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O JULGAMENTO DE MATEUS 25:31-46

 

 

 

Uma das passagens escatológicas mais discutidas é a que foi registrada por Mateus no final da detalhada exposição profética feita pelo Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, dias antes de Sua crucificação e gloriosa ressurreição.

Essa passagem está contida em Mateus 25:31-46. Se nas passagens bíblicas teoricamente mais fáceis de interpretar devemos ter o máximo de cautela para não adotar a posição de infalibilidade interpretativa, muito mais devemos fazer isso com o texto em questão.

No entanto, não podemos fugir da tentativa de compreendê-lo em sua plenitude, pois é Palavra de Deus para nós. Que o Espírito do Criador possa nos guiar nessa incessante caminhada.

As palavras do Mestre em Mateus 25:31-46 têm gerado diversas interpretações. São usadas até mesmo por aqueles que pregam a justificação perante o Criador através das boas obras, ideia que não refutaremos neste artigo, pois encontra-se tão afastada da verdade redentora revelada no evangelho e ministério de Cristo que não merece ser incluída num artigo que visa, principalmente, trazer alguma luz sobre a passagem, tendo como base inegociável o amor e a justiça do Eterno Pai.

As dúvidas e diferentes interpretações relacionadas a essa passagem geralmente se relacionam com o tempo e a forma como será concretizada essa profecia dita pelo Salvador.

Os fatos narrados pelo Mestre em Mateus 25:31-46 se darão imediatamente após a Sua gloriosa volta ou após o Milênio? Essa passagem é um forte argumento amilenista? É o Juízo Final? Todos os acontecimentos narrados na passagem ocorrerão no mesmo momento, numa sequência temporal imediata?

Todos os elementos simbólicos usados pelo Senhor englobam a totalidade das pessoas que existirão naquele momento? É um julgamento de nações ou de pessoas? Essas e outras questões serão abordadas neste artigo.

Cremos que, acima de tudo, deve haver discernimento espiritual para a perfeita compreensão das Escrituras e esse discernimento está à disposição de todo aquele que nasceu de novo, está em comunhão com o Altíssimo e pede por ele.

Durante muito tempo, nós interpretamos essa passagem seguindo a vertente mais aceita pela ortodoxia dispensacional, ou seja, como um juízo sobre as nações existentes no momento da volta de Cristo.

Nesse entendimento, o qual é seguido pela grande maioria dos que já leram o texto, as ovelhas são as nações que ajudarão ou ajudam de alguma forma os "irmãos pequeninos" (Israel) e os bodes são aqueles que se opõem e oporão a Israel.

No entanto, nunca tínhamos feito um estudo mais detalhado sobre o texto. Esse artigo é fruto desse estudo e rogamos ao Eterno que seja útil para quem o ler.


AS NAÇÕES


Se formos a nossas bíblias, veremos que na maioria delas a passagem em questão começa com o subtítulo de "Julgamento das Nações". Obviamente, esse subtítulo não faz parte do escrito original do Evangelho, sendo acrescentado pelos tradutores e editores muito depois.

Sem dúvidas, o texto descreve um julgamento e as nações são o alvo desse julgamento. Logo, o subtítulo, quando diz tratar-se do "julgamento das nações" não foge à realidade do texto.

No entanto, cremos que o ponto inicial a ser tratado é o que realmente significa no texto o termo "nações". A partir do correto entendimento do que realmente significa esse termo, poderemos chegar a uma compreensão mais apropriada.

O termo grego usado para "todas as nações" em Mateus 25:32 é pas ethnos. A palavra ethnos sozinha é muitas vezes usada no Novo Testamento para descrever as nações gentílicas, excluindo Israel (por exemplo, Mateus 4:14, Mateus 6:32, Lucas 21:24).

Porém, se formos considerar o contexto imediato da mensagem do Senhor, veremos que, durante as revelações que Ele proferiu no sermão da Montanha, o uso do termo "todas as nações" (pas ethnos) se refere à totalidade representativa das nacionalidades existentes:

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações (pas ethnos) por causa do meu nome" (Mateus 24:9)

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações (pas ethnos), e então virá o fim" (Mateus 24:14)

Também podemos ver Jesus utilizando o mesmo termo em Mateus 28:19, quando Ele comissiona os discípulos:

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações (pas ethnos), batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19)

Então, a aplicabilidade do termo "todas as nações" em Mateus 25:32 não parece apontar para a totalidade absoluta de todas as pessoas de todos os tempos, até porque muitos que estão mortos só serão ressuscitados após o Milênio (Apocalipse 20:11-13).

Considerando como a expressão é utilizada em todos os textos anteriores, ela parece descrever, no contexto de Mateus 25:31-46, todas as nações, povos e etnias existentes no momento da gloriosa vinda do Ungido, deixando transparecer que todas essas nações estarão sendo representadas naquele momento pessoalmente por grande parte de seus habitantes.

O termo não sugere uma aplicação institucional para nações, como se estivesse falando de repúblicas ou países, mas de "todos os povos" ou "todas as pessoas existentes naquele momento".


O PROPÓSITO DA PARÁBOLA


Jesus revela que todas as nações serão reunidas diante Dele e que haverá uma separação (Mateus 25:32). Esse é o tema principal do texto sobre o qual estamos meditando. Dois grupos de pessoas sendo separados e destinados a realidades distintas.

Cremos que, quando falamos em separação, não devemos dissociar este texto de outros semelhantes, os quais trazem também revelações do Senhor a respeito da separação que ocorrerá no fim dos tempos. As revelações das Escrituras devem ser compreendida como um conjunto harmonioso (Salmos 119:160).

Jesus, ao mencionar essa separação, em todo momento fala de dois grupos. Convém lembrar que antes de falar sobre a separação usando a figura das ovelhas e dos bodes (Mateus 25:33), Ele já a tinha mencionado utilizando outras figuras, todas elas, assim como a separação de bodes e ovelhas, bem familiares e de fácil compreensão para os seus ouvintes.

Ele havia falado sobre o joio e o trigo (Mateus 13:24-43) e dos peixes bons e estragados (Mateus 13:47-48). Vejamos cada um desses textos:

"Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro...

Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade.

E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" (Mateus 13:30 e 40-43).

"Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.

Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos" (Mateus 13:47-49)

Logo, cremos que a narrativa sobre os bodes e as ovelhas deve ser entendida sob esse contexto maior. O Messias utilizava figuras de fácil compreensão para que aqueles que O ouviam pudessem entender a mensagem.

Nesse caso específico, a mensagem da separação que haverá no fim entre justos e injustos que haverá no fim.

O modus operandi usado na separação do joio e do trigo, dos peixes e das ovelhas e dos bodes diferem em sua operacionalidade, mas o resultado final é a obtenção de dois grupos bem definidos.

Um grupo reunido para entrar no Reino e outro grupo reunido para ser castigado. Essa separação fica bem patente nas três passagens em foco.

Sob esse princípio maior da contextualidade das Escrituras, entendemos que o propósito da figura utilizada em Mateus 25:31-46, a simbologia dos bodes e das ovelhas, visa mostrar o conceito de separação que o Mestre já havia ensinado antes.

A forma de separação, se atentarmos bem para o costume de cada atividade usada por Jesus como exemplo, é diferente.

O modus operandi para a separação do trigo e do joio difere da operação feita pelo pescador para separar os peixes bons dos maus, assim como a separação de bodes e ovelhas tem peculiaridades que a difere das outras.

Vejamos: na separação do joio e do trigo, o joio era reunido primeiro, colocado em molhos e depois queimado. O que ficava, obviamente, era o trigo.

No caso dos peixes, o pescador se assentava na praia após a pescaria e ia tirando um a um os peixes da rede. Os bons eram colocados de um lado e os estragados de outro, formando dois amontoados de peixes. Os bons eram aproveitados e os estragados eram descartados.

Com relação às ovelhas e os bodes, o pastor fazia uma grande fila e ia separando um a um, conforme se aproximavam dele.

Consequentemente, não cremos que essas diferenças operacionais entre as parábolas citadas seja motivo para crer que elas se referem a acontecimentos distintos nem cremos que tais diferenças possam ser usadas separadamente para sustentar determinada doutrina...

O propósito maior do Senhor era o de mostrar àqueles homens, através de figuras didáticas, o que haveria de ocorrer em Sua vinda no fim dos tempos.

Sendo assim, não há suficiente base para negar veementemente que as ovelhas de Mateus 25:31-46 seja uma figura da Igreja, a menos que se interprete a passagem de forma desconexa com as outras passagens onde o Salvador fala da separação que haverá no fim.

Entendemos ser muito mais prudente interpretar Mateus 25:31-46 à luz de Mateus 13:47-49 e Mateus 13:30-43, do que apegar-se à diferença operacional inerente à parábola em relação às outras, pois nesse caso teríamos que defender, no mínimo, 3 formas diferentes de separação na vinda de Cristo, baseados na forma de separação diferenciada de cada uma das atividades mencionadas pelo Mestre nas 3 parábolas em questão (joio e trigo, peixes bons e ruins e ovelhas e bodes) (!).

Entendemos que todas essas figuras usadas pelo Senhor mostram que haverá, por ocasião de Sua gloriosa vinda, uma separação entre justos e injustos.

Essa é a mensagem central. Sendo assim, temos que considerar todo o contexto bíblico para discernir que separação é essa e como será feita. Vamos buscar tais respostas na soma da Palavra...


A REUNIÃO DOS ÍMPIOS (BODES, JOIO, PEIXES RUINS)


O que as Escrituras nos mostram sobre reunião de ímpios e justos no fim dos tempos, quando o Ungido voltar? O que a Palavra nos diz sobre esses dois grupos de pessoas sendo reunidas com propósitos diferentes na consumação dos séculos?

Já no Antigo Testamento, os profetas Joel e Zacarias nos mostram que o Senhor realizaria um ajuntamento de ímpios no fim dos tempos:

"Porque, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra" (Joel 3:1-2)

O profeta Joel situa esse ajuntamento das nações dentro do Dia do Senhor, como pode ser visto no contexto (Joel 2:30-32).

Mais ou menos 3 séculos depois de Joel, o profeta Zacarias também revela a respeito desse ajuntamento no mesmo contexto do Dia do Senhor:

"Eis que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será extirpado da cidade. E o SENHOR sairá, e pelejará contra estas nações, como pelejou, sim, no dia da batalha" (Zacarias 14:1-3)

Sabemos que a revelação bíblica é progressiva. Aquilo exposto por Joel e Zacarias foi aprofundado na revelação recebida por João em Patmos. O que nos diz a revelação apocalíptica a respeito?

"E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.

E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.

Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom" (Apocalipse 16:12-16)

Então, se formos submissos ao ensinamento do Senhor Jesus e à soma de Sua Palavra, entenderemos que o joio será reunido no Armagedom ou "Vale de Josafá" nos momentos que antecedem a gloriosa volta de Cristo.

Ali, as nações de todo o mundo, ludibriadas pelos três espíritos malignos, numa tríplice atuação do mal, se reunirão com o propósito último de exterminar definitivamente o povo judeu e apossar-se de Jerusalém.

Cremos que, quando essa marcha mundial contra Jerusalém ocorrer, a população na Terra será muito menor do que a atual, pois o período tribulacional causará grande quantidade de mortes (Apocalipse 6:8, Apocalipse 9:18).

Então, é viável pensar que grande parte das pessoas existentes naquela época, excetuando, é claro, a Igreja e algumas pessoas das nações, marcharão contra Jerusalém. Ali, essas pessoas ("nações") serão julgadas e sentenciadas pelo próprio Senhor Jesus.

Não apenas por terem subido contra Jerusalém, mas por terem recebido a marca da besta e adorado a sua imagem. O resultado da sentença é claramente exposto e se encaixa perfeitamente com a narrativa da condenação e sentença sobre os bodes:

"E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.

E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome" (Apocalipse 14:9-11)

"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.

E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.

E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso.

E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores. E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus; Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes.

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem.

Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes" (Apocalipse 19:11-21).

Agora, voltemos ao texto de Mateus 25:31-46 e vejamos o que acontecerá com os bodes:

"...E irão estes para o tormento eterno" (Mateus 25:46)

Ou seja, a mesma sentença citada em Apocalipse 14:9-11 e Apocalipse 19:11-21... Uma reunião dos ímpios (joio, peixes estragados, bodes) cuja destinação será o "tormento eterno" (Mateus 25:46, Apocalipse 14:9).

Cremos, então, que o julgamento dos "bodes" de Mateus 25:31-46 será o momento em que as nações que subirem contra Jerusalém no final da tribulação, assim como aqueles que tiverem aceito a marca da besta e adorado a mesma como a um deus, serão sumariamente julgados e destinados ao "tormento eterno". A soma da Palavra aponta para esse momento único.


A REUNIÃO DOS JUSTOS (OVELHAS, TRIGO E PEIXES BONS)


Da mesma forma que a Bíblia mostra a reunião dos ímpios diante da vinda do Senhor e a separação dos mesmos para o juízo, revela que os justos, os escolhidos ou Igreja, como se queira denominar, serão reunidos também.

Se a Igreja era um mistério para os profetas do Antigo Testamento, imaginem a reunião da Igreja no momento da gloriosa volta de Cristo...

No entanto, esse mistério começou a ser revelado por nosso Salvador. Ele detalha claramente quando e como se dará essa reunião sublime:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus 24:29-31)

O Messias revela cronologicamente os detalhes. Imediatamente após a grande tribulação, os sinais que antecedem o Dia do Senhor se manifestarão e o próprio sinal Dele aparecerá nos céus.

As "tribos da terra" (ímpios já reunidos contra Jerusalém, como vimos anteriormente), se lamentarão diante dessa gloriosa aparição divina. O Senhor aparecerá no céu juntamente com os Seus anjos.

Os justos, justificados por Cristo e pertencentes ao Seu Corpo, serão reunidos nos ares no momento em que a última trombeta tocar.

Nesse momento, os mortos em Cristo ressuscitarão e os que estiverem vivos serão transformados, todos recebendo corpos glorificados para, logo depois desse encontro nos ares, descer à Terra com o Senhor (I Coríntios 15:51-52, I Tessalonicenses 4:15-18, Zacarias 14:1-4).

No momento em que Cristo Jesus descer à Terra com todos os Seus anjos e com a Sua Igreja glorificada, Ele pousará Seus pés no Monte das Oliveiras e exercerá juízo contra as nações reunidas ali no Armagedom.

Então, nesse momento podemos ver claramente os dois grupos de pessoas simbolizados pelo Senhor na passagem de Mateus 25:31-46 como "bodes" e "ovelhas".

De um lado, a maior parte dos habitantes da Terra, representando todas as nações, reunidos contra Jerusalém.

Pessoas que estarão ali sob as ordens espirituais malignas da besta, do falso profeta e de satanás com o intuito de destruir definitivamente Israel e levantar-se contra o Pai (Apocalipse 16:12-16).

Pessoas que receberam o sinal da besta e a adoraram. De outro lado, a Igreja de Cristo, reunida por Ele próprio e por Seus anjos nos ares imediatamente antes.

Entendemos que ali, naquele exato instante, no Dia do Senhor, se dará a sentença para os ímpios que estiverem reunidos contra Israel (morte e tormento eterno) e para a Igreja (o convite para entrar no Reino juntamente com Ele):

"Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus 25:41)

"Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25:34)

Os profetas veterotestamentários também referem-se a esse dia decisório de julgamento:

"Eis que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não ser á extirpado da cidade.

E o SENHOR sairá, e pelejará contra estas nações, como pelejou, sim, no dia da batalha. E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul...

E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o SENHOR, e um será o seu nome " (Zacarias 14:1-4 e 9)

"Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do SENHOR está perto, no vale da decisão" (Joel 3:14)

Por sua vez, o apóstolo Paulo nos mostra que apenas os corporalmente glorificados herdarão o reino do Altíssimo. Essa é mais uma forte base para crermos que o convite feito pelo Senhor Jesus para que ovelhas herdem o Reino, se refere à Igreja:

"E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção" (I Coríntios 15:50)

 

AS NAÇÕES NO MILÊNIO: ISRAEL E OS RESTANTES


Neste ponto muitos já estarão perguntando: E as nações que habitarão o Milênio e serão governadas por Cristo e Sua Igreja?

Afinal de contas, a interpretação mais aceita dentro do dispensacionalismo, como já vimos, é que o "Julgamento das Nações" de Mateus 25:31-46 é um julgamento que define critérios para que determinadas nações entrem no Milênio e outras não.

Nesse modelo de interpretação, todas as nações ou etnias existentes no momento da vinda de Cristo, como, por exemplo, Inglaterra, Brasil, Portugal, etc, etc, estarão diante de Cristo e Ele estabelecerá que nação entra no Milênio ou não em função do tratamento que essas nações ou povos tiveram com Israel, geralmente relacionado aos "pequeninos" da passagem.

Cremos que indiretamente no julgamento das nações (Mateus 25:31-46) haverá a instituição desse critério de entrada, porém não a nível nacional, mas pessoal. Já vimos que a expressão "todas as nações", no contexto de Mateus 25:31-46, é muito mais pessoal que nacional.

Como observaremos mais adiante, haverá pessoas que, embora pertencendo a nações que subirão com a besta contra Jerusalém, não subirão. Também, haverá pessoas que, embora não pertencendo à Igreja nem a Israel, não receberão, por algum motivo, o sinal da besta.

Então, não entendemos que Mateus 25:31-46 descreve um julgamento sobre nações, mas, como já vimos, sobre os dois grandes grupos de pessoas que estarão vivas por ocasião da volta do Salvador: os injustos e os justos (bodes e ovelhas), os quais, logicamente, fazem parte de "todas as nações"...

Porém, esses dois grandes grupos deixam de lado duas grandes exceções: os restantes das nações, os quais não subirão contra Jerusalém e o remanescente da nação de Israel.

Lembremos, antes de nada, que o propósito do Senhor naquele momento era o de mostrar aos discípulos que haveria uma separação entre justos e injustos, com destinos bem diferentes para cada um desses dois grandes grupos de pessoas.

Não nos deteremos muito aqui para mostrar que Israel é um elemento à parte dos bodes e das ovelhas de Mateus 25:31-46, posto que há um tratamento especial do Senhor em relação à nação israelense no tempo em que ocorrer a volta de Cristo. Ao estudar o livro de Zacarias, entre outros, o leitor poderá facilmente discernir esse propósito:

"Naquele dia o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles.

E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém; Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito" (Zacarias 12:8-10).

"Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia...

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O SENHOR é o meu Deus" (Zacarias 13:1 e 9).

O próprio Senhor Jesus estabeleceu que a nação israelense estaria presente em Seu Reino e que haveria um tribunal e juízos específicos para essa nação durante o Milênio:

"E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel" (Mateus 19:28)

Sabendo que há um tratamento específico do Senhor em relação a Israel, o que retira a nação israelense do contexto do julgamento de Mateus 25:31-46, vamos refletir agora sobre a outra exceção desse julgamento: os "restantes" das nações.

Como já vimos, cremos que as palavras "...vinde benditos do meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo...", se referem à Igreja.

No entanto, entendemos que esse convite feito à Igreja para que a mesma herde o Reino, trará consequências indiretas refletidas nas nações (gentios) que entrarão no Milênio, da mesma forma que Raabe viu refletida sobre si e sua família o procedimento que teve a respeito do povo escolhido do Eterno, quando o mesmo estava prestes a entrar na Terra Prometida (Josué 2:1-24).

Apesar de ser prostituta e pertencer a um povo condenado à destruição, seu ato de proteção aos servos do Senhor tornou-se um ato de fé (Hebreus 11:31), que propiciou seu livramento da morte naquele momento.

A revelação bíblica é enfática ao mostrar que haverá esse grupo de "restantes" das nações, os quais entrarão no Milênio e estarão submissas ao reinado de Cristo:

"E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.

E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva. E, se a família dos egípcios não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá sobre eles a praga com que o SENHOR ferirá os gentios que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos.

Este será o castigo do pecado dos egípcios e o castigo do pecado de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos" (Zacarias 14:16-19)

Nesse texto de Zacarias, fica bastante claro que entrarão no Milênio pessoas pertencentes a nações que oficialmente subirão contra Jerusalém no Armagedom.

Deixamos claro que há uma enorme diferença entre herdar o Reino e entrar no Reino. Através da revelação da Palavra sabemos que os que aceitarem o sinal da besta serão julgados e sentenciados ao fogo eterno, bebendo no cálice da ira do Altíssimo (Apocalipse 14:9-10).

Logo, essas pessoas citadas por Zacarias, embora pertencendo a nações que estarão sob o comando da besta e que subirão contra Jerusalém no derradeiro convite maligno (Apocalipse 16:13-14), são pessoas que não receberão o sinal da besta e nem farão parte dos exércitos da besta, se formos coerentes com a revelação bíblica.

O profeta Ezequiel também nos mostra o mesmo cenário, quando Israel for definitivamente restaurado e livrado:

"Assim diz o Senhor DEUS: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, então farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados.

E a terra assolada será lavrada, em lugar de estar assolada aos olhos de todos os que passavam. E dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden: e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas.

Então saberão os gentios, que tiverem ficado ao redor de vós, que eu, o SENHOR, tenho reedificado as cidades destruídas, e plantado o que estava devastado. Eu, o SENHOR, o disse e o farei" (Ezequiel 36:33-36).

Repetimos que, o fato desse restante das "nações" (gentios) entrarem no Milênio, não significa necessariamente que tais pessoas serão salvas na eternidade, até porque "nações" serão enganadas por satanás e subirão contra Jerusalém no final do Milênio na rebelião final contra Deus (Apocalipse 20:8-9).


OS CRITÉRIOS DO JULGAMENTO


O entendimento que estamos propondo neste artigo opõe-se ao ensino do dispensacionalismo ortodoxo, principalmente na questão do critério.

Muitos poderão questionar: se o critério utilizado por Cristo é o das boas obras, então não se trata da salvação da Igreja ou da condenação eterna dos ímpios, mas apenas de um critério para a entrada no Reino ou a proibição de entrar nele.

No entanto, convidamos você a refletir mais uma vez conosco. Para começar, devemos considerar a quem originalmente Jesus disse aquelas palavras.

A sua audiência, quando Ele proferiu as profecias de Mateus 25:31-46, era composta dos mesmos discípulos que O tinham ouvido desde o início de Suas Palavras proféticas (Mateus 24:1-2).

Aqueles discípulos não tinham ainda completo conhecimento do amor do Pai, a qual seria plenamente manifestada na cruz dias após.

Para eles, havia coisas que o Senhor não havia revelado, pois não poderiam suportar naquele estágio de maturidade (João 16:12). Jesus lhes falou de acordo com esse contexto.

A plenitude dos planos do Pai naquele momento eram um mistério, logo, é bastante compreensível que não tenha sido mencionada pelo Messias ao referir-se ao momento em que as ovelhas serão destinadas ao Reino e os bodes serão julgados.

O Senhor Jesus menciona como critério de julgamento em Mateus 25:31-46 um dos pilares de Sua doutrina. Trata-se do amor ao próximo, o qual, dentro da narrativa de Jesus, se torna também uma expressão do amor a Deus:

"... Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mateus 25:40)

Cremos que o Senhor não está aqui falando apenas de boas obras, mas das verdadeiras obras, aquelas que se originam da fé e são um fruto visível dessa fé (Tito 3:14, Efésios 2:10).

Sabemos muito bem que a salvação é um dom do Eterno. É Graça mediante a fé (Efésios 2:8). Logo, o Senhor está abordando algo que vai muito além das boas obras.

Um outro ponto a ser considerado é que a abordagem da passagem, quando enfoca a separação de bodes e ovelhas com seus destinos diferentes, não está centrada na salvação, mas na condenação dos ímpios (bodes) e na recompensa para os justificados (ovelhas). Aos bodes é destinado o tormento eterno e às ovelhas o Reino eterno.

Vemos que no Apocalipse é revelado que o critério usado para a condenação é o das obras. Isso fica patente no Juízo Final, logo após o Milênio. Os mortos de todas as eras que rejeitaram a graça do Pai mediante a fé serão julgados pelas suas obras (Apocalipse 20:13).

Logo, está em perfeita sincronia com a revelação bíblica afirmar que os bodes de Mateus 25:31-46 serão julgados e sentenciados tendo como critério as suas obras, tal qual aponta o Senhor Jesus em Mateus 25:41-46.

Por outro lado, o convite feito às ovelhas não pode ser caracterizado como salvação no sentido mais amplo da palavra, mas como parte inerente dessa salvação. O convite para entrar no Reino é uma recompensa, uma consequência para quem já é salvo.

É uma benção originada pela salvação. Afinal, as ovelhas estarão ali após terem sido arrebatadas para encontrarem-se com Jesus nos ares e após terem sido corporalmente glorificadas (Mateus 24:29-31, I Coríntios 15:50-52).

Logo, as ovelhas já terão vencido a morte. Já estarão plenamente salvas quando receberem o convite para entrar no Reino.

Então, entendemos que o critério das boas obras, além de ser interpretado sob o prisma da capacidade de compreensão dos interlocutores de Jesus naquele momento, deve ser discernido sob os aspectos de condenação para os ímpios e recompensa para a Igreja.


OS PEQUENINOS


E os "pequeninos" citados pelo Mestrer? Aqueles que, necessitados, recebem o amor das ovelhas e o desprezo dos bodes?

Dentro do contexto de nosso entendimento sobre a passagem, o termo "pequeninos irmãos" (Mateus 25:40) ou "pequeninos" (Mateus 25:45) se refere a pessoas que, de alguma forma, são carentes de uma ajuda, seja por sua condição ou por sua idade.

O termo grego traduzido como "pequeninos" é elachistos. Ele é usado, além de Mateus 25:40 e Mateus 25:45, em Mateus 2:6, Mateus 5:19, Lucas 12:26, Lucas 16:10, Lucas 19:17, I Coríntios 4:3, I Coríntios 6:2, I Coríntios 15:9 e Tiago 3:4.

Em todas essas passagens, o termo se refere a um conceito de menor importância em relação a outra coisa. Se aplicado a pessoas, o termo descreve pessoas necessitadas, impossibilitadas ou carentes. Pessoas menosprezadas e desassistidas.

Então, cremos que nas passagens de Mateus 25:40 e Mateus 25:45, o termo não deve ser compreendido de outra forma. Entendemos que os "pequeninos" citados pelo Senhor retratam as pessoas mais necessitadas do amor do próximo.

A verdadeira expressão de nossa fé e o verdadeiro fruto dela se mostra no amor ao Criador e ao próximo. Tiago escreve nesse contexto:

"A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (Tiago 1:27)

Logo, a verdadeira vida cristã frutífera, através da fé, redundará sempre em amor ao próximo e ao Altíssimo e isso se tornará visível através de ações e obras.

A verdadeira fé sempre gerará verdadeiras obras e tudo isso ocorre pela graça do Pai. A verdadeira Igreja do Senhor é conhecida através desses frutos do Espírito Santo.

Esperamos que esse artigo tenha trazido algum esclarecimento sobre a passagem de Mateus 25:31-46. Não queremos ser conclusivos, mas cremos que a passagem em questão merece uma atenção especial, devido às dificuldades de interpretação.

Nesse artigo, procuramos entender a passagem a partir do sentido que as Palavras do Ungido tiveram para os discípulos que estavam a ouvir Cristo tiveram naquele dia em que Ele revelou as profecias no Monte das Oliveiras.

Também, nos sujeitamos à correlação dela com as revelações semelhantes que o Senhor Jesus já havia feito antes. Por último, oferecemos como base textos do Antigo e do Novo Testamento para melhor explicar nossa posição.

Cremos, então, que quando o Mestre se assentar no trono de Sua glória, imediatamente após a Sua volta, Ele estabelecerá esse juízo descrito em Mateus 25:31-46, convidando oficialmente Sua Igreja, arrebatada e reunida momentos antes, a entrar no Reino.

Ao mesmo tempo, será decretado o castigo para aqueles que adoraram a besta e receberam o seu sinal, os quais estarão reunidos nas proximidades de Jerusalém quando o Senhor proclamar essa sentença.

Será um juízo pré-milenal, diferente do Juízo Final. Este último ocorrerá somente depois do Milênio e envolverá todos os mortos de todos os tempos, excetuando, obviamente, a Igreja.


Em Cristo,

 

Jesiel Rodrigues


 


 

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