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A GLORIFICAÇÃO

 

 

 

Paulo, em sua primeira carta aos coríntios, fala sobre uma esperança que deve morar no coração de cada cristão: a glorificação. No decorrer de todo o capítulo 15, ele descreve como se dará esse estágio, prometido àqueles que nasceram de novo.

Como é descrita no capítulo em questão, a glorificação consiste na distribuição por parte do Eterno de um corpo glorificado para cada um de seus servos, membros de seu corpo. Será a troca da corruptibilidade de nosso atual corpo por um corpo incorruptível, semelhante ao que Jesus possui desde a ressurreição.

Um corpo celeste, perfeito e incorruptível, mas ao mesmo tempo literal, palpável e apto para interagir tanto com nosso universo físico como com o mundo espiritual (I Coríntios 15:39-40).

O apóstolo deixa claro que "se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (I Coríntios 15:19). No versículo 23 fica explicitado que a glorificação se dará na vinda de Jesus (parousia). Já nos versículos 50, 51 e 52, Paulo explica como ocorrerá tal processo.

Ao soar da última trombeta, num abrir e fechar de olhos, os cristãos mortos ressuscitarão, recebendo automaticamente corpos glorificados e os que estiverem vivos serão transformados, recebendo também um corpo glorificado.

A vinda de Jesus propiciará então sobre a criação divina, entre outros eventos maravilhosos, a glorificação corpórea daqueles que nasceram de novo e são novas criaturas (leia I Coríntios 15:50-52).

Em todo este site, você encontrará estudos que mostram a clara promessa de uma vinda futura de Jesus e não de duas vindas ou uma vinda subdividida em duas etapas.

Paulo, ao afirmar em I Coríntios 15:23 que nossa glorificação se daria na vinda de Jesus, expressa claramente a concepção que a Igreja primitiva tinha a respeito (para maiores informações, acesse o item ESCATOLOGIA PRIMITIVA).

A seguir, daremos mais subsídios e abordaremos mais passagens bíblicas, no intuito de mostrar que o nosso encontro com Cristo (arrebatamento) será um momento estreitamente relacionado no tempo a sua vinda, a qual ocorrerá, de acordo com o próprio Mestre, logo após a grande tribulação (Mateus 24:29).

O ÚLTIMO DIA E A RESSURREIÇÃO

Ao explicar aos discípulos que Ele é o pão da vida, Jesus revelou a eles algo crucial:

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:54)

O uso da expressão "último dia", repetida por Jesus tres vezes na mesma ocasião (João 6:39, 40 e 54), nos remete mais uma vez a sua vinda em glória. "Último" significa o derradeiro de uma seqüência determinada.

Não faria pleno sentido afirmar que o "último dia" seria um dia anterior ao começo do período tribulacional, já que os dias continuarão existindo em pleno período tribulacional e até mesmo durante o reino milenal de Jesus.

Também, parece não referir-se ao último dia da Igreja na face da Terra, pois há passagens apocalípticas que deixam clara a presença de cristãos, membros da Igreja, durante a tribulação.

Isso sem considerar que a Igreja, como Noiva de Cristo, continuará existindo sobre a Terra mesmo após a vinda do Mestre. Consequentemente, a idéia pré-tribulacionista da ressurreição antes do período tribulacional não parece encaixar com o fato de que a ressurreição se dará no último dia.

Por outro lado, é ilógico afirmar que esse último dia citado pelo Mestre se refira a um dia posterior à vinda de Jesus, pois a ressurreição ocorrerá nesta vinda, como já vimos no começo (I Coríntios 15:23, I Tessalonicenses 4:16-17).

Então, que último dia é esse? Quando ocorrerá a ressurreição daqueles que esperam em Cristo? A posição mais sensata é relacionar essa expressão ao último dia do atual sistema maligno no qual o mundo jaz.

O último dia de uma seqüência que começou no Éden, logo após a queda adâmica. Esse dia coincidirá com o Dia do Senhor, no qual Ele virá visivelmente e em glória, logo após a grande tribulação, para derrotar o anticristo e estabelecer seu reino (II Tessalonicenses 1:7-10, Apocalipse 19:11-21).

Esse será um dia inesquecível e decisivo para toda a eternidade (Zacarias 14:7-8).

ISRAEL E A RESSURREIÇÃO

No capítulo 11 da carta aos romanos, o apóstolo Paulo retrata a relação entre Israel e as demais nações dentro do plano de salvação do Criador. Em certo ponto, mais precisamente no versículo 15, está escrito:

"Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?" (Romanos 11:15)

Paulo, em todo o capítulo, explica a situação de endurecimento momentâneo da maior parte da nação israelense em relação ao evangelho de Jesus. Esse endurecimento, dentro do plano perfeito do Criador, propicia a salvação entre os gentios em larga escala.

Porém, Paulo deixa claro que o plano e as promessas do Eterno para a nação israelense se cumprirão cabalmente, num tempo determinado do futuro (Romanos 11:25-29).

Voltando ao versículo 15, podemos observar que a ressurreição dos mortos ocorrerá em função da admissão de Israel.

Quando olhamos para o cenário profético, vemos que a conversão do remanescente judeu e sua restauração, são experiências que ocorrerão na parte final da tribulação, em função de fatores como a perseguição do anticristo ao povo judeu, desencadeada a partir da abominação desoladora, ou o ministério das duas testemunhas.

Israel não será admitido antes do período tribulacional e sim no final desse período. Note que Paulo esclarece que a ressurreição ocorrerá como resultado dessa admissão e não o contrário.

Ou seja, a partir do momento em que os judeus começarem a clamar pelo verdadeiro Messias, a ressurreição dos mortos estará prestes a acontecer...

Chegamos, mais uma vez, a uma clara constatação que relaciona diretamente a vinda de Jesus em glória e a ressurreição de seus servos como eventos nitidamente pós-tribulacionais.

A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS


Tanto o pré quanto o midi-tribulacionismo defendem a ocorrência de duas ressurreições relacionadas à vinda de Jesus: a primeira ocorrerá na "primeira fase" da vinda, de forma oculta, e a segunda acontecerá na "segunda fase", logo após a grande tribulação, de forma visível, ressuscitando os "santos da tribulação".

A diferença entre os dois sistemas está no momento em que se dará essa "primeira fase". Para o pré-tribulacionismo, essa fase se dará logo antes do período tribulacional, enquanto que o midi-tribulacionismo sustenta que essa fase ocorrerá na metade da tribulação.

Além de afirmar um conceito que não é mencionado na Palavra (a segunda vinda de Jesus dividida em duas fases ou partes), e de sustentar algo ilógico, defendendo a existência de uma ressurreição em massa antes da primeira ressurreição, essa subdivisão da vinda do Mestre se vê diante de uma promessa de Jesus, que nos remete a uma única ressurreição para seus servos de todos os tempos, que é a ressurreição dos justos: 

"E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos" (Lucas 14:14)

Jesus deixa claro que a recompensa de nossas boas ações será recebida no momento imediatamente posterior a essa ressurreição.

Ao comparar essa passagem com a registrada em Mateus 16:27, percebemos que se trata de um evento único, direcionado a todos os santos de todas as épocas e que ocorrerá no momento da vinda em glória do Filho com os seus anjos:

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras" (Mateus 16:27).

PARÁBOLAS DA VINDA

No capítulo 13 de Mateus, há duas parábolas estreitamente relacionadas com o regresso do Ungido. É bom lembrar que Jesus, ao utilizar parábolas como forma de ensinamento das verdades divinas, buscava trazer a seus interlocutores o pleno entendimento dessas verdades, usando figuras, idéias e atividades com as quais tais interlocutores tinham familiaridade.

Ao ler as parábolas, não devemos esquecer que elas foram primeiramente dirigidas aos interlocutores diretos do Senhor há aproximadamente 2.000 anos, usando figuras e referências que nem sempre fazem parte do nosso dia a dia moderno.

As parábolas que gostaríamos de destacar são a do joio e do trigo (Mateus 13:24-30 e 13:36-43) e a dos peixes bons e maus (Mateus 13:47-50).

1. O JOIO E O TRIGO

No caso da parábola do joio e do trigo, os discípulos sabiam que para obter o trigo puro, o joio precisa ser retirado através de um processo. Aqui é importante fazer um comentário relevante: a palavra tribulação vem do vocábulo latim tribulum, um aparelho usado pelos romanos para separar o joio do trigo.

O termo grego mais usado para tribulação, angústia e aflição no Novo Testamento é thlipsis. Então vemos que o conceito de tribulação que usamos deriva de um instrumento usado para separar o joio do trigo, e isso tem muito a ver com a parábola em questão e com a visão que a Igreja primitiva tinha a respeito do tema, que se mostra mais uma vez diretamente pós-tribulacionista.

Jesus deixa claro nesta parábola que tanto o joio quanto o trigo devem crescer juntos até um acontecimento que os separará: a ceifa, feita pelos anjos (Mateus 13:30, 13:39). No Apocalipse, a ceifa feita pelos anjos está relacionada aos momentos culminantes da tribulação (Apocalipse 14:14-20), com uma alusão direta ao Armagedom nos versículos 19 e 20.

Levando em consideração as palavras de Jesus, de que o momento da separação seria na ceifa, e o relato apocalíptico, o qual relaciona essa ceifa aos momentos finais da tribulação (derrota do anticristo no Armagedom), a parábola do joio e do trigo nos leva a uma nítida concepção pós-tribulacionista. 

2. OS PEIXES BONS E MAUS

Essa é outra parábola na qual Jesus usa uma figura muito corriqueira para seus interlocutores. Muitos daqueles que seguiam a Jesus eram pescadores e entenderam perfeitamente aquilo que o Mestre lhes ensinou.

Logo após uma boa pescaria, a rotina dos pescadores era a mesma: sentavam e começavam a separar e jogar fora os peixes que não serviam, deixando apenas aqueles apropriados para o consumo.

Nesta parábola, Jesus deixa claro mais uma vez que a separação será feita pelos anjos "no fim do mundo", utilizando-se para "mundo" o termo grego aeon, que siginifica "sistema" ou "era" e não se refere ao planeta Terra em si.

O que fica expresso nestas parábolas é a idéia de separação num tempo definido e único e não de uma separação prévia dos elementos bons, deixando na Terra aqueles que são maus.

O Mestre usa parábolas em que a separação de bons e maus é feita no momento final do processo, sem diferenças de tempo. Em ambas parábolas abordadas, o Salvador revela que os anjos executarão essa separação. Ao ler Apocalipse 14:14-20, não há como não relacionar esses eventos aos momentos finais do período tribulacional.


Em Cristo, 

Jesiel Rodrigues

 

 


 

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