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VIGILÂNCIA EM MEIO À CRISE

 

 

 

Em Mateus 24: 43, Lucas 12:39, I Tessalonicenses 5:2, II Pedro 3:10, Apocalipse 3:3 e Apocalipse 16:15, fica indicado que Jesus em sua segunda vinda retornará como um "ladrão".

Para alguns, esse termo indica o caráter inesperado e repentino do arrebatamento. Consequentemente, os textos citados são usados às vezes para justificar o arrebatamento anterior à tribulação ou em meio à tribulação, devido ao caráter inesperado e repentino desse acontecimento. 

Tal entendimento está baseado na idéia de iminência do arrebatamento, de acordo com a qual nenhum sinal específico necessita ocorrer antes do arrebatamento, já que o mesmo poderá ocorrer "a qualquer momento". 

Porém, é preciso estudar os versículos em questão de uma forma detalhada e levando em consideração sempre o seu contexto e sua interação com o resto das profecias escatológicas. Quando um entedimento é baseado em alguns textos, mas se opõe à clareza de outros, deve ser revisto.

Não existe nenhum ensinamento bíblico que determine a segunda vinda do Senhor como um evento dividido em duas partes: a primeira de forma invisível antes da tribulação para arrebatar a Igreja e a segunda de forma visível, sete anos depois, para destruir os exércitos do anticristo no Armagedom, salvar Israel e instaurar o Milênio.

Pelo contrário, as passagens proféticas sugerem que os dois eventos em questão ocorrerão ao mesmo tempo terrestre e de uma forma visível, como abordamos em vários tópicos deste site. Para uma melhor compreensão sobre o tema "iminência", clique AQUI.


A VINDA COMO UM LADRÃO


Analisemos mais detalhadamente os versículos mencionados no começo. Quando a figura do ladrão é usada para mostrar o caráter inesperado do arrebatamento, não nos parece apropriado atribuir esse conceito aos cristãos verdadeiros e fiéis, pois esses esperam com perseverança e fé a vinda do Mestre. Na realidade, o regreso do Mestre e nosso encontro com Ele deve ser nossa "bem-aventurada esperança"! (Tito 2:13).

A vinda de Jesus sendo caracterizada como inesperada e comparada à chegada abrupta de um ladrão, só pode estar relacionada à realidade daqueles que não esperam essa vinda ou que já esperaram, mas deixaram de esperar por causa do cansaço espiritual, desânimo, desilusão e engano.

O apóstolo deixa muito claro que, a vinda de Jesus é comparada à chegada de um ladrão para aqueles que não esperam essa vinda:

"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão" (I Tessalonicenses 5:4)

O ensinamento de Paulo faz todo sentido, diante da abundância de informações que todo servo fiel ao Pai tem na Palavra a respeito da volta de Cristo, através de sinais concretos que antecederão esse momento glorioso.

Até mesmo a comparação feita em relação à chegada de um ladrão à noite, é totalmente contrária ao que acontecerá entre Cristo e a sua Igreja no arrebatamento, não devendo aplicar-se ao arrebatamento e sim à vinda como um todo, diante da qual muitos se lamentarão e chorarão (aqueles que não esperam essa vinda).

O ladrão, como todos sabemos, não leva o que lhe pertence e sim aquilo que não lhe pertence. Jesus voltará em glória para buscar o que lhe pertence, que é a Igreja. Neste contexto é interessante destacar o versículo de Mateus 24:44 que diz:

"...Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis".

Neste ponto, logo após relatar todos os sinais que antecederiam sua volta, Jesus deixa claro aos seus discípulos que a noção certa para saber quando Ele retornaria não estava em conjeturas ou pensamentos pessoais e sim na observância vigilante e perseverante dos sinais.

Jesus fez essa afirmação logo após haver pormenorizado dezenas de sinais específicos e objetivos que antecederiam sua volta. Em nenhum momento, o Mestre menciona no sermão profético uma vinda diferente daquela descrita entre Mateus 24:27 e Mateus 24:31.

Portanto, é altamente temerário supor que Jesus estava referindo-se a uma etapa "oculta" de sua vinda, quando disse que viria numa hora em que seus discípulos não pensassem.

Também, é temerário afirmar que o regresso do Filho para a Igreja ocorrerá "a qualquer momento", apenas tomando como base o fato Dele vir numa hora em que os discípulos não pensassem. Isso é desmerecer toda a aplicabilidade dos sinais profetizados por Jesus no sermão profético, com o objetivo de que não fôssemos enganados!

Durante várias épocas da Igreja, muitos "pensaram" já estar às portas da vinda de Jesus, chegando, inclusive a datar esse acontecimento. O alerta do Mestre deixado em Mateus 24:44, não apenas se aplica à Igreja primitiva, a qual realmente pensou que o Salvador voltaria já em seus dias, mas a todos os cristãos em todas as épocas.

Chegamos à conclusão que o arrebatamento ocorrerá num momento inesperado para aqueles que não tem compromisso nem conhecimento das verdades divinas, e impensado por muitos.

Neste contexto, é importante salientar que aqueles que não conhecem ao Pai, mesmo em plena grande tribulação e até o final dela, em vez de arrepender-se, vão preferir acreditar nas explicações mentirosas da besta.

Continuarão negando a Deus e não acreditarão em suas promessas e sinais, sendo ludibriados pela operação do erro (Apocalipse 16:9, II Tessalonicenses 2:8-11), o que tornará a segunda vinda de Cristo um fato inesperado para eles. 

Enquanto ao caráter repentino da gloriosa vinda do Mestre, é apropriado relacioná-lo à impossibilidade humana de datar ou fixar exatamente o momento desse acontecimento.

Um pré-tribulacionista poderia argumentar neste ponto com a seguinte pergunta: Se o arrebatamento ocorrerá ao mesmo tempo da segunda vinda em glória, ou seja no final da grande tribulação, isso não iria contra o caráter repentino do arrebatamento, já que poderia ser datado, levando em consideração os eventos cronológicos da própria tribulação para efeitos de cálculo?

A resposta é "não". Jesus afirmou que ninguém, a não ser o Pai, conhece nem o dia nem a hora de sua volta.

Note que, de acordo com o sermão profético do Senhor, a volta não ocorrerá no último dia da tribulação e sim "logo após a tribulação daqueles dias" (Mateus 24:29). Ou seja, a volta do Senhor poderá ocorrer a qualquer momento, a partir da concretização dos últimos sinais (o sol e a lua escurecendo).

O Ungido deixa claro que, quando seus servos vissem todos os sinais, sua volta estaria "próxima, às portas" (Mateus 24:33). Então, só a partir desse momento, que é a concretização dos últimos sinais, logo após a grande tribulação, é que o regresso do Messias será repentino ou iminente.

Mesmo para a Igreja perseguida da tribulação, seria impossível fixar a volta do Senhor utilizando os dados fornecidos pelo profeta Daniel, para chegar ao "dia" e a "hora". A igreja na tribulação não terá acesso aos últimos acontecimentos através dos meios de comunicação como nós temos hoje. 

Com absoluta certeza, esses meios de comunicação serão seduzidos e manipulados satanicamente, tornando-se uma poderosa arma de manipulação mundial nas mãos do anticristo.

A isso devemos somar o fato de que o anticristo mudará de alguma forma o atual sistema de contagem do tempo e o calendário (Daniel 7:25) e a Terra passará por drásticas mudanças estruturais. 

Por outro lado, não é afirmado que o Ungido pousará seus pés sobre o Monte das Oliveiras no dia em que aparecer o seu sinal (dia do arrebatamento). Já que a profecia de Daniel 12:10-13, se refere ao fim das concretizações proféticas, o fim dos 1335 dias pode referir-se ao dia da chegada do Senhor a Jerusalém, dando início a seu reinado milenal, e não necessariamante ao dia do arrebatamento.

O que sabemos é que o arrebatamento se dará "logo depois da aflição daqueles dias" (grande tribulação), e ocorrerá após a concretização de todos os sinais profetizados pelo Senhor, tornando-se iminente apenas depois da concretização total de todos esses sinais. 

Portanto, cremos que a vinda do Mestre será como um "ladrão" para aqueles que não esperam essa vinda nem estão atentos aos sinais deixados nas Escrituras.

Se formos coerentes com aquilo que Jesus ensinou e os apóstolos escreveram, sob inspiração divina, a volta de Jesus só será iminente após o cumprimento de todos os sinais profetizados, entre eles a própria grande tribulação (Mateus 24:15-31).


UMA VINDA OCULTA?


Alguns sustentam também que o fato da vinda de Cristo ser comparada à chegada de um ladrão na noite significa uma vinda oculta para o mundo e notada somente pelos escolhidos.

Porém, quando Jesus ascendeu, os discípulos que o seguiam receberam a promessa que Ele retornaria da mesma forma que tinha subido (Atos 1:9-12). Essa semelhança pode ser entendida sob dois aspectos:

a) Assim como a ascensão de Jesus foi visível para todos os que se encontravam no lugar, o seu retorno também o será. O Ungido declarou acerca de sua própria vinda:

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande honra" (Mateus 24:30). Veja também Apocalipse 1:7.

b) Note que a promessa foi feita por dois anjos aos nossos irmãos que acompanhavam Cristo no momento de sua ascensão (Atos 1:8). Momentos antes, Jesus tinha deixado para eles a promessa do derramamento do Espírito Santo em Jerusalém. A ascensão ocorreu no monte das Oliveiras, perto de Jerusalém.

De acordo com Zacarias 14:1-8, a vinda de Jesus após a tribulação, se dará precisamente no monte das Oliveiras, para batalhar contra os exércitos do anticristo e salvar Israel.

Se a promessa de que a volta de Jesus se daria da mesma forma e até mesmo no mesmo lugar onde aconteceu a ascensão, e se essa promessa foi deixada aos discípulos (seguidores de Cristo), então isso aponta claramente que o arrebatamento da Igreja está diretamente ligado à segunda vinda de Cristo em glória, descendo dos céus até o monte das Oliveiras!

Portanto, não existe nenhuma base bíblica que nos permita relacionar a vinda de Jesus como um "ladrão" a uma vinda oculta e também a um arrebatamento anterior ao final da tribulação.

COMO VIGIAR


Em todos os versículos supracitados e em outros não mencionados, existe a expressão "vigiar". Alguém poderia relacionar a idéia de estar vigilante somente ao fato do arrebatamento ocorrer antes da tribulação, pois, começando a tribulação, não haveria mais a necessidade de se manter vigilante ou esperando, já que os fatos já estariam acontecendo.

Porém, novamente é preciso deter-nos um pouco para analisar detalhadamente essa questão. 

O verbo "vigiar" tem a sua origem semântica na palavra "vigília" ou período da noite. Vigiar significa manter-se acordado e atento em meio à vigília (noite), como fica claro em Mateus 26:41-42, durante a permanência de Jesus no Getsêmani, pouco antes de ser preso.

Naquela ocasião, Ele repreendeu aos discípulos por não vigiarem, pois os mesmos foram vencidos pelo sono e cansaço. Relacionando o ato de vigiar com a noite, o mais consequente é relacionar também o ato de vigiar, com relação ao arrebatamento, à noite dos últimos tempos, ou seja a tribulação, um período de escuridão espiritual nunca antes visto na Terra.

O chamado para vigiar é uma exortação para que o cristão não durma ou desanime espiritualmente, deixando que o cansaço devido à espera prolongada traga o sono e a falta de perseverança.

Esse contexto parece adequar-se mais a uma realidade tribulacional, na qual muitos cristãos tenderiam a desanimar ou adormecer, sendo sorrateiramente enganados pelo sistema ao verem acontecer fenômenos ligados à tribulação e não terem experimentado o arrebatamento pré-tribulacional, como é esperado e como pensa a maioria.

Em geral, observa-se que o desânimo só começa a aparecer no ser humano quando aquilo que ele esperava não acontece dentro do prazo esperado...

Também, alguns poderão tender a julgar eventos tribulacionais, como o controle total financeiro, como eventos pré-tribulacionais, simplesmente por não ter acontecido o arrebatamento tal qual é ensinado pelo pré-tribulacionismo.

A isso devemos somar a triste constatação de que muitos cristãos não estão familiarizados com todos os detalhes das profecias escatológicas como deveriam estar, permanecendo num estado de sono profético, podendo ser facilmente enganados pelo sistema maligno em meio à tribulação.

Outros se encontram tão comprometidos com a vida social e profissional, às vezes impulsionados pela visão materialista do evangelho tão pregada ma atualidade, que não perceberão os acontecimentos até que seja tarde demais.

Neste ponto, é preciso ressaltar que o surgimento do sistema global e a própria aparição e atuação do anticristo não serão fatos repentinos e sim graduais. Para aqueles que não estão "acordados" ou vigiando espiritualmente e para aqueles que, mesmo sendo servos fiéis al Altíssimo, não têm um conhecimento mais profundo dos detalhes proféticos, muitas vezes por falta de interesse em estudar esses assuntos, os acontecimentos tribulacionais, pelo menos no começo, serão quase imperceptíveis... 

A esse fato se alia a característica hipnotizadora que terá o anticristo sobre a população mundial, levando-o a ser apoiado até mesmo por lideranças e grupos que se denominam "cristãos".

Como já comentamos, o anticristo e o seu sistema global surgirão trazendo soluções práticas para os grandes males que afligem a humanidade. Atualmente todos desejam que as coisas mudem.

Até mesmo dentro de alguns grupos autodenominados cristãos, muitos anelam que o rumo dos acontecimentos mude, mas somente visualizam essa mudança a nível político, econômico e social, não relacionando necessariamente essa mudança radical à segunda vinda de Cristo em glória.

A grande maioria permanece sonolenta (sem vigiar), ao nem sequer cogitar a possibilidade do arrebatamento ocorrer em plena segunda vinda de Jesus e, consequentemente, ter que enfrentar a perseguição da besta e seu sistema durante a tribulação. Neste contexto encaixa-se perfeitamente a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13).

No versículo 5 do texto em questão diz: "E tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram". Note que as dez virgens possuíam lâmpadas, que são objetos fabricados para serem utilizados em meio à escuridão, o que podemos relacionar com o período tribulacional. Num determinado momento, enquanto elas dormiam devido à prolongada espera, um aviso as faz acordar... 

Ao acordar para a realidade, o que podemos relacionar com um fato marcante e decisivo dentro da tribulação, talvez o momento decisivo de aceitar ou não a marca da besta ou o momento em que aparecer no céu o sinal de Jesus, a metade delas ainda possuía azeite para acender suas lâmpadas.

Ou seja, apesar de terem dormido, eram virgens prudentes, que tinham guardado o combustível necessário para acender suas lâmpadas, mesmo que o noivo chegasse depois do que era teoricamente esperado. Nesta parábola, a figura da lâmpada se relaciona à vida espiritual e ao compromisso de cada cristão com o Eterno.

O azeite que permite que essa vida permaneça acesa é a presença e a atuação do Espírito Santo. É interessante observar nesta parábola que, mesmo aquelas virgens que tinham azeite, ou seja, cristãos que tem o Espírito Santo e vivem em comunhão com o Pai, cochilaram e dormiram (v5).

Será que cochilaram e dormiram por falta de comunhão com o Eterno ou por não serem cheias do Espírito? De forma alguma, pois elas possuíam azeite para suas lâmpadas. O próprio Jesus explica por que elas cochilaram e dormiram: porque o noivo tardou. Ou seja, o noivo não voltou no momento em que elas esperavam e pensavam. 

A parábola das dez virgens é um alerta importante. Ao esperar o arrebatamento anterior a tribulação, muitos poderão "dormir", não julgando estarem na tribulação, pelo simples fato de não ter acontecido o arrebatamento pré-tribulacional. Todos vão acordar para a realidade em algum momento da tribulação.

Naquele momento, será vista a diferença entre os cristãos verdadeiros e o joio. Aqueles que, apesar de não terem percebido o começo da tribulação, terão azeite espiritual para acender a suas lâmpadas em meio à escuridão, atravessarão a tribulação sem negar o nome de Cristo, mesmo que isso signifique perseguição e morte física.

Aqueles que não tiverem esse azeite, não poderão brilhar em meio à escuridão espiritual da grande tribulação e serão tragados pelo sistema maligno. Até mesmo poderão aceitar os termos políticos e espirituais desse sistema, negando o nome de Cristo, só para manterem sua integridade física.

Concluindo, cremos que a exortação para vigiar, devido ao caráter inesperado e repentino da vinda de Cristo, se aplica com mais propriedade num ambiente tribulacional e de grandes provações para a Igreja. Hoje é relativamente fácil vigiar e manter-se acordado. Existem inúmeras opções e reuniões para aquele que deseja estar vigiando.

Más, a medida que as horas forem passando, a noite se aprofundando, a confraternização entre os irmãos dando lugar à solidão do Getsemani, o arrebatamento não acontecendo no momento em que a maioria espera e pensa, quantos continuarão vigiando (esperando acordados) e perseverando na fé? Quantos hoje estão espiritualmente preparados para passar por momentos de tribulação semelhantes aos nossos irmãos primitivos?

Jesus deixou uma pergunta emblemática para o fim dos tempos: "...Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" Provavelmente, muitos neguem o nome de Jesus ao se depararem frente a frente com a tortura ou uma sentença de morte.

Outros poderão dormir espiritualmente e aceitar a paz aparente e as explicações oferecidas pela besta. Baseados nesses princípios acreditamos que o chamado para permanecer vigilante em função da volta de Jesus é mais indicado numa realidade tribulacional.

Para finalizar, o último versículo citado no começo e que aborda o termo "vigiar", encontra-se em Apocalipse 16:15. Ao ler o contexto desse aviso, vemos que ele está inserido pouco antes da batalha final do Armagedom, no momento culminante da sétima trombeta, ou seja, pouco antes da vinda de Jesus, que retornará ante a última trombeta para derrotar o anticristo na batalha final no Armagedom, salvar Israel de uma destruição iminente e instaurar o Milênio.

Com que objetivo seria feito à Igreja esse último aviso para vigiar em função da volta de Cristo como ladrão na noite, se a Igreja já tivesse sido arrebatada da Terra sete anos antes...?

A volta de Jesus em glória será um evento inesperado para a maioria da população mundial (pessoas que desconhecem as verdades proféticas e serão facilmente manipuladas pelo anticristo, inclusive alguns cristãos materialistas ou desinformados) e ocorrerá num momento impensado (para aqueles que não estão atentos aos sinais, mesmo sendo cristãos).

Cabe à igreja, o corpo de Cristo, vigiar e preparar-se para enfrentar a tribulação que se aproxima com a mesma atitude de nossos primeiros irmãos. Mesmo diante da maior perseguição, eles não abriram mão de continuar fazendo a vontade do Pai e não deixaram de cumprir a direção deixada por Jesus de pregar o evangelho a toda criatura.

Eles não possuíam qualquer idéia relacionada a um arrebatamento anterior à tribulação, até porque viviam em meio a uma tribulação atroz. Pelo contrário, aguardavam a volta de Cristo com poder e glória já em seus dias para livrá-los da tribulação e da perseguição romana.

Ou seja, os cristãos da Igreja primitiva aguardavam a segunda vinda de Cristo para destruir o anticristo, que eles relacionavam a certos imperadores romanos, livrá-los da tribulação pela qual passavam, que seguramente era associada à "grande tribulação" profetizada por Jesus e instaurar o seu reino na Terra. Essa esperança dos irmãos primitivos fica exposta em passagens contidas nos livros de Paulo, João e Pedro. 

O próprio apóstolo Paulo aguardava a volta do Mestre já em seus dias e chegou a cogitar a possibilidade de estar vivo quando a volta de Jesus em glória acontecesse, ao incluir-se entre os possíveis sobreviventes por ocasião desse acontecimento:

"...E os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens..." (I Tessalonicenses 4:13-18). 

Veja também I Coríntios 15:52. Se Paulo esperava o arrebatamento já em seus dias, e se ele vivia constantemente sob perseguição e tribulação, é obvio concluir que ele não possuía nenhuma idéia de arrebatamento anterior à tribulação e sim esperava o arrebatamento em meio à grande tribulação em que vivia.

Ou seja, os cristãos primitivos não acreditavam que Jesus viria para evitar que eles entrassem no período de tribulação e sim que ele voltaria já em seus dias para tirá-los da tribulação.

Eles não eram "pré-tribulacionistas"! Cremos que essa deve ser a mesma atitude da Igreja nos últimos tempos. Esperar a vinda de Cristo em glória, mesmo em meio à mais terrível perseguição.

A Igreja primitiva foi provada e aprovada. Acreditamos que provação semelhante virá sobre a Igreja nos últimos tempos. Será que estamos preparados em todos os sentidos para tamanha perseguição?


COMO EVITAR TODAS AS COISAS QUE VIRÃO?


Em Lucas 21:36 existe uma passagem que poderia ser usada por um pré-tribulacionista para argumentar sua posição. A passagem em questão diz:

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do Homem"

Para entender melhor essa passagem, é preciso saber o contexto no qual ela está inserida. Jesus proferiu essas palavras após o sermão profético, no qual ele detalhou minuciosamente todos os grandes acontecimentos que teriam lugar após a sua morte e ressurreição até o final dos tempos.

Muitos desses acontecimentos profetizados por Cristo começaram a ocorrer dentro daquela geração que o ouviu, como é o caso da destruição de Jerusalém e do templo (70 d.C.).

Como se trata de um verdadeiro resumo da história humana compreendida entre seu ministério e o final dos tempos, muitos eventos mencionados no sermão profético já aconteceram ou estão acontecendo. Note que Jesus fala de "evitar" todas as coisas profetizadas desde o começo do sermão, incluindo também eventos bem próximos a quando foi proferido (aproximadamente 30 d.C.).

No entanto, nenhum arrebatamento em massa aconteceu desde aqueles dias até hoje. Portanto, evitar "todas as coisas que hão de acontecer", algumas das quais já aconteceram, parece não significar arrebatamento e sim livramento sobrenatural em meio à crise.

Por exemplo, durante a destruição de Jerusalém em 70 d.C., os cristãos , seguindo a exortação do Mestre, já esperavam que a cidade fosse destruída a qualquer momento e tomaram suas precauções.

Hoje é um fato histórico o baixo número de cristãos mortos durante aquela destruição específica. Analisando detalhadamente a história do povo do Pai através dos séculos, podemos observar que a palavra "evitar" proferida por Jesus em Lucas 21:36 não está relacionada com arrebatamento e sim com uma proteção em meio à tribulação.

Quando estudamos a história do povo do Eterno através dos séculos, observamos que esse escape pode se manifestar de duas formas: proteção física e proteção espiritual.

O escape físico ocorre quando, conhecedores da palavra profética, os servos do Altíssimo sabem o que irá acontecer e se resguardam contra o mal, tal como sucedeu na destruição de Jerusalém.

Pode também ser manifestado através de um livramento sobrenatural divino, como aconteceu no Egito durante o período das pragas, em que o povo escolhido não foi atingido fisicamente pelas pragas, mesmo estando no mesmo espaço físico que os egípcios.

Note que o povo de Israel não foi arrebatado ou tirado do Egito durante as pragas, mas se manteve intacto de uma forma sobrenatural, o que deve acontecer com muitos escolhidos durante a tribulação do final dos tempos e suas pragas (selos, trombetas e taças). 

Neste contexto, está inserida a promessa contida em Daniel 11:33-35:

"E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por muitos dias. E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas. E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados e embranquecidos, até o fim do tempo; porque será ainda para o tempo determinado".

Também vemos um cuidado especial para a Igreja nos últimos tempos na afirmação de Cristo mencionada em Mateus 24:22:

"E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias".

Quando o versículo menciona "salvação", não se refere à salvação espiritual, pois ela independe dos danos físicos que uma pessoa possa sofrer num processo de tribulação, como fica patente no ministério dos apóstolos martirizados.

Se refere à preservação física de alguns cristãos durante a tribulação, para que se cumpra o profetizado na palavra: Na segunda vinda de Jesus, os mortos em Cristo ressuscitarão e os que estiverem vivos serão transformados, em ambos os casos recebendo um corpo glorificado e incorruptível.

A segunda forma de escape é a proteção espiritual. O maior dano que uma pessoa pode sofrer não é o sofrimento nem a morte física e sim a morte espiritual. Nas primeiras décadas após a morte e ressurreição de Cristo, mesmo seguindo à risca os avisos deixados pelo Mestre a respeito de perseguições e tribulações, muitos cristãos foram brutalmente torturados e assassinados.

Muitos dos que tinham escapado da destruição em Jerusalém, acabaram morrendo nos circos romanos devorados por feras. Porém, por mais paradoxal que isso possa parecer, eles evitaram as coisas que haviam de acontecer!

Não julgaram suas vidas físicas mais preciosas que a necessidade de transmitir a palavra de salvação, e ao não negarem o nome de Jesus, mesmo sob ameaça de morte, escolheram morrer por Cristo. 

O próprio Jesus explica porque eles escaparam: "Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á" (Lucas 17:33).

Se relacionássemos o escape profetizado por Cristo com o arrebatamento, estaríamos negando a eficácia da promessa de Jesus aos seus primeiros discípulos e apóstolos, pois ela se referia a um escape de todas as coisas que haveriam de acontecer, inclusive a perseguição, prisão e morte dos apóstolos.

Eles não foram arrebatados. Antes, sofreram em seus próprios corpos a dor física da tortura e da morte violenta. Isso ocorreu na vida de Pedro, Paulo, Tiago, João e os principais líderes da Igreja primitiva.

Será que todos eles não estavam apercebidos para escaparem de todas as coisas profetizadas no sermão profético, entre as quais a própria prisão e morte? Será que eles não ouviram o Mestre falar que nenhum de seus cabelos se perderia diante da perseguição do mundo?

Eles mais do que ninguém sabiam o que sucederia, no entanto não julgaram seus corpos físicos mais importantes que a mensagem que deveria ser anunciada! Eles poderiam ter desanimado e deixado de vigiar ao perceber que o arrebatamento e a segunda vinda não tinham acontecido.

Eles também poderiam ter relacionado a promessa de "evitar todas as coisas que hão de vir" somente ao aspecto físico ou arrebatamento, gerando uma frustração ao não ver a sua manifestação imediata. Lembremos que o Mestre havia profetizado que não pereceria um único cabelo de suas cabeças (Lucas 21:18).

No entanto, eles estavam apercebidos da verdade e interpretaram de forma correta essa promessa de escape deixada por Cristo. Ao entregar suas próprias vidas pelo evangelho, eles receberam o maior de todos os escapes, que é o escape espiritual, com a garantia da glorificação corpórea por ocasião da volta de Jesus!

Cabe aqui perguntar aos cristãos da Igreja atual: estamos mais preocupados em não passar pela tribulação com medo de perder nossa integridade física ou em anunciar o evangelho até mesmo em meio à mais ferrenha perseguição, mesmo que isso signifique a destruição física de nossos corpos?

Os líderes estão ministrando preparação espiritual para esses dias difíceis, onde a fé do cristão poderá ser provada até com a própria morte, ou estão mais interessados em ensinar o povo a reivindicar ou até mesmo "exigir" as bênçãos materiais, alimentando no povo a cobiça e o interesse exacerbado por coisas que o próprio Jesus disse que seriam automaticamente acrescentadas na vida do cristão que buscasse primeiramente o reino de Deus?

Outro argumento usado pelos pré-tribulacionistas seria o amor do Eterno pela Igreja, fato que a tornaria isenta de passar a tribulação na face da Terra. Contudo, vemos através da história, e sobretudo no seio da Igreja primitiva, uma perseguição brutal contra os servos do Altíssimo.

Apesar da tribulação, eles permaneceram fiéis ao Senhor e cumprindo a sua vontade. No entanto não houve um deslocamento físico da Igreja com o objetivo de arrancá-la do meio da tribulação.

Houve sim um posicionamento espiritual dos cristãos, que entenderam a necessidade de servir ao Pai e pregar a sua palavra de salvação, mesmo que isso significasse dor e morte física. 

A Igreja primitiva foi tão amada pelo Senhor quanto a Igreja atual, não obstante, ela viveu e cresceu em plena perseguição política, social e espiritual do Império Romano. Por que a Igreja nos últimos tempos estaria isenta de passar por esses momentos de provação e perseguição desencadeada pelo Império Romano restaurado (besta)?

No sétimo capítulo do Apocalipse, João descreve uma visão maravilhosa dos servos do Eterno de todos os tempos. Ele viu uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as tribos, povos e línguas.

No versículo 14 fica explícito que esses cristãos eram os que haviam passado pela grande tribulação. De acordo com a palavra profética, a grande tribulação, de três anos e meio, ocorrerá no final dos tempos, imediatamente antes da segunda vinda de Jesus em glória.


VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA ESSA REALIDADE?


Se você ainda não se sente preparado para responder a essa pergunta, é tempo de entregar sua vida a Jesus. Ele disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".

Só com Jesus no coração e estando em perfeita comunhão com o Altíssimo e com a Sua vontade para sua vida, é que você poderá enfrentar os dias difíceis que se aproximam!

Em Cristo, 

Jesiel Rodrigues

 


 

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