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O FALSO PROFETA

 

 

 


A Palavra revela que nos últimos tempos haverá uma apostasia generalizada. Jesus, em Mateus 24:12, profetizou que, por se multiplicar a iniqüidade, o amor ágape de muitos esfriaria.

Já o apóstolo Paulo, em estreita submissão à Palavra do Mestre, coloca como um evento anterior à revelação do iníquo (anticristo), a já mencionada apostasia (II Tessalonicenses 2:3).

O verbo "apostatar", considerando sua raiz semântica, está relacionado à idéia de "afastar-se de algo". Apostasia, dentro do contexto bíblico, é o desvio ou afastamento consciente da verdadeira fé.

Conseqüentemente, vemos aqui uma reação em cadeia: a multiplicação crescente da iniqüidade (Mateus 24:12), gera uma apostasia de grandes proporções (II Tessalonicenses 2:3), a qual, por sua vez, tornará propicia a revelação do anticristo.

Podemos afirmar que o surgimento e revelação do anticristo estão intimamente ligados ao desvio da verdadeira fé por parte de muitos.


O COMEÇO DA APOSTASIA


A fé da Igreja dos primeiros séculos estava baseada nas Escrituras e nos ensinos do Ungido. O Salvador deixou-nos um exemplo precioso, ao basear Seu ministério sobre sentenças e revelações da Palavra. Esse exemplo foi seguido pelos apóstolos.

Contudo, a partir do século IV, esses preciosos exemplos começaram a ser deixados de lado. Práticas sem nenhum embasamento escriturístico nem histórico, quando comparadas às práticas da Igreja nos três primeiros séculos, começaram a ser adotadas no seio da Igreja.

Entre as práticas escriturísticamente errôneas, está a concentração do poder eclesiástico mundial nas mãos de uma só pessoa. Até o século IV, essa noção não existia no seio da Igreja. 

Jesus jamais estabeleceu uma exclusividade sucessória para governar Sua Igreja através de uma única pessoa. Esse entendimento, no seio da Igreja primitiva, fica patente desde o começo.

No Concílio de Jerusalém, descrito em Atos 15, podemos observar a participação de todos os irmãos, sem a presença de um clero privilegiado.

Neste concílio, promovido para dirimir sobre a questão do evangelho entre os gentios e os costumes judaicos que eles deveriam ou não seguir, vemos Paulo, Barnabé e Pedro expressando suas posições a respeito do tema, usando como base argumentativa as Escrituras (Atos 15:7-12).

Logo após, Tiago, como líder da Igreja em Jerusalém, também baseado na Palavra (Atos 15:13-18), expressou a posição final do Concílio (Atos 15:19-20).

Tudo era feito de comum acordo e todos tinham a liberdade de participar das decisões eclesiásticas, como a eleição dos diáconos e do apóstolo Matias (Atos 6:2-3 e Atos 1:15, 23).

Cada eklesia local possuía seus líderes (anciões), sem nenhuma supremacia eclesiástica de uns sobre os outros ou de uma eklesia sobre outra.

A Igreja é o Corpo espiritual e atemporal de Jesus e seu único e exclusivo líder é o próprio Jesus, a cabeça (Efésios 5:23, I Pedro 5:4). Toda essa concepção eclesiástica dos irmãos primitivos estava fundamentada nas palavras de Jesus.

Ele ensinara que, onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome, ali Ele, o próprio Pai, estaria presente (Mateus 18:19-20).

É óbvio que os apóstolos foram escolhidos e comissionados por Jesus para uma missão maravilhosa: pregar o evangelho a toda criatura e estabelecer sua Igreja na Terra, formando novos líderes, os quais, como discípulos ungidos, deveriam continuar com a missão delegada pelo Mestre.

Irineu, no século II, em seu tratado Contra as Heresias, já deixava clara a presença de grupos que menosprezavam a autoridade concedida por Jesus a seus apóstolos, desrespeitando também àqueles a quem os apóstolos tinham confiado a continuação da pregação da Palavra (Contra as Heresias, capítulo III,1).

Vemos uma grande preocupação entre os verdadeiros cristãos primitivos no que concernia à transmissão dos verdadeiros ensinamentos. 

O intuito da sucessão apostólica, compreendida como uma sucessão ministerial e não pessoal, e com a participação de todos os apóstolos, sem exclusividade, era o de zelar pela sucessão da pregação e ensino da sã doutrina.

Ou seja, a sucessão tem como finalidade algo nitidamente espiritual. Não é um fim em si mesma, mas um instrumento para a manutenção da sã doutrina, aquela que está de acordo com a Palavra.

Quando a sucessão se torna um fim em si mesma, em detrimento da manutenção e zelo pela verdadeira doutrina, ela se torna perigosamente infrutífera. Também, sucessão não justifica a exclusividade da detenção do poder eclesiástico mundial numa só pessoa.

A respeito desse princípio, vemos a concepção que nossos irmãos primitivos tinham a respeito: 

"Os abençoados apóstolos, então, havendo fundado e erguido a Igreja, colocaram nas mãos de Lino o ofício do episcopado" (Contra as Heresias III,3) 

O comentário acima foi feito por Irineu a respeito de Lino, bispo de Roma. Fica claro que Lino foi empossado pelos apóstolos, como um corpo.

Vemos um real perigo na concentração do poder eclesiástico universal nas mãos de um só homem...

O CLÍMAX DA APOSTASIA


Quando avançamos no tempo, observamos que, em determinado momento, a adoração mundial será direcionada a um só homem: o anticristo (Apocalipse 13:8).

O primeiro ponto que temos que ter em mente é que a adoração ao anticristo será um novo paradigma religioso, diferente e oposto a todos os que se conhecem ou têm sido praticados na história.

O anticristo se levantará contra tudo o que se chama Deus ou se adora (II Tessalonicenses 2:4).

Na revelação apocalíptica, há uma verdade de suma importancia. O personagem que liderará esse novo culto mundial é a besta que surge da terra, retratada a partir de Apocalipse 13:11.

Essa besta, através de surpreendentes sinais de engano, fará com que grande parte da população mundial adore o filho da perdição ou anticristo. Isso nos remete à idéia que alguém mundialmente reconhecido como um líder espiritual e religioso, induzirá a maior parte da população mundial a adorar o anticristo e a fazer uma imagem do mesmo.

A besta que surge da terra conseguirá isso baseado em seu prestígio e nos sinais surpreendentes e sobrenaturais que fará: 

" E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.

E engana os que habitam com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia" (Apocalipse 13:11-14) 

Em Apocalipse 19:20, fica exposto que o falso profeta é a besta que surge da terra, a mesma que faz os sinais para enganar a população mundial. O mesmo será um líder religioso aceito em todo o mundo.

Ele chamará para si a exclusividade do sacerdócio mundial e transferirá essa ação sacerdotal maligna para a concretização do clímax da idolatria, que será a adoração do anticristo e de sua imagem. 

Acreditamos que há uma estreita relação entre a atuação do falso profeta e a presença da Grande Babilônia, descrita em Apocalipse 17 e 18. Para maiores detalhes, você poderá acessar o tópico A GRANDE BABILÔNIA.

Cremos que o falso profeta surgirá dentro da Grande Babilônia, tendo, inclusive, aparência de piedade e atitudes "cristãs". É preciso notar que os dois chifres que possui o falso profeta são "semelhantes aos de um cordeiro" (Apocalipse 13:11).

Em determinado momento, quando as aparências já não sejam necessárias, o falso profeta, juntamente com o anticristo e os dez chifres, se voltarão contra a Grande Babilônia e a destruirão (Apocalipse 17:16).

Como já vimos, o falso profeta possuirá dois chifres. Na revelação apocalíptica, chifre está relacionado com poderio ou influencia. Cremos que o falso profeta exercerá, portanto, uma dupla influência no mundo. Uma espiritual, como líder religioso do novo culto mundial, e a outra política, através de suas decisões. 

Durante o período tribulacional, o falso profeta terá decisões sobre a economia mundial, posto que é ele quem estabelece o sinal da besta (Apocalipse 13:16-18).

Tomará também decisões judiciais marciais, pois introduzirá a pena de morte sumária para quem não adore a imagem da besta (Apocalipse 13:15).

Nosso propósito, ao escrever esse tópico, não é desmerecer a fé particular de ninguém, até porque não podemos limitar humanamente a graça e a atuação amorosa do Criador.

Nosso objetivo é alertar você para o futuro sistema maligno que será implantado no mundo num futuro muito próximo, o qual, além de sua conotação política maligna, terá implicações religiosas, numa estreita correlação, como fica claro na ação conjunta das bestas (anticristo e falso profeta). 

Cremos que o falso profeta surgirá dentro do atual sistema religioso prostituído e, paulatinamente, através de grandes prodígios, levará grande parte da população mundial a uma nova forma de culto e adoração...

Uma grande e respeitável liderança ecumênica mundial, através de seu prestígio e de realizações sobrenaturais, fará com que a maior parte da população mundial adore o representante mais apropriado do diabo, que é o anticristo.

O falso profeta é o clímax da apostasia religiosa, surgirá na Grande Babilônia e instituirá um novo paradigma religioso no mundo. Algo nunca antes visto. A forma de culto mais maligna e enganosa já presenciada, capaz de dar espírito a uma imagem... (Apocalipse 13:15).

Esperamos que, no momento certo, você lembre destas palavras de alerta e saiba identificar o falso profeta...

Em Cristo, 


Jesiel Rodrigues

 

 


 

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