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COMENTÁRIOS 06

 

 

 

Neste tópico vamos comentar um texto que tem circulado em alguns sites da internet, de autoria de MF Blume.

O autor citado defende uma linha escatológica chamada de preterismo parcial, uma vertente do preterismo, que coloca no passado (principalmente no século I) a concretização da maior parte das profecias bíblicas ou de muitas delas.

O texto que iremos contra-argumentar traz o título de "Como Jesus veio nas nuvens em 66-70 d.C?". Iremos confrontar as idéias de Blume através de argumentos futuristas, que é a linha adotada pelo Projeto Ômega.

Esperamos que esse tópico ajude aos nossos leitores a terem uma noção mais clara sobre o preterismo e que cada um possa comparar os argumentos apresentados. As intervenções de MF Blume serão identificadas com as letras MFB e as do Projeto Ômega com as letras PO.

MFB: "E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus 24:29-31).

"Como Jesus veio nas nuvens em 66-70 d.C?" Essa é uma das perguntas que eu mesmo tive que responder quando estava verificando se o preterismo parcial era ou não a interpretação válida e correta da profecia bíblica.

De fato, a maioria das pessoas faz essa pergunta quando confrontadas com o preterismo parcial pela primeira vez. Certamente essa profecia não foi cumprida em 70 d.C, assumem as pessoas... Contudo, mediante cuidadosa inspeção do restante da Bíblia, veremos que Ele de fato veio nas nuvens 66-70 d.C."

PO: Logo no início de seu artigo, o autor deixa claro que adota a linha preterista parcial, a qual defende, entre outras coisas, que o Senhor Jesus veio nas nuvens de forma invisível no período compreendido entre 66-70 d.C.

Antes de responder as argumentações que serão expostas por Blume, fica a pergunta: Se o Salvador já veio nas nuvens no período compreendido entre 66 e 70 d.C, porque nenhum olho o viu? Blume responderá mais adiante que essa "vinda" foi com exclusivo propósito de julgamento sobre Jerusalém, e vamos responder a isso...

Mas, voltando à questão inicial, se a vinda do Messias, descrita em Mateus 24:29-31, será como um relâmpago, como o próprio Mestre ensinou, abrangendo todo o céu, por que fixar um espaço de 4 anos para sua concretização, como o faz Blume?

Quem ler Mateus 24:27-31, verá que a vinda como um relâmpago é a mesma vinda sobre as nuvens, a menos que se queira torcer toscamente as Palavras de Cristo para fazê-las encaixarem numa idéia preconcebida...

Por outro lado, será que, olhando para a história, todas as tribos da terra tiveram uma razão para se lamentar no período compreendido entre 66 e 70 d.C diante de um sinal nos céus?

Será que houve um ajuntamento de escolhidos "desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" no período de 66 a 70 d.C.?

A resposta claramente é não! Porém, no decorrer de seu estudo, Blume simplesmente não explica essas questões fundamentais. Apenas levando em consideração o começo da intervenção de Blume, conciliar sua afirmação de que o Salvador veio nas nuvens em 66-70 d.C e os textos de Mateus 24:27, 24:30 e Apocalipse 1:7 se torna impossível!

MFB: Em primeiro lugar, deixe-me adicionar o que Jesus disse ao sumo sacerdote de seus dias que ele também veria esse evento ocorrer:

"Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu" (Mateus 26:63-64)

Alguns propõem que isso se refere ao nosso futuro, quando todo mundo o verá vir, pecadores no inferno bem como aqueles na terra. Contudo, isso não faz sentido.

Para começar, como uma alma no inferno verá o Filho do homem vir à Terra nas nuvens? E Jesus também disse a esse homem que ele veria Jesus assentado à direita do Todo-Poderoso, ou no trono de Deus.

Agora, de que forma o sumo sacerdote veria pessoalmente Jesus assentado no trono, se Jesus estava no céu? Esse é o único lugar onde seu trono é encontrado!

Isso também não está falando sobre o dia do julgamento, quando todos estarão diante dele e serão julgados após morrerem, pois Jesus disse a mesma coisa aos discípulos, e indicou que eles não estariam mortos nos céus nem no inferno quando vissem esse evento.

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino" (Mateus 16:27-28)

Esses homens não provariam a morte antes desse evento ocorrer. Em outras palavras, eles ainda estariam vivos.

E isso não pode referir-se à vida espiritual em seus corpos espirituais que receberiam na ressurreição, pois a ressurreição do corpo ainda é futura. E esses homens de fato provaram a morte.

Mas Jesus estava referindo-se a sua vinda que aconteceu em 66-70 d.C. Como isso é possível? Como pode ser dito que Ele veio nas nuvens em 66-70 d.C?

Muitas, muitas vezes Deus usou a noção de estar nas nuvens quando Ele indicou que viria em julgamento contra o povo. E isso não é alguma interpretação mística da Escritura relacionada com feitiçaria ou gnosticismo.

Tivéssemos olhado para outro lugar além da própria Bíblia, a fim de encontrar essas referências, então isso poderia ser dito "místico". Contudo, estamos olhando para o restante da Bíblia, a fim de permitir que a Bíblia se interprete a si mesma!

Davi descreveu o tempo quando ele chamou a Deus, quando com problemas com seus perseguidores, da seguinte forma:

"Estando em angústia, invoquei ao SENHOR, e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos" (II Samuel 22:7)

E vejam a resposta de Deus:

"Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram e abalaram, porque ele se irou. Subiu fumaça de suas narinas, e da sua boca um fogo devorador; carvões se incenderam dele.

E abaixou os céus, e desceu; e uma escuridão havia debaixo de seus pés. E subiu sobre um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento. E por tendas pôs as trevas ao redor de si; ajuntamento de águas, nuvens dos céus.

Pelo resplendor da sua presença brasas de fogo se acenderam. Trovejou desde os céus o SENHOR; e o Altíssimo fez soar a sua voz" (II Samuel 22:8-14)

Deus veio em julgamento contra seus inimigos! Davi disse que Deus veio com densa escuridão abaixo dos seus pés e que as nuvens dos céus eram como pavilhões ou tabernáculos ao redor dele.

E ele cavalgava um querubim. Davi viu essas coisas fisicamente? Certamente não! Mas Davi foi inspirado por Deus para descrever o julgamento de Deus sobre os seus perseguidores como uma vinda nas nuvens.

Essa era uma figura sobre Deus bem conhecida nas mentes dos aderentes do Antigo Testamento.

De fato, o sumo sacerdote sabia muito bem que Jesus estava dizendo que era Deus quando informou ao sacerdote que o homem veria Cristo vir nas nuvens!

Ele sabia que Jesus estava lhe dizendo que Cristo estava certo e era o Filho de Deus, e viria em julgamento para destruir Jerusalém em seus dias!

PO: Em primeiro lugar, também não cremos que alguém que esteja no hades, ou seja, alguém que tenha falecido sem a salvação, verá a volta do Ungido. Essas pessoas só ressuscitarão após o Milênio (Apocalipse 20:11-14).

Porém, isso não nega que Sua volta será mundialmente visível por aqueles que estarão vivos na ocasião e por aqueles que serão ressuscitados e que fazem parte da Igreja. Todo olho verá (Apocalipse 1:7).

A questão central neste ponto do estudo de Blume é que ele relaciona as palavras do Senhor Jesus ao sumo sacerdote a uma vinda oculta em 70 d.C. que trouxe julgamento sobre Jerusalém. Para isso, ele cita Mateus 26:63-64, que descreve parte do diálogo entre Jesus e o sumo sacerdote, momentos antes da crucificação.

Para Blume, quando o Senhor diz "...vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu...", está referindo-se apenas ao sumo sacerdote e seus auxiliares ali presentes, tendo que cumprir-se enquanto aquelas pessoas estivessem vivas.

Porém, essa interpretação não condiz com o resto das Escrituras e contradiz aquilo que o próprio Cristo determinou ao povo de Jerusalém poucos dias antes de ser preso e submetido a esse diálogo com o sumo sacerdote. Veja o que o Mestre revelou:

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor" (Mateus 23:37-39)

Ou seja, o Messias diz ao povo judeu exatamente o contrário daquilo que Blume afirma! O povo judeu não verá o Senhor Jesus até o momento de sua conversão. A menos que no período de 66 a 70 d.C. o povo judeu tenha declarado "Bendito o que vem em nome do Senhor", a afirmação de Blume nesse ponto é infundada.

É óbvio que não houve nenhuma conversão nacional no período de 66 a 70 d.C. Essa conversão nacional israelense só ocorrerá no momento da volta gloriosa do Senhor (Zacarias 12:1-14).

Fica claro então que o Mestre quando disse ao sumo sacerdote "...vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu...", estava referindo-se ao povo judeu, exemplificado naquele momento em seu maior representante religioso, que era o sumo sacerdote. Estava referindo-se à Sua volta gloriosa, logo após a grande tribulação.

Logo após, MF Blume cita a passagem de Mateus 16:27-28 para sustentar sua posição. Se olharmos bem para essa passagem, veremos que ela se refere ao momento de Sua vinda em glória, acompanhada de Seus anjos e distribuindo recompensas e punições. É a essa vinda gloriosa que o Mestre se refere em Mateus 16:27-28.

Uma vinda que ocorrerá logo após a grande tribulação, marcará o arrebatamento da Igreja e a derrota do anticristo e seu sistema (Mateus 24:29-31, I Tessalonicenses 4:15-17, Apocalipse 19:11-21).

Nada tem a ver com a destruição de Jerusalém em 70 d.C, a menos que no período compreendido entre 66-70 d.C. Jesus tenha voltado com Seus anjos, na glória do Pai e já tenha repartido os galardões! Algo simplesmente infundado...

A questão principal de Mateus 16:27-28 gira em torno da declaração do Senhor de que pessoas que estavam ali naquele momento não provariam a morte até que vissem vir o Filho do homem no seu reino. Este é um dos textos mais usados pelos preteristas para fundamentar sua posição.

Como já vimos, o próprio Senhor aponta para Sua volta gloriosa quando diz que alguns não provarão a morte até aquele dia. Não está apontando para nenhum julgamento sobre Jerusalém em 70 d. C. Só isso depõe contra a tese preterista.

Se a descrição que o Senhor Jesus faz de Sua vinda é a da vinda em glória, no final dos tempos, consequentemente, o fato de pessoas não provarem a morte até esse momento parece estar referindo-se às 2 testemunhas que surgirão nos dias tribulacionais, imediatamente antes da volta do Salvador.

É perfeitamente possível, dentro da vontade divina, que as testemunhas apocalípticas descritas em Apocalipse 11:3-12 sejam testemunhas oculares do ministério de Cristo, conservadas vivas desde os dias de Cristo na Terra até os dias tribulacionais. Seria isso difícil para o Eterno??...

A vinda simbólica nas nuvens para julgar, descrita em II Samuel 22:8-14 obedece a figuras de linguagem utilizadas pelo rei Davi em sua inspiração poética vinda do Espírito.

Não pode ser usada como sustentáculo para afirmar que em 70 d.C ocorreu a mesma coisa, já que a vinda de Cristo descrita por Ele mesmo em Mateus 24:29-31 é uma vinda visível e física. Não é uma figura de linguagem. As figuras vetero-testamentárias apontam para realidades da Nova Aliança.

MFB: Jesus não usou uma linguagem com a qual o sumo sacerdote não era familiarizado! Ele não falou sobre uma verdade exclusivamente entendida pela igreja, que aconteceria somente após mais de 2.000 anos.

Ele pronunciou palavras muito familiares ao sumo sacerdote, e o sumo sacerdote sabia muito bem o que Jesus estava anunciando. E por essa razão o sumo sacerdote exclamou: Blasfêmia!

"Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia" (Mateus 26:64-65)

O sumo sacerdote recordou essas mesmas palavras que eu estou citando em suporte do entendimento que a vinda nas nuvens refere-se a Deus vindo em julgamento.

Jesus estava dizendo que Ele era Deus, mas também que Jerusalém seria julgada assim como tinha sido nos tempos do Antigo Testamento, e isso usando exércitos pagãos. A Bíblia diz que a presença de Deus nas nuvens implica justiça e juízo:

"Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono" (Salmos 97:2)

"Eis que virá subindo como nuvens e os seus carros como a tormenta; os seus cavalos serão mais ligeiros do que as águias; ai de nós, que somos assolados!

Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando permanecerão no meio de ti os pensamentos da tua iniqüidade?" (Jeremias 4:13-14)

"O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés" (Naum 1:3)

"Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas.

E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco" (Sofonias 1:15-17)

Isso é repetido continuamente. E todos os que ouviram Jesus entenderam aquelas palavras como recordativas das referências acima, indicando uma vinda de Deus em juízo, incluindo o sumo sacerdote!

Assim, o sumo sacerdote exclamou "blasfêmia" ao ouvir isso. Ele não coçou sua cabeça indagando-se sobre o que Jesus estava falando, que teria sido o caso tivesse Jesus se referido a uma ressurreição vindoura da igreja mais de 2.000 anos depois. Mas Jesus disse que o sumo sacerdote veria isso.

PO: O principal argumento levantado neste ponto por Blume é que, na mentalidade do sumo sacerdote, a vinda citada por Jesus significava julgamento.

Para isso, ele tenta passar a idéia de que a ira do sumo sacerdote, que o fez condenar o Mestre de "blasfêmia" era porque Ele estava assumindo o lugar de Supremo Juiz, pelo fato de mencionar Sua vinda em nuvens...

Porém, a principal razão da fúria religiosa do sumo sacerdote não foi gerada pela questão do juízo nem das nuvens, mas do Senhor Jesus declarar ser igual ao Altíssimo em essência.

O fato Dele dizer que estaria assentado à direita do Altíssimo foi considerado como a grande blasfêmia pelo sumo sacerdote.

Se olharmos para o restante dos evangelhos, veremos que o principal motivo da reação dos principais líderes religiosos da época era gerado quando o Senhor Jesus declarava Sua natureza divina. Então, vemos que MF Blume mais uma vez desvia o foco principal da questão.

Reflita conosco: Será que o Salvador estava revelando ao sumo sacerdote algo diferente daquilo que Ele tinha revelado aos Seus próprios discípulos dias antes no Monte das Oliveiras?

No capítulo 24 de Mateus, o Senhor começou falando sobre o Templo e sua grandeza, respondendo diretamente ao comentário inicial feito pelos discípulos. Logo após, já no Monte das Oliveiras, os discípulos perguntam fazem a pergunta que origina toda explicação do Senhor:

"E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?" (Mateus 24:3)

O Mestre dá aos Seus discípulos informações maravilhosas sobre os acontecimentos que antecederiam Sua volta. Um ponto chave encontra-se no versículo 14. Jesus revela que o fim só chegará quando o evangelho do reino tiver sido pregado em todo o mundo, em testemunho às nações.

Depois, responde diretamente a uma das questões levantadas pelos discípulos, que é questão do sinal. No versículo 27, o Mestre ensina que a Sua vinda será como um relâmpago, visto em todo o planeta.

Diante de tal sinal, todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Senhor vir nas nuvens, com poder e grande glória (Mateus 24:30).

Para qualquer bom entendedor, a seqüência apresentada pelo Senhor em Mateus 24 fica clara. Primeiro, o Senhor menciona a destruição de Jerusalém em 70 d.C (versículo 2).

Logo após diz que o fim só chegará quando o evangelho tiver sido pregado em todo o mundo (versículo 14), e por último diz que Sua vinda ocorrerá precedida por um grande sinal, visível por todos, já no fim (versículos 27 a 31).

Como então alguém pode ensinar que o Senhor já veio nas nuvens em 70 d.C e que essa "vinda" foi a destruição de Jerusalém? Isso é ir contra o ensinamento do Senhor no sermão profético!

MFB: Alguém viu Jesus vir fisicamente nas nuvens? Não! Mas eles viram a destruição de Jerusalém em 66-70 d.C. E isso é o que Jesus quis dizer por pessoas vendo-o vir nas nuvens. Ele quis dizer que elas veriam seu julgamento. Sua destruição.

Vir nas nuvens era simplesmente sinônimo de destruição e ira de Deus; portanto, eles veriam a destruição. Mas alguns perguntam: "Jesus não partiu fisicamente em nuvens visíveis em Atos 1:9?" Sim, partiu!

"E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (Atos 1:9-11)

Mas o anjo não estava fazendo alusão à referência de Mateus 24:31, onde lemos sobre Jesus vindo nas nuvens. Eles viram Jesus partir fisicamente numa nuvem física. E essa será a forma como Ele retornará no futuro, na ressurreição.

O julgamento de 70 d.C. não incluiu a ressurreição de ninguém. Ele foi um julgamento parcial. O preterismo parcial ensina que Jesus virá novamente na ressurreição. I Coríntios 15 refere-se à próxima vinda. Essa vinda não é em julgamento com ira caindo sobre todo o mundo.

Ela será uma vinda em poder, para nos ressuscitar. E Jesus será visto nas nuvens, visto que Ele habita nessa glória. Nós o vemos descrito como um anjo poderoso em Apocalipse 10, vestido com uma nuvem.

Vê-lo nas nuvens em Mateus 24:31 é vê-lo em julgamento. Contudo, quando Ele vier na ressurreição para a igreja, o veremos fisicamente nas nuvens. É sobre essa ressurreição que Paulo fala no texto abaixo:

"Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (I Tessalonicenses 4:15-17)

Isso não deve ser confundido com Mateus 24:31. Mateus 24:31 é uma vinda em julgamento na qual não vemos Jesus fisicamente, similar às referências a Deus vindo em julgamento com as nuvens no Antigo Testamento.

I Tessalonicenses está falando sobre a ressurreição, e não julgamento. E o veremos fisicamente então.  

PO: É interessante notar como o preterismo parcial usa dois pesos e duas medidas, sem ao menos se dar o trabalho de explicar o porquê dessas diferenças.

Quando convém, a vinda do Salvador sobre as nuvens é visível, quando não convém ela é oculta e já ocorreu em 70 d.C... Blume chega ao ponto, tal qual faz o pre-tribulacionismo, de diferenciar os momentos das passagens de Mateus 24:29-31 e I Tessalonicenses 4:15-17.

Quem ler as duas passagens sem preconceitos, verá que as duas abordam o mesmo acontecimento e que o apóstolo Paulo sujeita-se ao ensinamento de Cristo em Seu sermão profético do Monte das Oliveiras.

MF Blume se apega à idéia de que o termo "vir nas nuvens" significa necessariamente julgamento e que esse julgamento já ocorreu em 70 d.C...

Quando colocado diante da passagem de Atos 1:9-11, na qual o anjo diz aos discípulos que o Senhor viria da mesma forma que tinha subido, ou seja visível e pousando Seus pés no Monte das Oliveiras, Blume simplesmente afirma que "...o anjo não estava fazendo alusão à referência de Mateus 24:31...", sem explicar-nos o porque não...

Também afirma que "...I Coríntios 15 refere-se à próxima vinda. Essa vinda não é em julgamento com ira caindo sobre todo o mundo. Ela será uma vinda em poder, para nos ressuscitar. E Jesus será visto nas nuvens, visto que Ele habita nessa glória..."

Como você pode ver, para sustentar o preterismo é necessário chegar a conclusões sem suficiente base bíblica.

Por exemplo, quem ler o livro de Apocalipse verá que a vinda gloriosa do Senhor trará julgamento sim, ao contrário do que Blume afirma! Veja o que foi revelado a João em Patmos:

"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.

E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.

E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso" (Apocalipse 19:11-15).

O próprio Mestre descreveu o julgamento das nações, que ocorrerá logo após a Sua vinda (Mateus 25:31-49). O livro de Apocalipse foi escrito depois de 70 d.C. Consequentemente, os julgamentos descritos nas cartas apocalípticas não podem ser relacionados à destruição de Jerusalém em 70 d.C. 

Então, quando Blume afirma que I Coríntios 15 refere-se a uma vinda que não será para julgamento, está opondo-se frontalmente à Palavra do Eterno!

Não é muito mais sensato pensar que "vir nas nuvens" significa "vir nas nuvens"??? Ou seja, não há nenhuma base para interpretar simbolicamente Mateus 24:30. Não há base para afirmar que Mateus 24:30 se refere a uma vinda nas nuvens simbólica e que I Tessalonicenses 4:15-17 se refere a uma vinda real e física.

Se seguirmos a seqüência deixada pelo Mestre, vermos que os dois textos em questão referem-se ao mesmo evento. Uma vinda gloriosa, visível e que ocorrerá logo após a grande tribulação.

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação" (Hebreus 9:27-28)

Esperamos que esta edição do tópico "COMENTÁRIOS" tenha servido para conhecer os principais argumentos dos preterismo parcial e, de acordo com a nossa crença, sua insustentabilidade à luz das Escrituras.

Que você, leitor do Projeto Ômega, analise detalhadamente cada questão e possa discernir espiritualmente a respeito do tema abordado.

Nosso objetivo não é que você aceite  a priori as premissas do Projeto Ômega e rejeite as do preterismo parcial, mas que você analise os argumentos prós e contras e chegue a uma conclusão apropriada.

Maranata!

PROJETO ÔMEGA

 


 

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