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PAI OU ÍDOLO?

 

 

 

 

Nós temos acreditado no Altíssimo da forma que ele tem se revelado em sua Palavra como um todo ou temos escolhido as partes que nos agradam e temos seguido assim? Em todo o tempo, a palavra Dele tem nos mostrado um Pai de amor que ama os seus filhos, mas também julga os mesmos com justiça, pois ele é o Justo Juiz.

A Bíblia não esconde os feitos do Eterno, ainda aqueles que temos dificuldades em entender. Entretanto, a Palavra nos mostra que o Senhor é bom e tudo o que faz é bem feito.

o Eterno Pai está preocupado em cumprir sua vontade na vida do homem, mas, como temos recebido tal proposta? Temos aceitado a Palavra como um todo, ou temos escolhido algumas palavras e criado um "deus" segundo o que gostamos ou acreditamos?

Em meio a tantos "evangelhos" em que vivemos, o nosso desafio é seguir o Evangelho de Cristo, ou seja, seguir a Palavra como ela é. Quando me refiro a muitos evangelhos, quero dizer que são os evangelhos de homens, conforme os seus entendimentos ou para suprir as suas necessidades.

Podemos apresentar vários exemplos de "evangelhos" ou "evangelho de homens". Toda vez que usamos a Palavra do Criador de forma deturpada para defender nossas crenças ou segundo a satisfação de nossos desejos, estamos criando um evangelho próprio, estamos criando um evangelho de homem, pois forçamos a Bíblia para defender nossos argumentos, e não o que literalmente ou espiritualmente a Palavra quer dizer. Quando agimos dessa forma, corremos o perigo de escrever um novo evangelho.

A partir do momento que passamos a usar a Palavra do Pai para defender nossos próprios interesses e intencionalmente a desvirtuamos em função de alimento ou suprimento para nossos caprichos pessoais, passamos a agir por conveniência, alicerçando nossa crença conforme o que nos agrada.

Nos colocamos diante da palavra como um caçador de esmeraldas que vasculha e peneira os textos sagrados, almejando encontrar um ponto de apoio para nossa crença pessoal...

Como as Escrituras são o maior manual de vida que o homem pode ter e versa sobre todos os assuntos concernentes à vida do homem direta ou indiretamente, então, não será muito difícil encontrar ponto de apoio para nossas idéias, ainda que a mensagem ou o destino real da palavra não seja aquele para qual será usada.

Acredita-se que pelo fato de estar escrito na Bíblia já é o suficiente para ser usado e taxado expressamente como "a vontade do Eterno". Argumentam que, se está na Bíblia, foi o Pai quem falou, então deve ser usado sim como sendo sua vontade e, claro, o ponto de apoio para defender nossas necessidades.

Quando aceitamos tal fato como verdade e procedemos dessa maneira, teremos a tendência de desprezar qualquer texto que vá de encontro a nossa crença. Seremos verdadeiros "experts" ou detetives a procura de textos que nos ofereçam segurança no que cremos.

Se por um acaso existir algum escrito em que não encontramos sustentação para a nossa fé, então poderemos afirmar que foi um "equívoco" do Eterno permitir que algum profeta ou apóstolo dissesse que foi inspirado para escrever determinado texto, ou seja, esse texto não tem valor, pois não se enquadra naquilo que cremos, ou deve ser algum erro de tradução, pois está se chocando com a nossa fé, está contradizendo a essência de nossa crença.

Então tocamos a trombeta: "Não creio em um Pai que age dessa forma, que julga desse jeito; que permite que o homem passe por situações extremas, por dificuldades para provar o seu coração; que deixa que fatos estranhos aconteçam; que permite que o mal, ainda que aparente, venha sobre seus servos; não, não creio dessa forma, o meu Pai não é assim, o meu Criador é diferente...".

E de fato nesse momento o homem constrói um deus para si, um "deus" que se revela em algumas partes selecionadas da Palavra, de preferência aquelas partes em que se enquadram na forma e maneira que cremos, um deus que está sempre pronto a servir e satisfazer as nossas necessidades pessoais...

Esse deus é um deus criado a partir das emoções e satisfações, para suprir necessidades e desejos pessoais. Um deus que está sempre pronto a nos servir e não permitirá que venhamos sofrer qualquer tipo de dor, pois o seu objetivo é realizar os nossos desejos e garantir nossa felicidade, suprindo sempre o que almeja os nossos corações, fazendo com que nossas vidas sejam completas, satisfeitas e não nos falte nenhum bem.

Pelo contrário, fará que tenhamos muitos bens para mostrar que o nosso deus é diferente e todos possam ver nossa prosperidade e felicidade. E quem não é próspero, é porque não crê nesse deus e não terá sua benevolência, nem os seus serviços ao seu favor.

Vale salientar que esse "deus" criado em nosso coração está sendo tirado da Bíblia, os argumentos para defender tal fé são totalmente respaldados na palavra do Eterno. Como já foi dito que a Bíblia tem resposta para tudo, então não será difícil usar seus escritos para sustentar tal fé...

O homem que seleciona alguns escritos da Bíblia, ou só os textos que lhe convém, está criando dentro de si um deus diferente, ou um deus que age só de acordo com aqueles textos ou aquelas passagens bíblicas que encaixam em sua fé, a sua forma de crer.

O homem foge da verdade do Altíssimo e alimenta em seu coração sentimentos que levam sua razão à procura de um deus que lhe traga total satisfação.

Cumpre-se então a profecia de Ezequiel 14:4, que nos diz que os homens levantaram ídolos em seus corações. Foi criado, então, em seu interior, um deus que está pronto a lhe servir e comprometido todo o tempo em realizar seus sonhos, desejos e ambições. Foi criado em seu coração um deus falso, um deus vão, ou seja, o seu coração foi tomado por um ídolo.

Um ídolo é composto por características semelhantes ao homem, conforme Salmos 115. Tem olhos, mas não vê, mãos, mas não apalpa, pés, mas não anda, boca, mas não fala, som algum sai de sua garganta, para orientar, dirigir, disciplinar, aprovar ou reprovar seu adorador.

O ídolo não exige responsabilidade, não cobra reverência, respeito e temor. O ídolo não exige que seus adoradores lhe prestem um culto em louvor aos seus feitos, ou em adoração à revelação de sua santidade ou seus atributos eternos.

O ídolo não cobra um padrão de vida voltada a sua dependência ou submissão a sua palavra. Ou seja, a pessoa pode ter uma vida livre, totalmente à vontade, pois não tem a necessidade de remissão de pecados. Visto que é um ídolo criado, ele aceitará tudo que se fizer, afinal de contas o homem foi seu criador!

O Criador que se revela na Bíblia tem seus atributos eternos, ele é Santo, Verdadeiro, Justo, Fiel, Onipresente, Onisciente, Onipotente, Eterno, digno de receber todos os louvores por seus feitos, suas obras magníficas e digno de ser adorado segundo a revelação de si próprio, segundo aquilo que Ele é.

Quando Ele se revela a Moisés e lhe ordena liderar o povo para a libertação rumo a terra prometida, Moisés lhe pergunta: "Qual o seu nome?" Disse YHWH a Moisés: "Eu Sou o que Sou" (Êxodo 3:14). Essa foi à resposta Dele a Moisés "Eu Sou o que Sou", ou seja, se parafrasearmos a sua resposta a Moisés, disse o Eterno: "Eu sou o que sou e não aquilo que você quer que eu seja".

Engano é achar que podemos manipular o Altíssimo como se manipula um ídolo, achar que podemos, em nome de nossa felicidade e bem-estar, usar o Eterno para a satisfação dos nossos desejos.

Em nome de uma revelação altamente espiritual "determinar" em nossas vidas o que queremos ou não que aconteça, fazendo do Pai um mero coadjuvante pronto a nos servir, pronto a realizar os nossos desejos segundo o beneplácito das nossas determinações, pois está preso a nossas palavras, pronto para nos satisfazer.

O Salmista conhecia um pouco de Deus e expressou:

"O nosso Deus está nos céus e ele faz tudo que lhe agrada" (Salmos 115:3).

Tudo que Ele quer fazer, tudo que está em seu coração Ele faz, conforme a sua vontade. O nosso Pai é Soberano, Altíssimo, Poderoso, cercado de majestade e glória, o seu olhar faz derreter a terra, os céus declaram a sua glória, toda a sua criação lhe rende louvor ou tudo que tem fôlego lhe presta culto em adoração.

O Eterno que se revela na Bíblia, criou os céus, a terra, e tudo que nela há (Isaias 42:5). O YHWH da Bíblia é Soberano, ninguém pode detê-lo ou frear sua mão (Isaias 43:3).

Esse Pai Majestoso não pode se prender a nada e por nada pode ser preso, até a sua Palavra não o detém, pois a sua Palavra é uma expressão de sua glória e vontade, mas o Senhor não está limitado a ela.

Esse Pai revelado nas Escrituras não precisa de nada para existir, pois, "Ainda antes que houvesse dia, Eu sou" (Isaias 43:13). Esse Pai existe de eternidade a eternidade (Salmos 90:2).

Será que um Criador tão grandioso pode ser manipulado pelos homens, enganado ou persuadido por alguma de suas criaturas? Será que seremos capazes de dominar o seu pensamento e lhe ensinar o que deve fazer? Se alguém tem alguma pretensão sobre tal assunto, Ele se revela em sua Palavra:

"Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos" (Isaias 55:9).

Será que podemos orientar ao Altíssimo sobre como deve agir a nosso favor, ou ensiná-Lhe o caminho que Ele deve percorrer para nos abençoar?

Será que somos mesmos donos de nossas vidas e, se servimos ao Pai, Ele está obrigado a nos abençoar, e, conforme determinarmos, Ele tem que cumprir segundo as nossas reivindicações e palavras?

Quem determina, indica com precisão, ordena e decreta; Quem determina é senhor absoluto sobre a situação, determina algo lançando ordem para ser cumprida. Será que temos tal autoridade diante do Eterno?

O profeta Habacuque nos mostra quem de fato tem poder para determinar algo e fazer que se cumpra a sua determinação:

"Não foi o Senhor dos Exércitos quem determinou que os povos trabalhem para o fogo, e as nações se fatiguem em vão?" (Habacuque 2:13).

O Senhor dos Exércitos determinou que as nações, os povos, os homens, trabalhem para o fogo, para o nada, que se fatiguem em vão, que sejam consumidas suas obras. Não foram os homens que determinaram o que o Criador tem que fazer. Alguma dúvida sobre quem manda, ordena, decreta ou determina?

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, depois de compreender a soberania do Pai, expressa:

"Quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas. Glória, pois, a ele eternamente. Amém" (Romanos 11:33-36).

O Altíssimo revelado nas Escrituras, o Senhor dos profetas e apóstolos é um Pai Soberano que não pode ser dominado, dirigido, ordenado ou manipulado pelo homem, mesmo em nome de uma boa causa ou nobres e excelentes motivos.

Ele não recebe ordens de ninguém, Ele é Senhor. É sobernao e faz tudo o que quer, pois Ele diz:

"O meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade" (Isaias 46:10).

Glórias a Ele, pois Ele não é como o homem, Ele tem vontade própria e não se deixa levar por nada. O Salmista sabia disso e expressa no Salmos 115:3, que o nosso Pai está nos céus e faz tudo que lhe agrada e que Ele não é como os ídolos das outras nações, como os ídolos criados pelos homens.

Não nos enganemos. O Eu sou não é como ídolo, o Altíssimo não é o que queremos que ele seja, Ele é o que é. E devemos chegar em sua presença com temor e tremor no coração, pois Ele é um Pai Santo que exige reverência.

O Criador não é um ídolo que precisa ser carregado de um lugar para outro... Não! Ele percorre toda a terra com o seu olhar procurando os bons e os maus!

As suas mãos não estão paralisadas, impedindo-o de agir, não, pelo contrário, ninguém pode escapar de suas mãos! A sua boca não está fechada para que não possa falar, pois tudo subsiste conforme o pronunciar dos seus lábios, segundo as suas palavras!

O nosso Pai não é como um ídolo fabricado pelo homem, Ele não é fruto da criação de um idólatra que vive em cegueira espiritual. O nosso Pai não é criação de homem algum, ele é Eterno e Soberano.

Alguns têm achado que o Altíssimo está a sua disposição para o servir, como se o Senhor vivesse em função de servir ao homem, servir as suas vontades. O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos diz:

"Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Dirá a coisa formada ao que o formou: porque me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:20-21).

Não vamos nos iludir, o Pai é o oleiro e o homem é o barro. O Criador pode fazer um vaso para honra ou desonra. O Pai é o Senhor que domina sobre todas as coisas e têm autonomia para interferir na vida de qualquer homem, pois tudo é criação Dele. Ele examina todos os corações e sabe qual a intenção do coração do homem que se aproxima dele.

O Altíssimo não se deixa enganar e de forma nenhuma se deixa escarnecer. Em Gálatas 6:7 diz:

"Não vos enganeis. Deus não se deixa escarnecer. Tudo que o homem semear, isso também ceifará".

Ele julgará cada um segundo as suas obras e desse juízo ninguém poderá escapar. Descobrimos na Bíblia um Pai bom que se revela por amor ao homem e quer manter comunhão com a sua criação.

Um Pai que revela os seus atributos, a sua glória e majestade. Não podemos escolher partes de Deus e aceitá-las e rejeitar outras partes. Não podemos limitar as ações e as formas que Ele atua sobre a humanidade.

Sabemos que nem tudo o Eterno revelou em sua Palavra, mas toda a Palavra que está revelada é para o nosso conhecimento, da natureza, caráter e personalidade Dele, a forma que Ele se relaciona com seus filhos, a maneira correta de nos achegarmos a sua presença em reverência e santidade, como devemos apresentar um culto a sua Pessoa e como Ele irá recebe-lo.

A Palavra do Eterno é santa, pura e perfeita. Não podemos lançar olhos de juiz sobre a palavra e aceitarmos somente o que nos agrada. O compromisso do Pai em revelar a sua Palavra, não é trazer a felicidade do homem através de sua satisfação pessoal, com bens e tudo que deseja o seu coração.

Quando Ele revela a sua Palavra, Ele quer transmitir a sua vontade para a vida do homem, e certamente a sua vontade trará felicidade ao corpo, alma e espírito humano, preenchendo todo o seu ser, com amor, paz, alegria e satisfação, através da comunhão e do relacionamento diário com o Eterno.

O coração humano é mal e o Criador o conhece muito bem, a natureza do homem é corrompida e o Pai, através da regeneração, pode transformá-la. O nosso desafio não é criarmos um deus que venha se enquadrar em nossa fé ou naquilo que cremos.

É sim renunciarmos a nossa vontade e crermos na Palavra como ela é, como o Altíssimo a revelou. Não é pelo fato de não entendermos o modo do Pai agir que podemos rejeitar partes de sua Palavra e aceitar outras.

Sabemos que Ele está no controle de todas as coisas e nenhuma folha cai de uma árvore sem a sua permissão. Ele domina sobre tudo.

Na verdade, os homens querem no fundo de seus corações poder mandar no Eterno, ter em suas mãos o domínio de um poder sobrenatural para realizar as suas ilimitadas vontades ou tudo que deseja suas almas. Sobre estes, profetizou Habacuque:

"Então passam como passa o vento, e seguem, mas eles são culpados, esses cujo próprio poder é o seu deus" (Habacuque 1:11).

Não podendo dominar ao Pai, os homens criam ídolos de madeira, pedra, prata, ouro, porque querem ver e apalpar um deus ao seu lado e, de preferência, mandar nele, conduzindo-o conforme o que desejam os seus corações.

Mas, o Eterno não se deixa persuadir, nem recebe ordens de ninguém. Ele criou o homem, e sabe o que é melhor para nossas vidas e com certeza a sua vontade nos trará felicidade.

Não precisamos ver para crer, pois a sua Palavra completa é o melhor para as nossas vidas. Se necessitarmos algo de suas mãos, o salmista Davi nos aconselha:

"Deleita-te no Senhor, e ele te concederá os desejos do teu coração" (Salmos 37:4).

Deleitar-se no Altíssimoé lhe dar prazer, é lhe proporcionar alegria, é confiar plenamente em sua Palavra e nos lançarmos em Seus braços, prestando-lhe um culto racional.

Só tem essa atitude quem desenvolve uma comunhão diária com Ele, submetendo-se a sua Palavra, amando-O cada vez mais.

Então, com certeza, conforme a sua vontade e seus propósitos em nossas vidas, Ele acrescentará em nós tanto o seu querer como o efetuar. E os seus desejos serão os nossos desejos. Ficamos com o profeta, que escrevendo aos Hebreus diz:

"Mas o justo viverá da fé. E se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que crêem para conservação da alma" (Hebreus 10:39).

               

Wilson Vita




 

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