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UM GRANDE PERIGO

 

 

 

 

Diante das difíceis passagens bíblicas que se referem ao fim dos tempos, podemos ver que as pessoas assumem três posturas principais.

A primeira é dizer "...São passagens muito difíceis, não creio que seja bom pensar nelas ou tentar entendê-las...Basta viver uma vida de santidade e ficará tudo bem...Não vamos preocupar-nos com isso agora...".

Uma segunda postura é assumir o papel de "donos da verdade" e afirmar categoricamente ter o conhecimento sobre tudo o que vai ocorrer, desprezando qualquer posição diferente.

Não queremos assumir nenhuma dessas duas primeiras posições, pois nos parecem extremamente perigosas.

A primeira, por exemplo, coloca-se contra a própria Palavra revelada no Apocalipse e menospreza o cuidado divino com Seus servos quando diz:

"E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.

Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro" (Apocalipse 22:6)

Ou quando o Mestre ensina aos discípulos como identificar o tempo próximo a Sua volta, após detalhar minuciosamente os principais acontecimentos que a antecederiam:

"Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas" (Mateus 24:32-33)

A segunda postura, cheia de altivez e auto-suficiência, coloca-se contra o ensinamento do Senhor através de Pedro:

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação" (II Pedro 1:20)

Cremos que a posição mais salutar é obedecer ao mandamento do Senhor Jesus: saber o que o Senhor mostra a Seus servos e guardar as palavras da profecia da revelação bíblica.

Seguir e estudar os sinais profetizados pelo Senhor ou revelados por Ele aos Seus servos é valorizar o cuidado do Criador pelos Seus servos e assumir uma atitude de agradecimento a Ele por ter-nos revelado tais acontecimentos futuros.

Não estar de acordo com isso é desmerecer e menosprezar cerca de 28% do conteúdo bíblico, compostos de passagens nitidamente proféticas e escatológicas.


UMA PERIGOSA MISTURA


No contexto apontado acima, o pré-tribulacionismo, aliado ao moderno "evangelho" propagado por muitos em grande parte do ocidente, cheio de promessas agradáveis e vazio de verdades fundamentais, tem ocasionado uma verdadeira anestesia profética na vida de muitos cristãos.

Antes de adentrarmos mais no assunto, queremos deixar muito claro que não estamos abordando a questão da salvação individual, a qual é pela graça do Pai, através da fé em Jesus. Nenhum homem pode de julgar a salvação de outro. Apenas o Altíssimo.

Também não estamos colocando em questão a intenção dos grupos cujas práticas serão mencionadas.

O Senhor é o Supremo Juiz e nos julgará com perfeita justiça. Apenas queremos que você reflita conosco e busque a orientação do Espírito Santo, o qual nos ensina e conduz a toda verdade.

Nos diais atuais, mesmo em meio a sinais proféticos referentes ao fim tão visíveis, muitos cristãos concentram sua principal atenção no dia a dia, no trabalho (ou a falta dele), no aumento de salário, na obtenção da cura, da casa ou do carro, ou da felicidade do casamento e na família.

Todas essas coisas são lícitas e benéficas, porém não constituem o âmago de nossa experiência cristã neste tempo nem o alvo principal de nossa busca.

São conseqüências daquele que fielmente serve ao Senhor. O âmago da vida cristã foi apontado pelo Senhor:

"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas.

Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 7:31-33)

O que significa "buscar primeiro o reino de Deus e sua justiça"? Sem dúvidas, é buscar que o plano do Altíssimo para Sua criação seja definitivamente estabelecido entre nós e, para que isso ocorra, a vinda do Senhor Jesus se mostra como o evento principal.

Buscar a justiça do Pai é anelar a vinda gloriosa do Messias, Rei dos reis e o grande Juiz, diante do qual todo joelho se dobrará.

E as outras coisas ligadas ao nosso dia a dia? O Senhor foi claro: todas as demais coisas serão acrescentadas e não devem ser objeto de inquietação ou prioridade. Porém, o que vemos atualmente parece ser o contrário.

Quando assistimos a uma programação cristã ou lemos alguma publicação, geralmente surge a seguinte mensagem nas entrelinhas: "Busque primeiro seu bem-estar e prosperidade já neste tempo e o Reino do Pai e sua justiça serão acrescentados depois".

De certa forma, a volta do Senhor Jesus se tornou uma espécie de "bônus". Já não se anela ardentemente estar com o Senhor nem ver o Seu reino implantado sobre a Terra, com Ele reinando sobre todos, mas o apelo do moderno "evangelho" centraliza-se na busca das soluções imediatas para o dia a dia da pessoa.

Quando aliamos essa moderna abordagem do evangelho com o pré-tribulacionismo, encontramos uma mensagem agradável, alvissareira, mas perigosamente desprovida de fundamentos bíblicos.

É só unir o discurso de muitas igrejas cristãs atuais e as premissas pré-tribulacionistas e acharemos a seguinte mensagem: "Você viverá um paraíso aqui na Terra, terá direito de desfrutar de todas as bênçãos materiais, exercerá domínio e autoridade sobre o poder político mundial e tomará posse de qualquer lugar onde pisar...

...Quando as coisas piorarem, então você será arrebatado, para não vivenciar o período de provação que virá sobre o mundo...".

Há poucos dias, enquanto assistia a um programa cristão em certa emissora de TV, um telespectador perguntou sobre a questão da marca da besta a um dos pastores que apresentavam o programa.

O pastor foi taxativo em dizer que os verdadeiros servos do Senhor já não estarão na Terra nesse período. Sua resposta não nos causou surpresa, pois, como a maior parte das igrejas atuais, aquele pastor pertence a uma denominação que abraça o pré-tribulacionismo.

Porém, quando o pré-tribulacionismo vem aliado ao moderno "evangelho" que está sendo pregado por muitos (principalmente na mídia), vemos que uma verdadeira geração de cristãos despreparados para o período tribulacional e desinteressados na volta do Senhor está sendo formada.

Em nosso site, buscamos passar a idéia de que precisamos estar preparados para qualquer situação. Mesmo sendo pós-tribulacionistas, devemos estar preparados para um eventual arrebatamento pré-tribulacional, pois não somos donos da verdade.

Cremos que muitos irmãos pré-tribulacionistas, estando certa a posição pós-tribulacionista, despertarão para a realidade e saberão enfrentar vitoriosamente o período de intensa aflição que se aproxima.

Porém, o grande perigo encontra-se na união entre o pré-tribulacionismo e o "evangelho" moderno.

Isso ocorre por uma singela razão: a possibilidade de o cristão enfrentar uma perseguição mortal por parte do poder político mundial maligno, perder todos os seus bens, ver irmãos e parentes sendo mortos, passar por necessidades extremas e perder sua inserção social, simplesmente não combina com a mensagem do evangelho moderno!

Enquanto a Palavra mostra claramente os sofrimentos de homens como Paulo, Silas, Pedro, Timóteo, João, etc, muitos desses grupos tentam esconder fatos que desabonariam aquilo que é oferecido através de suas mídias.

Não interessa, por exemplo, noticiar sobre a doença de um pastor, pois nos cultos a cura é oferecida como um "direito" obrigatório do cristão que tem fé...

Não interessa divulgar as dificuldades financeiras dos líderes ou da própria instituição, pois a prosperidade financeira é um dos grandes atrativos mostrados para convidar as pessoas...

O marketing e as aparências tomam o lugar da sinceridade e tudo isso cria um efeito perigoso sobre os fiéis. O "ir a todo o mundo e pregar o evangelho" se transformou em "ir a toda parte e tomar posse territorial e política".

Os pés já não estão associados à pregação do evangelho da paz (Efésios 6:15, Romanos 10:15), mas à posse territorial de bens, propriedades e localidades, numa aplicação totalmente fora de contexto de Josué 1:3 e que perigosamente viola uma prerrogativa pessoal e intransferível do próprio Salvador, ao qual estão sujeitas todas as coisas (Hebreus 2:8, Efésios 1:22, I Coríntios 15:27) e o qual pousará Seus pés no Monte das Oliveiras, tomando posse do que já é Seu por propriedade eterna, para reinar sobre tudo e todos desde a Terra (Zacarias 14:4).

Mas, quando vamos às Escrituras e conhecemos a realidade da Igreja nos primeiros séculos, será que esses ensinamentos modernos faziam parte do aprendizado e experiência das eklesias primitivas? Era essa a prioridade de nossos primeiros irmãos? Cremos que não.


A APOSTASIA


O quadro que a Palavra mostra para o final dos tempos é um quadro de apostasia. Não é apenas um cenário de malignidade generalizada, mas de desvio da verdadeira fé por parte de muitos. É isso que o Senhor Jesus nos revela:

"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará" (Mateus 24:11-12)

A palavra utilizada nesse texto para descrever "amor" é ágape, ou seja o amor perfeito, o qual só pode ser exercido por aquele que já teve uma experiência espiritual com o Pai.

Fica claro então que, diante do enganoso ensinamento de muitos falsos profetas e diante da multiplicação da iniqüidade, o amor ágape de muitos cristãos esfriará.

O apóstolo Paulo também menciona a apostasia como um dos sinais que antecederão a revelação do anticristo (II Tessalonicenses 2:3).

A noção que a Palavra profética nos passa é que imediatamente antes da volta do Senhor, a Igreja é acometida por uma gigantesca onda de apostasia.

A Bíblia não fala de um domínio mundial da Igreja imediatamente antes da volta do Senhor. Fala de apostasia por parte de muitos e alerta para a perseverança até o fim (Mateus 24:13). Aqueles que permanecerem firmes até o fim, esses serão salvos.

No versículo seguinte (Mateus 24:14), o Mestre relaciona a pregação do evangelho do reino em todo o mundo à chegada do fim. Ou seja, aqueles que permanecerem firmes até o fim, pregarão o evangelho do reino até o fim.

O evangelho do reino pressupõe, como mensagem central, a vinda do Rei. Não é um evangelho que estimula os súditos a terem uma vida cômoda e prazerosa sem se importar com a chegada do Rei nem anelar pela Sua vinda.

É um evangelho que, diante do gigantesco engano e anestesia espiritual e profética, brada aos quatro cantos do planeta: "Jesus está voltando, arrependam-se e creiam no evangelho!".

Porém, em função de propagar uma mensagem mais agradável para atrair grandes quantidades de pessoas, componentes básicos do evangelho do reino, como santidade, arrependimento do pecados, renúncia, etc, tem sido esquecidos e substituídos por princípios mais agradáveis, tais como prosperidade, autoridade do homem, domínio territorial-político da Igreja, etc. Veja o que o profeta Jeremias nos mostra:

"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do SENHOR.

Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós. Porque, quem esteve no conselho do SENHOR, e viu, e ouviu a sua palavra? Quem esteve atento à sua palavra, e ouviu?

Eis que saiu com indignação a tempestade do SENHOR; e uma tempestade penosa cairá cruelmente sobre a cabeça dos ímpios. Não se desviará a ira do SENHOR, até que execute e cumpra os desígnios do seu coração; nos últimos dias entendereis isso claramente" (Jeremias 23:16-20)

Essas palavras reveladas pelo Senhor a Jeremias nos remetem aos dias da invasão babilônica a Judá.

Mesmo diante das claras profecias que mostravam uma realidade de aflição e tribulação para o povo de Jerusalém e redondezas diante do avanço do Império Babilônico, havia um grupo de profetas (a maior parte deles), que pregavam exatamente o contrário àquilo que o Senhor já havia revelado.

Eles pregavam que os habitantes Jerusalém teriam paz e não seriam atingidos pela aflição e cativeiro. Porém, chamamos sua atenção para a aplicabilidade dessa profecia também no fim dos tempos.

O Senhor diz no versículo 20: "Não se desviará a ira do SENHOR, até que execute e cumpra os desígnios do seu coração; nos últimos dias entendereis isso claramente".

Ou seja, mesmo que falsos profetas digam que não haverá destruição, tribulação ou juízo ou que tentem ocultar esses temas que não são agradáveis, a Palavra do Altíssimo se cumprirá!

Em outras palavras, o profeta Jeremias registra que nos final dos tempos haveria uma realidade idêntica à que ele presenciava naqueles dias de iminente destruição e juízo.

Enquanto ele, fazendo parte de uma minoria, pregava a iminência do juízo divino e um período de aflição para o povo do Criador, colocando-se no lugar de um verdadeiro atalaia, a maior parte dos profetas falavam o contrário, semeando um falsa esperança de estabilidade e paz.

A passagem de Jeremias 23:1-40 nos traz uma importante lição para que saibamos identificar os verdadeiros profetas de nossos dias, os quais são aqueles que profetizam de acordo com a Palavra do Pai e não contra ela. 

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues


 

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