártires que morrerão durante a grande tribulação e que participarão da primeira ressurreição, colocando essa primeira ressurreição como um evento que ocorrerá no momento da gloriosa volta do Salvador logo após a grande tribulação (Mateus 24:29-31), tem sido mencionada por alguns para sustentar um arrebatamento anterior à manifestação gloriosa de Jesus.

O raciocínio dessas pessoas parte da seguinte premissa: Se o texto de Apocalipse 20:4 menciona apenas a ressurreição dos martirizados durante o governo da besta (grande tribulação), então deve haver outra ressurreição anterior envolvendo os "não martirizados", ou seja, aqueles que foram arrebatados antes da tribulação (para os pré-tribulacionistas) ou durante a tribulação (para os midi-tribulacionistas).


O ENTENDIMENTO PRIMITIVO 


Em primeiro lugar, cremos que é necessário considerar qual o entendimento que nossos irmãos primitivos tinham quando receberam as cartas apocalípticas. Apesar de aplicar-se a nós também, elas foram escritas originalmente para os irmãos do final do século I.

Qual era a mentalidade deles, formada em grande parte pelos ensinos orais recebidos dos próprios apóstolos e do Messias? Sabemos que eram irmãos que viviam sob constante perseguição e tribulação. O escritor Russel Norman Champlin, em seu livro comentado de Mateus, Volume I, página 182, diz:

"...O Apocalipse foi escrito para uma igreja composta de mártires em potencial, uma igreja que haveria de sofrer a ira romana, e não escapar da mesma. O Apocalipse é um manual para os mártires.

Não foi escrito para os judeus e nem para satisfazer a curiosidade a respeito do futuro, mas a fim de mostrar a uma igreja que sofria como as coisas piorarão, e como os crentes devem postar-se firmes em tempos de tribulação.

O livro do apocalipse é essencialmente um aviso a igrejas para que resistam em meio a mais feroz perseguição..."

Concordamos em gênero, número e grau com Champlin. Não há nenhum documento, registro ou tradição proveniente dos séculos I, II e III que aponte para algum tipo de crença em duas ou mais vindas ou manifestações futuras do Senhor ou que expresse a esperança de ser arrebatado para não sofrer o martírio ou a perseguição da besta.

Todos os textos dos primeiros 3 séculos que chegaram até nós, ou seja, textos escritos décadas depois do livro de Apocalipse e do versículo em questão (Apocalipse 20:4), mostram claramente que nossos primeiros irmãos acreditavam e esperavam apenas uma vinda ou manifestação gloriosa do Ungido.

Um regresso logo após a grande tribulação e logo após os sinais do Dia do Senhor, para derrotar o anticristo (que eles relacionavam a alguns imperadores romanos de plantão) e iniciar o Seu reino aqui na Terra.

Eles não tinham esperança alguma a respeito de um arrebatamento anterior a isso, como "primícias", até porque o fato de serem degolados por uma autoridade global, nos moldes descritos em Apocalipse 20:4, já fazia parte do seu dia a dia...

A base da fé escatológica deles estava baseada nas Palavras proferidas pelo Mestre no Monte das Oliveiras, poucos dias antes de ser crucificado. Essa base foi passada geração a geração nos primeiros séculos.

Basta ver os escritos de Irineu, que foi discípulo de Policarpo que, por sua vez, foi discipulado pelo próprio escritor do Apocalipse, João. Também, é notável a sujeição que Paulo mostra ao que tinha sido ensinado pelo Salvador décadas antes.

Se seguirmos a simplicidade daquilo que foi ensinado pelo Senhor e seguido pelos apóstolos, evitaremos muitos problemas. Por exemplo, o Senhor afirmou que em Sua vinda haverá toque de trombeta (Mateus 24:31).

Então, quando Paulo menciona que a ressurreição dos mortos e transformação dos que estiverem vivos se dará ante a última trombeta (I Coríntios 15:52), está referindo-se ao que já havia sido ensinado pelo Mestre.

Não está referindo-se à 4ª, 5ª, 6ª ou 7ª trombeta do Apocalipse, até porque o Apocalipse foi escrito décadas depois e os irmãos em Corinto não tinham idéia ainda das revelações que seriam dadas a João em Patmos. A última trombeta soará logo após a grande tribulação, no Dia do Senhor (Mateus 24:29-31).

O Senhor Jesus ensinou que a nossa recompensa seria dada "na ressurreição dos justos" (Lucas 14:14). Isso aponta para uma única ressurreição. Não para uma ressurreição em etapas como é defendida por pré e midi tribulacionistas.

Diante disso surgem as perguntas: Será que os martirizados pela besta, por guardar o testemunho de Jesus e a Palavra do Pai, não se prostrando diante da besta, não podem ser incluídos entre os justos, apenas porque em Apocalipse 20:4 não são mencionados aqueles que não foram martirizados pela besta? Não são eles de Cristo também? Ou seriam eles justos "de segunda categoria" ou da "série B"?

Paulo é claro enquanto à ordem da ressurreição:

"Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda" (I Corintios 15:23).

Que vinda é essa mencionada por Paulo? É aquela ensinada por Jesus em Mateus 24:29-31 ou é uma não mencionada por Ele e oculta até para os próprios irmãos em Corinto?

Vemos então que o entendimento que nossos irmãos primitivos tinham era que haveria uma ressurreição dos justos, da qual participariam os justos de todas as épocas, inclusive aqueles que seriam degolados pela besta durante a grande tribulação.

A essa ressurreição João deu o nome de primeira ressurreição (Apocalipse 20:4), antepondo-se à segunda ressurreição, que ocorrerá logo após o Milênio e que será dirigida aos não salvos.

Eles não tinham qualquer entendimento a respeito de uma ressurreição anterior à primeira ressurreição (!) ou a subdivisões dessa ressurreição. Isso mostra que tais idéias não faziam parte da doutrina ensinada pelo Senhor e pelos apóstolos.


A EXPERIÊNCIA DE JOÃO


Em segundo lugar, devemos considerar o teor das experiências que João teve em Patmus. O questionamento levantado por pré e midi tribulacionistas, de que apenas os mártires da besta ou os "salvos da tribulação" farão parte da ressurreição descrita em Apocalipse 20:4 e que a Igreja será arrebatada antes disso, parte da premissa que João estava vendo um filme nos padrões hollywoodianos, numa seqüência linear de eventos, com atores, resenha, figurantes, etc, todos estrategicamente colocados para o que espectador tenha uma visão geral do enredo.

Ou seja, se João não mencionou em sua descrição de Apocalipse 20:4 os "não degolados pela besta", logo, deve haver uma ressurreição anterior, dizem eles... Porém, nós não cremos nisso.

João recebia seguidas revelações, onde ele visualizava aquilo que o Senhor queria que ele visse naquele momento, nada mais. Um dos principais objetivos das cartas apocalípticas é trazer conforto espiritual e verdadeira esperança aos que eram e serão atribulados.

O estilo narrativo do livro de Apocalipse não permite sustentar que, pelo simples fato dos não degolados pela besta não serem citados em Apocalipse 20:4, eles não farão parte daquela ressurreição. Pelo contrário, as Escrituras são claras em afirmar que essa ressurreição ocorrerá na vinda do Senhor (uma só).


O TEXTO ORIGINAL


É bom destacar que João, em Apocalipse 20:4, relata não uma visão da ressurreição em si, mas sim de tronos e pessoas assentadas neles, o que nos remete ao início do período Milenal. Ele escreve "E vi tronos...".

Ou seja, pessoas que estavam exercendo autoridade com Jesus (veja Apocalipse 2:26, apóstolos sentando sobre tronos...). Logo após descrever os tronos, João se detém para explicar quem eram os irmãos martirizados que haviam experimentado a primeira ressurreição.

Neste ponto é importante saber de um detalhe que é fundamental para ter um real entendimento de Apocalipse 20:4. Preste atenção: a segunda expressão "E vi" (...E vi as almas daqueles que foram degolados...) não aparece no original grego. Ela foi acrescentada posteriormente pelos tradutores.

É isso que dá a falsa impressão de que aqueles irmãos ressuscitados (os degolados durante a grande tribulação) estavam experimentando uma ressurreição posterior aos dos outros. Vejamos o original grego de Apocalipse 20:4, palavra por palavra, de acordo com o textus receptus compilado por Robert Estienne:

Kai (E) eido (eu vi) thronos (tronos), kai (e) kathizo (eles assentaram-se) epi (sobre) autos (eles) kai (e) krima (poder de julgar) didomi (foi dado) autos (a eles). Kai (E) psuche (as almas) pelekizo (dos degolados) dia (pelo) marturia (testemunho) Iesous (de Jesus) kai (e) dia (pela) logos (palavra) theos (de Deus) ... zao (viveram) kai (e) basileuo (reinaram) meta (com) Christos (Cristo) chilioi (por mil) etos (anos).

O verbo "didomi" (foi dado) aponta uma ação que já tinha ocorrido no passado. Já o verbo "zao" (viveram) é usado no Novo Testamento para indicar o estado de uma pessoa que já havia sido ressuscitada momentos antes e que já estava exercendo suas atividades vitais de forma plena (Lucas 15:32, Apocalipse 2:8, Apocalipse 13:14).

Ou seja, os irmãos de Apocalipse 20:4 já tinham recebido poder para julgar e reinar e já tinham ressuscitado momentos antes!

Não vemos razões convincentes para dividir aquilo que é indivisível. O Corpo de Cristo é um só. Haverá uma ressurreição dos justos (primeira) e outra ressurreição dos injustos (segunda). É nisso que os irmãos primitivos criam e é nisso que nós acreditamos.

Cremos que o argumento do silêncio não é válido nesta questão. Por exemplo, usando o mesmo raciocínio do silêncio utilizado no questionamento levantado por pré-tribulacionistas e midi-tribulacionistas a respeito de Apocalipse 20:4, poderíamos afirmar que apenas os martirizados pela besta vencerão a segunda morte, ficando de fora todos os cristãos que na história não perderam suas vidas nas mãos do anticristo.

É só usar o mesmo raciocínio da pergunta no versículo 6 do capítulo 20!:

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte".

Ou poderíamos, ainda usando o mesmo raciocínio do silêncio em Apocalipse 20:4-6, afirmar que apenas eles (os martirizados pela besta) reinarão com Cristo no Milênio, ficando de fora do reino os "não degolados"...

Obviamente, ninguém aceitaria esse raciocínio nosso, pois sabemos que todo aquele que nasce de novo passou da morte para a vida e reinará eternamente com Cristo!

Da mesma forma, não vemos razões para crer que, pela simples ausência dos não martirizados pela besta em Apocalipse 20:4, devamos cogitar que haverá uma ressurreição anterior à primeira (?!), que não fora ensinada por Jesus, nem pelos apóstolos e nem sequer mencionada entre os primeiros irmãos. 

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

 


 

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