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A VIDA APÓS A VINDA

 

 

 

Temos recebido muitos questionamentos de nossos leitores a respeito do que ocorrerá após a vinda do Messias. É claro que a existência do período tribulacional, apostasia, anticristo e da vinda gloriosa do Salvador, são fatos inquestionáveis para aqueles que seguem as revelações bíblicas.

Existem sim diferenças enquanto ao momento do arrebatamento (pré-tribulacionismo, midi-tribulacionismo ou pós-tribulacionismo), enquanto ao momento e/ou existência do Milênio como período literal (pré-milenismo, amilenismo e pós-milenismo) e até mesmo no que concerne à forma de interpretar tais profecias escatológicas (alegórica, literalista, preterista, historicista ou futurista).

No decorrer deste site, deixamos claro que somos pós-tribulacionistas (POSTRIBULACIONISMO), pré-milenistas (MILÊNIO), futuristas (ESCATOLOGIA PRIMITIVA) e literalistas, até o ponto em que esse literalismo não se torne incongruente com o contexto da profecia em questão.

Resumindo, acreditamos que estamos vivendo um período de iniquidade crescente (Mateus 24:12), princípio de dores (Mateus 24:7-8), iminência do período tribulacional, onde ocorrerá a revelação do anticristo (II Tessalonicenses 2:4), a perseguição institucional da Igreja (Apocalipse 13:7) e uma ameaça de destruição total de Israel (Apocalipse 16:12-14).

Acreditamos também que o arrebatamento da Igreja ocorrerá ao mesmo tempo da vinda gloriosa de Jesus logo após a grande tribulação (Mateus 24:29-31), para encontrar-se com seus escolhidos e trazer livramento para Israel, derrotando o anticristo e instaurando Seu reino milenal.

Mas, o que acontecerá depois? Como será o reino de Cristo na Terra? Os seres humanos não glorificados continuarão existindo e se reproduzindo? Que nações são aquelas que se rebelarão no final do Milênio? O que ocorrerá após o Milênio?

Vamos morar no céu ou na Terra? Trataremos de responder neste item essas questões, de acordo com aquilo que entendemos.               


O REINO DE JESUS


No estudo MILÊNIO você encontra a base argumentativa sobre a qual sustentamos nossa posição pré-milenista e literalista a respeito do Reino de Jesus. Acreditamos que o reino do Pai será físico, literal e ocorrerá como conseqüência direta de Sua volta logo após a grande tribulação.

A concepção que a igreja primitiva possuía nos leva também a essa conclusão. Pouco antes da ascensão, os discípulos perguntaram ao Mestre quando seria restaurado o reino de Israel (Atos 1:6).

Fica claro que havia entre eles uma esperança específica sobre a futura restauração literal do reino de Israel. Jesus, em Sua resposta, insta aos discípulos a deixarem os tempos e as épocas nas mãos soberanas do Pai (Atos 1:7), mas em momento algum os questionou a respeito da restauração em si.

O Mestre apenas exorta Seus discípulos a considerarem a supremacia divina no tempo, deixando subentendido que, em algum momento do futuro, o reino de Israel seria restaurado.

Afinal de contas, Jesus lhes havia revelado que em Seu reino muitos viriam de todos os lados do mundo e se assentariam à mesa (Lucas 13:29) e que os apóstolos assumiriam a função de juizes no mesmo reino (Lucas 22:30).

Justino o Mártir (100 DC-165 DC), um dos primeiros líderes da igreja primitiva, em sua obra "Diálogos com Trifo", expressa muito bem essa concepção primitiva ao afirmar que o Milênio teria início após a revelação do anticristo e a segunda vinda de Cristo.

De acordo com o ensinamento de Justino, os fiéis mortos iriam ressuscitar e reinar com Cristo por mil anos na Nova Jerusalém. Justino o Mártir pode ser considerado como o primeiro pré-milenista, ao defender abertamente o entendimento de que o Milênio é um período real e será concretizado após a vinda de Jesus.

Justino foi seguido nessa concepção por Irineu de Lyon (130 DC-200 dC), que em sua obra apologética "Contra as Heresias", dirigida contra os gnósticos, deixa claro que a vinda de Jesus propiciaria a instauração de Seu reino sobre a Terra.

É interessante notar que, quando Jesus se referiu ao "fim do mundo", na parábola do joio e do trigo, e ao "mundo vindouro", no seu diálogo com os saduceus (Mateus 13:39 e Lucas 20:25), é utilizado o termo grego "aeon", o qual refere-se ao sistema ou à realidade espiritual, e não ao planeta em si.

As promessas do Eterno não voltam atrás. Em Salmos 89:3-4, o Criador revela a Davi que sua descendência seria estabelecida para sempre e seu trono por todas as gerações.

Somente Jesus, como Deus e como Homem, descendente legal de Davi, através da legalidade paternal de José e da descendência sangüínea de Maria, está apto para cumprir essa profecia, a qual certamente será literalmente concretizada após a vinda do Mestre.

Até mesmo nos momentos em que o trono davídico permaneceu vazio na Terra, o Rei dos Reis, como o Verbo divino e eterno, já exercia esse reinado. A sede do governo de Jesus será Jerusalém, como podemos ver em Zacarias 14:8-11.

Muitos perguntam o porquê desse reino milenal do Messias. Por que é necessário que Jesus reine sobre o planeta, regendo as nações "com vara de ferro" (Apocalipse 19:15), se no final do reino milenal Satanás será solto para enganar as nações? Qual o objetivo desse reino de Jesus após sua vinda? O apóstolo Paulo responde essas questões:

  "...Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, quando houver destruído todo o império, e toda a potestade e força. Pois convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte" (I Coríntios 15:24-26)  

Dentro do plano do Eterno, é necessário que Jesus reine até que o último inimigo (a morte), seja aniquilado. O "até" do versículo 25 não se refere à constituição de Jesus como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores e sim ao propósito de seu reino milenal.

Em outras palavras, o texto explica que o reino de Jesus tem um objetivo específico: derrotar definitivamente os inimigos do Senhor.

Essa concepção faz pleno sentido quando a comparamos à passagem de Apocalipse 19:15, onde fica claro que Jesus regerá as nações com vara de ferro, dando uma conotação de juízo sobre aqueles que, mesmo sendo governados pelo próprio Senhor e vivendo num mundo perfeito, sem a presença e atuação de Satanás, optarão pela desobediência no final do período milenal.   


O PLANO DO SENHOR PARA ISRAEL  


O plano e o propósito do Senhor para a nação israelense são eternos. As promessas para o povo judeu estão baseadas na própria Palavra do Criador.

Apesar de sabermos que somos, enquanto Igreja, o Israel espiritual de Deus, não há base bíblica para afirmar que a nação israelense deixará de existir em função da vinda de Jesus nem base bíblica para afirmar que a glorificação corpórea dos salvos, decorrente da segunda vinda de Jesus, se extende também ao remanescente judeu.

Cremos que o relacionamento do Eterno com Israel é uma sombra da revelação que havia de se manifestar com o ministério da graça para todas as nações.

Paulo escreve aos gálatas que, aqueles que pertencem à Igreja, são herdeiros espirituais das promessas feitas a Abraão e são contados como descendência dele através da fé, da qual Abraão é um referencial (Gálatas 3:22-29).

Porém, a concretização espiritual das promessas feitas a Abraão não exclui sua concretização literal e física.

O Criador prometeu a Abraão que sua descendência seria "como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar" (Gênesis 22:17). Paulo, no capítulo 11 de Romanos, ao explicar o atual endurecimento de Israel a respeito da pessoa de Jesus e o propósito desse endurecimento dentro do plano do Criador, cita o profeta Jeremias em Romanos 11:25. Vejamos com mais detalhes o que Jeremias profetiza:

"Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para a luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre" (Jeremias 31:35-36)

Outros textos onde você verá de forma clara promessas específicas da futura restauração espiritual de Israel como nação estão em Ezequiel 36:33-38, Ezequiel 47:1-12, Isaias 19:22-25, Zacarias 8:22-23 e também nos capítulos 12 e 13 de Zacarias.

Nesse contexto, acreditamos que durante o milênio as nações continuarão existindo e se reproduzindo, como veremos mais adiante, e que Israel não será uma exceção nesse aspecto.

Jesus deixou claro que aqueles que fossem glorificados serão "como anjos", sem a necessidade de reprodução física (Lucas 20:35-36).

Por outro lado, vemos que a promessa de glorificação corpórea por ocasião da vinda do Mestre é dirigida à Igreja e não ao remanescente judeu que será salvo logo após a grande tribulação. Vemos até mesmo a presença de mulheres e crianças na face da Terra em pleno período milenal (Isaias 11:6, Zacarias 12:10-14).

Então vemos que a promessa feita pelo Altíssimo a Abraão, logo após ele ter oferecido seu próprio filho Isaque num ato de fé grandioso, será literalmente concretizada a partir do momento da vinda de Jesus, quando a nação israelense começará a crescer e expandir seus horizontes a níveis inimagináveis.

O remanescente judeu se multiplicará como a areia do mar e como as estrelas do céu, e nós cremos na literalidade dessa profecia.

Ou seja, em determinado momento, será humanamente impossível calcular com precisão a quantidade da descendência de Abraão, da mesma forma que é praticamente impossível calcular quantos grãos de areia tem numa praia ou quantas estrelas possui nosso universo em constante expansão.

Logo após o milênio, com a derrocada final do último inimigo (morte), os descendentes de Abraão continuarão se multiplicando de forma grandiosa e só então compreenderemos o porquê da imensidão de nosso universo, já que tudo o que foi criado pelo Senhor cumpre um determinado propósito.

A criação do homem à imagem e semelhança do Criador não fracassou permanentemente como resultado da queda. Jesus, com seu sacrifício vivificante, veio para concretizar a salvação eterna para aqueles que nascessem de novo, através da fé.

Ao mesmo tempo, virá Como Rei e Senhor para assentar-se no trono de Davi e concretizar plenamente na nação israelense as promessas feitas a Abraão. Diante da grandiosidade e profundidade dos planos do Criador, só nos resta dizer o que disse Paulo após descrever a relação de Israel e da Igreja no plano de salvação:

"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos" (Romanos 11:33)                 


A IGREJA APÓS A VINDA

Qual será a condição da Igreja a partir do momento da vinda de Jesus? A resposta a essa pergunta passeia entre a concepção medieval, de que o destino eterno do salvo seria a de um ser em eterno descanso num paraíso celestial, sem nenhuma atividade específica e a concepção nitidamente bíblica, de que a Igreja, como noiva do Cordeiro e Rei, permanecerá ao seu lado eternamente, exercendo todas as atividades relacionadas ao serviço do Rei.

Diante dessas concepções surge a pergunta: E então, vamos morar no céu ou na Terra, onde Jesus estará exercendo seu reino no Milênio e após o Milênio?

Durante vários séculos, a resposta de um cristão seria automaticamente a primeira, baseada na mentalidade cristã desenvolvida a partir do período medieval. "Eu vou morar no céu", seria resposta automática.

Sem entrar na questão do destino da alma após a morte física, que nós cremos ser o paraíso ou seio de Abraão, que é realmente um paraíso celestial, gostaríamos apenas de abordar o assunto apenas de uma ótica escatológica.

Qual o destino daqueles que serão ressuscitados ou transformados no momento da volta de Jesus? Céu ou Terra?

Para entender melhor essa questão, devemos analisar detalhadamente como surgiu o conceito de "céu" como destino eterno, etéreo e paradisíaco do cristão, quando chegaremos à conclusão de que essa idéia não fazia parte da esperança dos cristãos genuínos da Igreja primitiva.

A idéia sobre um destino celestial entre os pagãos era comum no século I, originada, sobretudo, pelas crenças aliadas à filosofia grega. Após a morte dos apóstolos e seus discípulos imediatos, uma onda de gnosticismo começou a invadir parte das eklesias, gerando idéias errôneas e contrárias ao ensinamento de Jesus e até mesmo à própria natureza de Cristo, negando sua humanidade (docetismo).

O pseudo-cristianismo gnóstico semeou a idéia de que Jesus fora enviado pelo Pai, um ser diferente do YHWH do Antigo Testamento, para ensinar aos homens a livrar-se de sua natureza material através do conhecimento (gnosis).

Quando fosse alcançada a plenitude do conhecimento, o discípulo chegaria ao "pleroma", um lugar celestial onde nada material pode existir. A partir do momento que negavam que Jesus veio em carne (corporalmente), os gnósticos negavam também sua ressurreição corpórea.

Já no tempo de João, esse ensinamento herético começava a ser difundido (II João 7). Os principais registros dos líderes da Igreja nos séculos I, II e III, entre eles Justino (Diálogo com Tripho, LXXX), Irineu (Contra as Heresias, V, XXXV), mostram claramente um combate às ideias gnósticas e uma forte convicção de que nosso destino está atrelado ao reino de Jesus na Terra.

Ou seja, a esperança dos irmãos primitivos a respeito do reino em nada diferia da esperança dos patriarcas e dos profetas do Antigo Testamento.

Como já vimos anteriormente, tudo na criação do Senhor obedece a um propósito e nada escapa a seu controle. A Terra, como planeta habitado por seres criados pelo Senhor, jamais deixará de existir.

O que haverá, como veremos no último tópico deste item, é uma transformação da mesma e do próprio universo, em função da ausência do pecado e suas conseqüências sobre o homem e a natureza.

A criação do Senhor nunca fracassará. Toda idéia de que aquilo que é físico não é parte do plano eterno do Criador vem de uma mentalidade pagã, sobretudo ligada ao gnosticismo, no qual a matéria e o mundo material no qual vivemos, faz parte de uma criação corrupta e que tudo o que é material tem origem maligna.

As Escrituras revelam que tudo o que o Eterno fez é bom, de acordo com os padrões do próprio Criador (Gênesis 1). Se o universo e a Terra estão sofrendo desequilíbrios e/ou catástrofes, é em função das conseqüências sobre a criação das decisões erradas das criaturas e não um erro intrínseco à matéria criada pelo Senhor.

Paulo revela que a natureza "geme com dores de parto", deixando implícita em sua comparação que, em determinado momento, haverá uma renovação da natureza, o que ocorrerá quando forem criados novos céus e nova terra.

Nossa eternidade ao lado do Altíssimo não será monótona ou repetitiva, sentados numa nuvem e tocando eternamente uma harpa, como muitos tentam sugerir, baseados na idéia medieval de "céu".

Teremos ocupações, atividades e missões grandiosas, tal qual os anjos têm atualmente. Louvaremos, seremos juizes e embaixadores do Rei dos reis. Jesus deu uma prévia aos apóstolos de como seria a atividade durante seu reino:

"E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. E eu vos destino o reino assim como o pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel" (Lucas 22:28-30)

Na parábola dos dez servos e das dez minas, Jesus mostra que haverá recompensas para seus servos fiéis e essa recompensa denota posição de destaque dentro do reino eterno do Senhor (Lucas 19:11-27).

Se partirmos da premissa de que Jesus reinará literalmente sobre a Terra após Sua vinda e continuará habitando na nova Terra após o Milênio (como veremos no último ponto), conseqüentemente nós, como Noiva de Cristo, permaneceremos com Ele.

O desejo de Jesus para sua Igreja é que onde Ele estiver, a Igreja esteja também (João 14:3). É claro que, como filhos do Senhor, nós, como co-herdeiros com Jesus Cristo, teremos acesso às regiões celestiais, ao paraíso e a lugares nunca antes imaginados.

Porém, nossa base de atuação estará centrada na Terra durante o reinado milenal de Cristo e na Nova Jerusalém após o Milênio.                


AS NAÇÕES APÓS A VINDA


Não vemos razões para negar veementemente a existência de nações logo após a vinda de Jesus. Pelo contrário, há claras evidências bíblicas de que as nações continuarão existindo durante o reinado de Jesus sobre a Terra. Veja algumas razões:

a) A palavra revela que Jesus, após sua vinda, regerá as nações com "vara de ferro" (Apocalipse 19:15) . Não é lógico supor que o termo "nações" aqui se refira à Igreja, a Noiva de Cristo, a qual não precisará ser regida com vara de ferro mas viverá uma eterna relação de amor e submissão ao Noivo.

Também não é prudente relacionar o termo à nação israelense, já que o termo está no plural ("nações").

b) O profeta Zacarias é bastante detalhista ao descrever a existência de nações após a vinda gloriosa do Messias, até mesmo de nações que de alguma forma participarem do Armagedom (Zacarias 14:16).

Uma leitura detalhada dos capítulos 8, 11, 12, 13 e 14 de Zacarias mostrará a clara presença de nações durante o reinado de Jesus.

c) No final do Milênio, com a soltura de Satanás, as nações serão enganadas. Aqui há um forte argumento contra aqueles que negam a existência de um Milênio literal (a-milenistas) ou até mesmo aqueles que sustentam que o Milênio ocorrerá antes da vinda de Jesus (pós-milenistas): Satanás será amarrado em função do regresso do Ungido e não antes.

Basta uma leitura detalhada e imparcial dos capítulos 19 e 20 de Apocalipse para entender isso.     


A VIDA APÓS O MILÊNIO


O grande juízo do trono branco é o evento determinante no começo da realidade pós-milenal. Logo após a derrota definitiva das hostes satânicas (comparadas aos exércitos de Gog em Apocalipse 20:7-10), ficará o caminho aberto para que o último gande inimigo seja derrotado: a morte.

Logo após o Milênio ocorrerá a ressurreição de todos aqueles que não pertencem à Igreja (Apocalipse 20:11-14) e o seu subsequente julgamento (Apocalipse 20:15).

Com o mal e o pecado totalmente banidos do universo, a transformação da criação divina ficará completa com o surgimento de novos céus e nova Terra.

Nesta nova Terra, a capital e ponto de referência será a Nova Jerusalém, uma cidade real e literal, preparada pelo próprio Criador, que ocupará o local da atual Jerusalém.

Nela habitará pessoalmente o próprio Pai, através do Cordeiro. Cremos também que nações continuarão existindo e que os seres humanos não glorificados, aqueles que não experimentaram o arrebatamento na segunda vinda de Jesus e não se rebelaram no final do Milênio, seguirão vivendo e se reproduzindo, para que se cumpra literalmente a profecia deixada a Abraão:

"Que deveras te abençoarei, e grandíssimamente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos" (Gênesis 22:17)

Neste ponto, alguém poderá perguntar: como é possível permanecer sempre vivo sem um corpo glorificado? Como é possível não experimentar a corrupção da carne sem um corpo glorificado? Para responder a essa pergunta, temos que entender em primeiro lugar a diferença entre morte física e morte espiritual.

A conseqüência direta da queda do homem foi a morte espiritual. A conseqüência indireta foi a morte física, pois, ao pecar, por medida de segurança, o homem foi afastado da árvore da vida, a qual possibilita a quem usufruir de seu fruto a vida física permanente. Isso fica claro na passagem de Gênessis 3:22-24.  

Mesmo pecadores e espiritualmente mortos, se Adão e Eva tivessem acesso ao fruto da árvore da vida, viveriam fisicamente para sempre, de acordo com as palavras do próprio Elohim.

Não é necessário ter um corpo glorificado para não morrer se o fruto da árvore da vida for consumido. Essa condição fica implícita para as nações e o remanescente judaico na eternidade que segue ao juízo do trono branco:

"No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações" (Apocalipse 22:2)  

O fato dos membros da Igreja possuírem corpos glorificados, semelhantes ao de Jesus, é que os membros do Corpo de Cristo fazem parte de um novo patamar criacional, tanto no aspecto espiritual (novo nascimento) quanto no material (glorificação corpórea):

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17)  

Os planos do Eterno jamais fracassarão. Ele transforma maldição em benção. Essa é a grande verdade que podemos observar no decorrer de toda a história humana.

Em sua infinita sabedoria, poder e onisciência, o Criador faz cumprir seus planos mesmo em meio às decisões errôneas de suas criaturas, quando as mesmas usufruem de forma equivocada o seu livre arbítrio.

A queda humana propiciou a criação de um novo patamar criacional através do ministério de Jesus (os membros da Igreja, a Noiva de Cristo) e o plano do Altíssimo a respeito do ser humano em sua forma original, feito a sua imagem e semelhança, também prosseguirá eternamente através de seu concerto com a nação escolhida.         

       

Em Cristo, 

Jesiel Rodrigues  

 


 

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