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O FIM DA ESCURIDÃO

 

 

 

 

"E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas" [1 João 1:5]

O cenário descrito no início de Gênesis é de escuridão. As primeiras palavras das Escrituras nos revelam que o Altíssimo criou o céu e terra.

Logo após, somos informados que a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas [Gênesis 1:2]

Apenas após esse cenário de escuridão, o Criador ordena que haja luz e faz separação entre a luz e as trevas, surgindo o dia e a noite [Gênesis 1:3-5]

Essa narrativa do primeiro dia criacional é bastante conhecida e temos certeza que você já a leu antes ou, pelo menos, já tinha uma noção dela.

Mas, a escuridão não está restrita ao estado da Terra descrito em Gênesis 1:2. O próprio universo, apesar das incontáveis estrelas existentes, é tomado pela escuridão.

A matéria escura e a energia escura constituem impressionantes 95,1% do conteúdo total de massa-energia do universo.

Talvez, neste ponto, você esteja fazendo a mesma pergunta que muitos se fazem... Porque o Eterno, o Supremo Criador, fonte de toda luz, permite tamanha escuridão em sua criação?

O apóstolo Tiago chama o Senhor de "Pai das luzes". João escreve em sua primeira carta que aquilo que ele tinha ouvido de Cristo e que ele anunciava era que "Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas" [1 João 1:5]

O próprio João, no início do evangelho escrito por ele, mostra um paralelo espiritual das questões físicas retratadas no capítulo 1 de Gênesis.

Gênesis mostra o Criador intervindo num cenário de trevas e escuridão, dizendo "haja luz". A Palavra de Deus em ação sobre o mundo físico.

João, ao referir-se ao ministério de Jesus, mostra o Verbo manifestando-se, trazendo a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam [João 1:4,5]. A Palavra de Deus em ação sobre o mundo espiritual.

Cremos que, assim como Deus não criou o homem em trevas, mas o fez perfeito, a sua imagem e semelhança, mas esse homem veio a viver em trevas através de sua própria decisão, o universo e a Terra não foram criados originalmente em trevas. Algo aconteceu.

 

A REBELIÃO DOS ANJOS

 

O Criador, através das revelações proféticas do Antigo Testamento, nos fornece elementos para conhecer alguns aspectos da rebelião que ocorreu no céu muito antes da criação do homem.

Usando a figura do rei de Tiro, localidade famosa nos tempos de Ezequiel pelo seu vasto comércio, o Eterno revela ao profeta detalhes sobre o que ocorrera antes da criação do homem, mostrando a realidade existente naquela distante era:

"Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.

Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.

Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.

Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.

Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.

Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá" [Ezequiel 28:12-19]

Essa passagem, além de outros elementos, deixa a clara conotação que, nesse reino pré-humano, havia uma intensa atividade na criação de Deus.

Além dessa atividade, havia luz. No livro de Isaias, o "querubim ungido" descrito por Ezequiel, é identificado como "portador da luz" ou Lucifer. Também é denominado de "filho da alva":

"Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.

Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o homem que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?

Que punha o mundo como o deserto, e assolava as suas cidades? Que não abria a casa de seus cativos?" [Isaías 14:12-17]

Vemos, então, que essas passagens nos remetem a uma realidade anterior à criação do homem e anterior ao processo que começa no primeiro dia criacional.

Se formos coerentes com esses textos e outros, temos que partir da premissa que havia reinos, uma intensa atividade angelical no universo e que um querubim, ungido pelo Altíssimo, guardava esse reino de luz.

Vejamos a passagem de Jó 38:4-7, que nos traz mais revelações sobre o tema:

"Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?

Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?" [Jó 38:4-7]

Nessa passagem, onde o Criador interpela a Jó sobre Sua criação, fica claro que no princípio havia um cenário de perfeição, harmonia e luminosidade em todo o Universo.
Certamente, naquele cenário o homem ainda não havia sido criado nem a Terra era "sem forma e vazia".

Mas, fica implícito na passagem que todos os filhos de Deus, criaturas que já existiam antes do homem, jubilavam, assim como as estrelas da alva, que juntas alegremente cantavam.

No livro do Apocalipse, capítulo 1, verso 20, lemos que as estrelas são os anjos. No entanto, esse reino de luz, onde reinava perfeição entre as criaturas do Altíssimo, se tornou tenebroso, a partir do momento em que iniquidade se achou no coração do querubim ungido e ele quis tornar-se semelhante ao Altíssimo.

A passagem de Gênesis 1:2 narra, cremos, a consequência que a queda de Lúcifer e sua rebelião juntamente com outros anjos, trouxe sobre a Terra:

" E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" [Gênesis 1:2]

O relato de Gênesis, na passagem de Gn 1:2, foca a condição da Terra. O verbo "era" [hebraico hayah] pode ser traduzido também como "passou a ser" ou "tornou-se".

Acreditamos que a rebelião satânica trouxe consequências em todo o universo. Tornou o universo inóspito, caótico e tenebroso... Até mesmo a ciência confirma o que expomos aqui.

 

A MATÉRIA NEGRA E A ENERGIA NEGRA

 

Na cosmologia, a matéria escura (ou matéria negra) é uma forma postulada de matéria que não interage com a matéria comum.

Ela só interage gravitacionalmente e, por isso, sua presença pode ser inferida a partir de efeitos gravitacionais sobre a matéria visível, como estrelas, galáxias e aglomerado de galáxias.

A matéria escura compõe cerca de 26,8% da densidade de energia do universo. O restante seria constituído de energia escura, 68,3% e a matéria bariônica, 4,9%.

Deste modo, a matéria escura constitui 84,5% da matéria total do universo, enquanto a energia escura mais a matéria escura constituem 95,1% do conteúdo total de massa-energia do universo.

Nenhuma explicação plausível tem sido dada para a existência da matéria e da energia escura, o que é surpreendente, já que 95,1% do conteúdo total de massa-energia do universo são constituídos de energia escura e matéria escura.

Como já vimos, a realidade que as Escrituras mostram sobre o universo e toda a criação no início de todas as coisas é de perfeição, harmonia e luz.

Ao mesmo tempo, a Palavra nos ensina que houve uma rebelião nos céus. O pecado e a desobediência ao Criador trazem consequências sobre a criação também. Vejamos as consequências que o pecado de Adão e Eva trouxeram sobre a natureza:

"E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo" [Gênesis 3:17,18]

A revelação do Gênesis é clara. A Terra se tornou maldita como consequência do pecado humano. Se essa relação pecado x maldição sobre o meio for aplicada ao pecado dos anjos no universo, é coerente pensar que o pecado e a rebelião de parte dos anjos trouxe consequências semelhantes sobre o universo também. Vejamos o que Paulo ensina aos romanos:

"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" [Romanos 8:22]

O apóstolo dos gentios menciona que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto. Entendemos como "toda a criação" a totalidade da criação do Altíssimo, englobando também a Terra [amaldiçoada após o pecado humano] e o Universo [que sofreu consequências do pecado de parte dos anjos].

 

A REVELAÇÃO PROGRESSIVA DA LUZ

 

"E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus" [Colossenses 1:20]

O caráter redentor do Pai se manifestou plenamente em Cristo Jesus. Como ensina Paulo, foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse [Colossenses 1:19].

Se prestarmos atenção e abrirmos os olhos espirituais, veremos que desde os dias criacionais narrados em Gênesis, já há uma revelação progressiva da plenitude da luz que Jesus traria através de Seu sacrifício. Vejamos o que acontece logo no primeiro dia criacional:

"E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro" [Gênesis 1:3-5]

A revelação da Luz do mundo, Jesus Cristo, começa a ser expressada desde o primeiro dia criacional sobre a Terra!

No primeiro dia criacional, a luz rompe sobre as trevas, assim como a luz de Jesus resplandeceu nas trevas quando o Verbo se fez carne [João 1:4,5]

A existência do dia e da noite, da luz e da escuridão, nos remete a uma simbologia que mostra a existência da Luz, que é a manifestação de Jesus entre os homens e a existência das trevas, que é o pecado e a corrupção que este gera sobre as criaturas e a criação.

Por meio do sacrifício de nosso Salvador Jesus, Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.

Então, vemos que a manifestação da luz em nossa dimensão tempo-espacial é progressiva. No princípio, a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas [Gênesis 1:2]

Depois, dia e noite são estabelecidos e a luz incide sobre a Terra durante a metade das 24 horas, no período conhecido como "dia".

Finalmente, a concretização profética que é revelada nas Escrituras nos leva ao momento final do plano do Altíssimo, quando haverá "nos céus e nova Terra" e quando o primeiro céu e a primeira Terra passarão.

 

NOVO CÉU E NOVA TERRA

 

"E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" [João 4:42]

Muitas vezes lemos várias vezes uma passagem em nossa vida e não entendemos toda a sua plenitude. Isso se deve à riqueza eterna da Palavra do Altíssimo e também a nossas limitações.

Essa passagem inserida no evangelho de João narra a declaração feita por samaritanos, após ouvirem as Palavras do Mestre. Jesus é chamado de "o Salvador do mundo".

Se formos ao original grego, veremos que a expressão escrita no livro de João é "soter kosmos", que significa literalmente "salvador de todas as coisas criadas".

A relação do vocábulo grego "kosmos" com o Universo criado é tão visível, que o Universo também é denominado por nós como "cosmos".

Jesus é o Salvador dos homens e também de toda a criação. Ele reconciliou com Deus todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. Isso se aplica não apenas ao homem e à Terra, mas a todo o Universo e aos lugares celestiais.

Assim como a concretização da salvação do Pai sobre nossa natureza é progressiva, começando pela regeneração espiritual, a mudança diária da alma e da mente, até a futura glorificação corpórea de nossos corpos corruptíveis e marcados pelo pecado, a concretização do plano do Altíssimo sobre toda Sua criação é progressiva e alcançará seu momento culminante:

"E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.

E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus" [Apocalipse 21:1-3]

Esse será o momento, após o Milênio, onde o plano do Criador para restaurar Sua criação alcançará um ponto culminante. Haverá novo céu e nova Terra, pois os primeiros passarão.

A luz de manifestará plenamente sobre toda a criação. O universo mostrará toda a grandeza do plano do Altíssimo e de Seu poder criacional.

Cremos que há um propósito para cada estrela, cada galáxia, cada sistema solar. A Luz do Pai das luzes se manifestará em toda a criação de forma plena, já que o pecado já não existirá.

Será o fim da escuridão... No clímax da revelação do plano de Deus para a criação, o próprio Filho diz sobre si:

"Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã" [Apocalipse 22:16]

O Verbo se fez carne e tornou-se geração de Davi. E Ele, que é a Luz do mundo, apresenta-se como a "resplandescente estrela da manhã".

Ao revelar-se como "a resplandecente estrela da manhã", Jesus inaugura um novo patamar criacional para todo o universo, já não mais influenciado pela escuridão e trevas geradas pela queda da "estrela da manhã", mas repleta da luz da resplandescente estrela da manhã, que é Cristo.

Deus não desiste de Sua criação. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez [João 1:3]. No Filho foram criados céus e Terra.

O plano do Pai é que através do Filho, Jesus Cristo, a Luz do mundo, todas as coisas sejam restauradas.

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" [João 8:12]

Jesus é a Luz do Cosmos e é a Luz dos homens. A Luz se manifestará plenamente sobre a criação quando o novo céu e nova Terra forem estabelecidos e quando o próprio Criador habitar conosco. Esse será o fim da escuridão.

Nunca mais te servirá o sol para luz do dia nem com o seu resplendor a lua te iluminará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus a tua glória" [ Isaías 60:19]

 

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

 

 


 

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