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DISPENSACIONALISMO

 

 

 

Mesmo uma leitura superficial da literatura pré-tribulacionista, é suficiente para deixar claro que a crença no arrebatamento secreto e anterior à tribulação repousa muito mais sobre premissas subjetivas do que no ensinamento bíblico. O pressuposto principal é o de que o Criador tem um plano diferente para a Igreja em relação a Israel.

Conseqüentemente, presume-se que a Igreja deve ser removida da Terra antes que o Eterno atue de forma específica sobre os judeus, levando-os à conversão em larga escala em plena grande tribulação. Essa idéia baseia-se no DISPENSACIONALISMO TRADICIONAL, modelo que explica a relacão do Criador com a humanidade através de dispensações sucessivas e independentes. 

Apesar de reconhecermos a atuação diferenciada do Altíssimo de acordo com o seu plano eterno e a postura da humanidade a respeito dele e crermos numa revelação progressiva do plano de redenção, não podemos de forma alguma "dividir" essa atuação divina em partes separadas pela lógica humana. Que autoridade teria um ser humano para segmentar e limitar a atuação divina através dos séculos?

Historicamente, a interpretação dispensacionalista surgiu em meados do século XIX, através de estudos e palestras do pastor John Darby. O pré-tribulacionismo é uma conseqüência natural do modelo interpretativo dispensacionalista, dividindo a volta de Jesus em duas etapas, com o objetivo de cumprir de forma diferenciada suas promessas à Igreja e à nação israelense. 

Um exemplo da postura errônea sustentada pelo dispensacionalismo, é o dos cálculos feitos anos atrás pelo escritor pré-tribulacionista Hal Lindsey. Em 1970, ele sustentou que em quarenta anos desde 1948 (ano do reconhecimento oficial do Estado de Israel), ou por volta disso, os eventos tribulacionais teriam lugar.

Lindsey efetuou o cálculo dos quarenta anos da duração bíblica de uma geração e alegou, com base na parábola da figueira (Mateus 24:32-33), que a formação do Estado de Israel em 1948 assinala o início da última geração (Mateus 24:34), que verá primeiramente o arrebatamento, os sete anos de tribulação, e finalmente o retorno de Cristo em glória.

Sendo que o arrebatamento, de acordo com Lindsey e a maioria dos dispensacionalistas, ocorre sete anos antes do retorno visível de Jesus em glória, esse arrebatamento já deveria ter ocorrido em 1981 ou 1982... 

O dispensacionalismo erra também ao separar radicalmente a Igreja do povo de Israel. O Novo Testamento considera a Igreja, não como uma intercalação temporária no plano do Pai, mas como continuação do verdadeiro Israel do Eterno.

Ao chamar e ordenar doze discípulos como seus apóstolos, Cristo manifestou sua intenção de reunir o remanescente messiânico das doze tribos de Israel num novo organismo, chamado Igreja (Mateus 16:18-19).

A Igreja não é um organismo independente designado a substituir Israel temporariamente, como sustenta o dispensacionalismo tradicional, nem designado a ocupar permanentemente o lugar e as bençãos específicas de Israel, como sustenta a Teologia da Substituição, mas é um rebanho que reúne tanto as "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mateus 10:6, Mateus 15:24 e Atos 1:8), como as ovelhas perdidas entre os gentios.

Até mesmo os santos homens e mulheres do Altísimo do Antigo Testamento pertencem à Igreja, que na sua raiz semântica (eklesia) quer dizer congregação, assembléia ou ajuntamento.

Em Romanos, nos capítulos 9 a 11, Paulo descreve essa integração de gentios na Israel espiritual, utilizando a imagem didática do enxerto de ramos bravos de oliveira (gentios) à única oliveira do Israel do Criador (Romanos 11:17-24). Note que Paulo não explica a salvação dos gentios como o brotar de uma nova oliveira e sim como o enxerto de alguns ramos numa oliveira única e já existente.

Por meio dessa comparação, Paulo descreve a unidade e continuidade que existe no plano redentor do Pai para Israel e a Igreja sem, contudo, negar a futura restauração da nação israelense, como é profetizado em Zacarias 12:10-14 e ratificado na esperança dos discípulos expressa na pergunta de Atos 1:6.

Paulo escreve que o endurecimento que atinge "em parte" a Israel, cessará num momento determinado (Romanos 11:25), porém coloca a fé pessoal em Jesus e a perseverança como os requisitos para ser salvo (Romanos 11:22-24). 

Os dispensacionalistas tradicionais apelam para a passagem de Romanos 11:25-26 como base de argumentação em favor de uma futura conversão da nação de Israel, independente da Igreja. A passagem em questão diz o seguinte:

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte a Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo Israel será salvo..."

É óbvio que existem promessas do Pai específicas para a nação israelense, inclusive nos tempos tribulacionais. Em nosso estudo A VIDA APÓS A VINDA, esclarecemos nossa crença no projeto específico e eterno do Senhor para a nação israelense e o cumprimento literal das profecias destinadas ao povo hebreu.

Não cremos no não-dispensacionalismo tradicional ou "Teologia da Substituição", a qual defende a idéia central de que todas as promessas vetero-testamentárias referentes ao reino de Israel e as promessas feitas à descendência real de Davi (Jesus), se concretizam completamente na Igreja, sem a participação da nação isralense.

Esse modelo (não-dispensacionalismo tradicional ou Teologia da Substituição), leva invariavelmente a uma concepção amilenista. O Projeto Ômega assume o modelo dispensacionalista progressivo como o mais plausível para entender a relação profética entre o Altísimo e a humanidade (para um estudo mais detalhado sobre o dispensacionalismo progressivo e seus principais postulados, clique AQUI).

Devemos levar em consideração três pontos importantes para entender bem a passagem de Romanos 11:25-26:

1. Em primeiro lugar, a frase "todo Israel será salvo" dificilmente se refere apenas à última geração de judeus, uma vez que esta seria apenas uma pequena fração de todos os judeus que já viveram através dos séculos.

2. Em segundo lugar, o texto não está discutindo a sucessão temporal dos eventos e sim a maneira pela qual Israel será salvo. O texto não diz "e então (após a plenitude dos gentios) todo Israel será salvo". O texto declara: "E assim (deste modo, desta maneira, pelo fato de os israelitas serem movidos por ciúmes pela salvação dos gentios) todo Israel será salvo".

3. Em terceiro lugar, os judeus foram, estão sendo e serão salvos por serem reenxertados na mesma oliveira em que os gentios salvos também estão (Cristo). Assim, a salvação dos judeus não ocorre independentemente da dos gentios, mas relacionada à mesma.

Essas observações claramente indicam que Paulo não apresenta uma ordem de dispensações sucessivas e independentes, mas uma promessa de inter-relação dinâmica e progressiva entre a salvação de Israel e da Igreja. 

Existe uma grande diferença entre o dispensacionalismo como é conhecido por todos (fixar a atuação divina através de sete dispensações históricas e independentes), e a progressão do plano do Pai através dos séculos.

Podemos observar na revelação divina à humanidade uma série de dispensações progressivas e interdependentes, as quais vão sendo reveladas ao homem através de "sombras" e "mistérios" prévios. 

O homem não tem autoridade nenhuma para secionar a atuação divina através dos tempos. Porém, nós observamos na própria história bíblica, etapas nas quais o Criador atuou de forma específica com determinados segmentos, sempre visando o clímax da revelação, que é Jesus.

Ao contrário do dispensacionalismo, nós vemos na Bíblia uma interrelação profunda e contínua na atuação do Pai através da história, que não pode ser dividida em partes absolutamente separadas e desconexas.

Escatológicamente falando, não podemos determinar, por exemplo, que a "Dispensação da Graça" ou a "Era da Igreja" é o espaço entre a 69ª e a 70ª semana de Daniel, porque o Eterno continuou e continua tratando com a nação israelense nesse espaço (por exemplo, destruição de Jerusalém no ano 70 DC, que ocorreu 37 anos após o término da 69ª semana).

O que vemos é uma progressão do plano divino que, a partir do trato com Israel, extendeu a graça aos gentios, começando pelos judeus. Hoje nós somos o Israel do Pai. Não existem duas oliveiras e sim somente uma e nós fomos enxertados naquela que já existia.

É claro que existem promessas específicas para Israel, com também para Babilônia (atualmente o Iraque), para Edom (palestinos), e muitos outros povos, as quais se concretizarão, pois a Palavra do Eterno não volta atrás.

Note que Paulo fala em sua primeira carta aos Coríntios que nem carne nem sangue herdarão o reino do Pai. Existe uma grande diferença entre herdar e viver. Nós, como pré-milenistas, acreditamos num reino visível, terreno e concreto de Jesus após a sua volta.

Com corpos ressuscitados e glorificados, herdaremos esse reino, como co-herdeiros com o Senhor Jesus. Porém, como fica bastante claro nas profecias, a vida continuará existindo na Terra.

Nesse contexto, se encaixam as profecias específicas para Israel, como nação, e o reino milenar de Cristo, com sede em Jerusalém governando sobre muitos povos (Zacarias 14:16-21), os quais estarão submissos ao Rei Jesus e à sua Igreja (Apocalipse 2:26-27, Miquéias 4:1-4, Isaías 2:1-4, Mateus 19:28).

Como já abordamos, cremos que o método interpretativo mais congruente com a concepção profética exposta na Palavra, a qual deixa clara uma progressão da revelação divina ao homem é o Dispensacionalismo Progressivo. Fica claro que o dispensacionalismo progressivo difere em muito do dispensacionalismo tradicional e do não-dispensacionalismo tradicional, também conhecido como "Teologia da Substituição". 

Para sustentar a suposta atuação separada de Deus com relação a Israel e a Igreja, os idealizadores do método hermenéutico baseado no dispensacionalismo, afirmam que a segunda vinda de Jesus está dividida em duas etapas ou fases:

a) A vinda do Senhor somente para arrebatar a Igreja, de forma oculta ao mundo e anterior à tribulação.

b) A volta visível e gloriosa logo após a grande tribulação, para salvação de Israel e começo do Reino Milenal. 

Sinceramente, acreditamos que tal argumentação a respeito do arrebatamento da Igreja é uma distorção da doutrina bíblica. Nenhum texto bíblico permite que se chegue a tal conclusão.

Pelo contrário, cremos que a Bíblia apresenta claramente a promessa de duas vindas sem etapas intermediárias. A primeira já cumprida há aproximadamente dois mil anos. E a segunda ainda por se manifestar. Esse princípio fica exposto claramente na comparação feita em Hebreus 9:27-28:

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação"

Fica visível, até mesmo em função da comparação utilizada nos versículos 27 e 28, que não haverá uma aparição intermediária entre a primeira vinda de Cristo, há aproximadamente dois mil anos atrás, e a segunda vinda em glória para os que o esperam para salvação.

Tentar criar fases intermediárias ou até mesmo dividir a segunda vinda de Cristo em duas partes, seria, de acordo com a comparação feita nos versículos anteriores, colocar estágios intermediários entre a morte e o juízo de uma pessoa...

Acreditamos no bom desejo que existe no coração daquele que espera a vinda de Jesus antes da tribulação. O desejo que todo cristão deve possuir é estar com o Mestre o antes possível e viver a plenitude espiritual com Cristo eternamente.

Porém, existe uma questão que deve ser abordada. Ocorrendo o arrebatamento na segunda vinda de Jesus, quando Ele voltar com os seus anjos com poder e grande glória no final da tribulação, estaria a Igreja, em sua maioria pré-tribulacionista, preparada para viver a tribulação que se aproxima?

Os membros das igrejas estão sendo preparados para essa possibilidade ou nem sequer pensaram nela pelo fato de considerarem o pré-tribulacionismo como verdade absoluta? Um dos objetivos principais deste site é trazer essa reflexão para o seio do corpo de Cristo.

Em nossa caminhada, temos observado que muitos não estudam os temas escatológicos por absoluta falta de interesse. Outros se interessam, mas por julgar esses temas demasiadamente complexos, logo desistem da sua empreitada.

Reconhecemos que é muito mais cômodo aceitar conceitos já formados do que ir às Escrituras e verificar a procedência deles. Jesus deixou claro que o erro se origina no desconhecimento das Escrituras e do poder do Eterno (Mateus 22:29).

Observamos que o pré-tribulacionismo baseia as suas afirmações em aspectos dedutivos e indiretos. Existe uma forte tendência por parte do pré-tribulacionismo em privilegiar para a interpretação dos últimos acontecimentos o estudo da eclesiologia em vez de basear-se na escatologia direta.

Perguntas como: Por que o Pai permitiria que a Igreja atravessasse um momento tão crítico como a grande tribulação? Ou, como o Espírito Santo poderia permanecer em meio a tão grande malignidade global?, são respondidas pela revelação bíblica.

O termo apocalipse significa revelação. Essa revelação foi deixada à Igreja e deve ser lida e estudada com muita atenção, junto com as outras revelações escatológicas. O próprio fato do livro de Apocalipse ter sido dirigido à Igreja, como fica claro no primeiro versículo do livro, já nos mostra vivamente a permanência dessa Igreja na Terra durante os eventos que o livro descreve.

Que objetivo haveria em revelar à Igreja os pormenores apocalípticos se a mesma não fosse estar inserida neles? 


Em Cristo,

Jesiel Rodrigues 


 

 


 

Saiba que o Altíssimo está no controle de tudo e de todos. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele estará conosco. A nossa salvação em Cristo é eterna. Nele, somos novas criaturas. Ele já venceu a morte. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Se você leu este artigo e ainda não tem a certeza da salvação eterna em Jesus, faça agora mesmo um compromisso com Ele! Convide-o para entrar em seu coração e mostrar-lhe a verdade que liberta. Veja porque você precisa ser regenerado e justificado, para viver a boa, perfeita e agradável vontade eterna do Criador e estar firme Nele diante de qualquer circunstância. Clique AQUI.

 

 

 


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