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O GEMIDO DA NATUREZA

 

 

 

Um dos temas mais polêmicos da atualidade é o que gira em torno dos desequilíbrios climáticos que o planeta Terra vem experimentando.

Para uns, nada de anormal está ocorrendo. O planeta apenas atravessa mudanças cíclicas e o impacto da destruição humana sobre a natureza é ínfimo.

Para outros, as nações devem se unir em prol da sobrevivência da raça humana e praticamente todas as estruturas econômicas sociais e econômicas devem ser mudadas.

Mas, o que as Escrituras nos mostram sobre isso? Como se encaixa essa temática no contexto das profecias bíblicas? Tentaremos expor nosso entendimento nesse artigo.

 

DIFERENÇA ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E GEMIDO DA NATUREZA

 

Em primeiro lugar, cremos que é importante estabelecer a diferença entre "aquecimento global" e "gemido da natureza".

De forma resumida, "aquecimento global", segundo os seus teóricos, é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera da Terra causado por massivas emissões de gases que intensificam o efeito estufa, originados de uma série de atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra, como o desmatamento, bem como de várias outras fontes secundárias.

Nos últimos anos, temos visto a atuação de entusiastas defensores da ideia do "aquecimento global", assim como o surgimento de ferrenhos opositores desse movimento.

Porém, essa discussão nos parece sem sentido. É como se um grupo de especialistas estivesse discutindo se um paciente tem febre ou não, diante de um quadro de infecção generalizada...

O problema, cremos, é muito mais abrangente e profundo. Tem a ver, principalmente, com questões espirituais. Paulo, escrevendo aos romanos, diz:

"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" [Romanos 8:22-23]

Paulo não apenas afirma que toda a criação geme, mas também ensina que ela está com dores de parto, mostrando que o gemido da criação ou natureza é progressivo e contínuo, até o momento da vinda de Jesus.

Quando Paulo menciona "criação" está se referindo não apenas à natureza no planeta Terra, mas a todo o Universo físico criado. O termo grego "ktisis" usado para "criação" se refere a "todas as coisas criadas".

O ensino é claro: algo anormal ou fora da ordem está fazendo com a que toda a criação esteja gemendo e esse gemido é cada vez maior e mais profundo, assim como as dores de parto de uma mulher prestes a dar à luz.

Então, o conceito de "gemido da criação" ou "gemido da natureza" vai além do conceito humano de "aquecimento global". O gemido da natureza tem origem espiritual...

 

A ORIGEM DO PROBLEMA

 

Quando a causa de um problema é desconhecida ou deixada de lado, todos os esforços em resolver uma questão ficam comprometidos.

Para entender melhor a origem do gemido da natureza na Terra [deixando de lado o gemido da criação no Universo, que é tema para outro artigo], devemos ir ao começo de tudo.

Quando o Altíssimo criou o homem, teve o cuidado de colocá-lo num ambiente natural, perfeito e agradável:

"E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida" [Gênesis 2:8,9]

Logo após criar o homem, o Eterno estabeleceu um ecossistema perfeito para que o homem pudesse habitar.

Não havia necessidade de construir nenhuma estrutura para se proteger nem para caçar animais, pois a alimentação, segundo a determinação do Senhor, era esssencialmente vegetariana, não apenas para o homem, mas também para os animais:

" E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.

E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi" [Gênesis 1:29,30]

Então, podemos ver que o plano original do Altíssimo é que o homem viva num ambiente natural, em pleno equilíbrio com toda a criação.

No entanto, o pecado da desobediência trouxe a quebra dessa perfeição. O homem e a mulher tiveram que sair daquele meio ambiente pefeito e lidar com as consequências que seu pecado havia gerado na natureza:

"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.

Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás" [Gênesis 3:17-19]

Então, vemos que o pecado humano trouxe maldição sobre a natureza... Tudo o que o homem gera no mundo espiritual, traz consequências no mundo material.

Essa é a causa inicial e quando essa causa inicial é compreendida, fica mais fácil enxergar toda a abrangência do tema.

Ao longo da história e das próprias narrativas bíblicas, podemos observar que a desobediência e outros pecados dos povos trazem sobre uma determinada região consequências sobre a própria natureza.

Diante da progressiva multiplicação da iniquidade no mundo, a natureza sofre de forma crescente os reflexos do pecado humano.

 

SAINDO DO JARDIM PARA AS CIDADES

 

Porém, não apenas o pecado humano traz consequências sobre a natureza. O estilo de vida que a maior parte da humanidade começou a adotar após a saída do Éden também tem trazido consequências negativas sobre a natureza.

Como já vimos, o plano do Eterno Pai ao criar Adão era que ele vivesse e se multiplicasse num ambiente naturalmente perfeito, um ecossistema totalmente equilibrado, um maravilhoso jardim plantado pelo próprio Criador...

No entanto, o pecado fez com que o homem saísse desse ambiente, tendo que enfrentar um cenário de maldição da natureza e todos os desequilíbrios que isso produz.

Para lidar com essa consequência de seu pecado, o homem teve que criar mecanismos para sobreviver nessa realidade ameaçadora. As Escrituras narram que o primeiro ser humano a construir uma cidade foi Caim:

"E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque" [Gênesis 4:17]

Aqui, convém deter-nos num fato interessante... Enquanto a descendência de Sete não é destacada pelas suas realizações materiais e sociais, mas sim porque nessa descendência o nome do Senhor começou a ser invocado [Gênesis 4:26], Enoque foi tomado por Deus [Gênesis 5:24] e Noé nasceu trazendo consolo espiritual [Gênesis 5:29], a geração de Caim é destacada pelas suas realizações humanas, juntamente com uma atitude pecaminosa e irresponsável:

Lameque foi o primeiro bígamo citado nas Escrituras [Gênesis 4:19], seu filho Jabal foi o primeiro a organizar criações de gado [Gênesis 4:20], Jubal foi o primeiro "artista" [Gênesis 4:21] e Tubalcaim foi o primeiro a trabalhar com estruturas de cobre e ferro [Gênesis 4:22].

Ao mesmo tempo, Lameque dita as primeiras leis humanas após a queda, leis essas arbitrárias e baseadas na vingança [Gênesis 4:22-23]

Vemos, então, que as principais bases de nossa sociedade moderna não estão na geração de Sete, mas na geração de Caim: a construção de grandes cidades, o comércio, as artes, a indústria, etc

Não estamos aqui afirmando que tudo isso é pecaminoso... Não! É óbvio que as pessoas precisam proteger-se de temperaturas extremas, precisam vestir-se, alimentar-se e viver em sociedade...

Porém, a humanidade, ao ter que viver fora do jardim, distante do ambiente perfeito criado pelo Altíssimo, escolheu, em sua grande maioria, o modo de vida radicalmente oposto aos princípios originais planejados pelo Altíssimo...

A maior parte da humanidade tem escolhido o padrão da descendência de Caim em vez do padrão da descendência de Sete, e isso tem trazido também grandes impactos sobre a natureza.

A concentração de milhões de pessoas em mega-cidades, a sede por riquezas e ganhos financeiros, a produção de bens de consumo de forma incontrolável, a busca por diversões cada vez mais insanas, a disputa pelo poder territorial e econômico entre as nações e tantas outras questões semelhantes têm levado a sociedade ao modelo da geração de Caim, trazendo, com isso, consequências físicas sobre a natureza.

Essas consequências podem ser vistas em muitos lugares... Oceanos contaminados com objetos que não podem ser reciclados ou absorvidos naturalmente, lençóis freáticos comprometidos por montanhas de lixo, materiais radioativos deixando rastro de contaminação em vários locais, ecossistemas inteiros destruídos por causa de desastres causados pela ganância, cidades extremamente grandes e populosas onde até mesmo respirar oxigênio está se tornando díficil...

Consequentemente, a natureza é afetada não apenas pela consequência espiritual originada na queda do homem e da mulher no Éden e pelos pecados humanos durante toda a história, mas também pelo estilo de vida que grande parte da população tem escolhido para viver fora do jardim...

 

O JUÍZO SOBRE OS QUE DESTROEM A TERRA

 

A Bíblia nos mostra que haverá um juízo sobre aqueles que conscientemente destroem a terra. Acreditamos que isso se aplica de forma geral, desde os aspectos espirituais, morais e até os materiais.

Destruir conscientemente a natureza é destruir a criação do Altíssimo. Assim diz o livro de Apocalipse:

"As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra". [Apocalipse 11:18]

 

NOVO CÉU E NOVA TERRA

 

A vontade do Altíssimo sobre Sua criação é soberana e é eterna. A forma como Deus quer que o homem interaja com a natureza está implícita na narrativa do Gênesis, mostrando a criação do homem e da mulher e a preparação especial do meio ambiente em que eles deveriam viver.

As Escrituras nos revelam que haverá "novo céu" e "nova terra", substituindo os antigos [Apocalipse 21:1].

Ao ler o capítulo 21 de Apocalipse e também a passagem de Isaias 65:17-25, podemos observar que o plano do Altíssimo para Sua criação prevalecerá, colocando, mais uma vez, o homem em perfeita harmonia com o Pai e com toda a Sua criação.

Assim como nossos corpos corruptíveis gemem pela glorificação, a natureza geme pela sua restauração. Esses gemidos terminarão diante da poderosa volta de Jesus.


Em Cristo,


Jesiel Rodrigues




 

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