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COMENTÁRIO 02

 

 

 

 

Nesta edição do tópico COMENTÁRIOS, vamos abordar o estudo sobre o arrebatamento da Igreja, extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal (página 1849).

Os comentários contidos na Bíblia Pentecostal serão identificados com as letras BEP. Os comentários do Projeto Ômega serão identificados com as letras PO.

Deixamos expresso nosso respeito e admiração pela edição da Bíblia de Estudo Pentecostal, a qual tem sido um instrumento de edificação para muitos. Porém, na questão escatológica, entendemos que o comentário elaborado pelos seus editores precisa ser profundamente estudado.

O intuito do Projeto Ômega é fornecer a você um acesso aberto às variadas interpretações a respeito de assuntos escatológicos, com o objetivo de que cada um possa tirar suas conclusões e chegar a um entendimento edificado sobre a Palavra.

O comentário da BEP (Bíblia de Estudo Pentecostal) é baseado em I Tessalonicenses 4:16-17: 

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor"

BEP: O termo "arrebatamento" deriva da palavra raptus em latim, que significa "arrebatar rapidamente e com força". O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por arrebatamento em I Tessalonicenses 4:17. Esse evento, descrito aqui e em I Coríntios 15, refere-se à ocasião em que a Igreja do Senhor será a arrebatada da Terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo. 

PO: Em termos gerais concordamos com a introdução do comentário contido na BEP. Apenas acrescentaríamos Mateus 24:31 como mais uma passagem descritiva do arrebatamento da Igreja, versículo que é rejeitado pelo pré-tribulacionismo no que concerne ao arrebatamento da Igreja e é atrelado à reunião da nação israelense.

Quem ler o sermão profético de Jesus no Monte das Oliveiras, descrito, entre outras passagens, em Mateus 24, notará que o Mestre se refere ali a uma única vinda, a qual ocorrerá logo após a grande tribulação (Mateus 24:29).

Não considerar Mateus 24:31 como uma descrição do arrebatamento da Igreja é negar dois conceitos: a notável igualdade descritiva entre I Tessalonicenses 4:16-17 (reconhecida pelo próprio comentário da BEP como uma descrição do arrebatamento da Igreja) e Mateus 24:31, e a total aplicabilidade do sermão profético à Igreja. 

BEP: Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua Igreja, ocorrerá a ressurreição dos "que morreram em Cristo" (I Tessalonicenses 4:16).

Não se trata da mesma ressurreição referida em Apocalipse 20:4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à Terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Apocalipse 19:11-Apocalipse 20:3). A ressurreição de Apocalipse 20:4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (Apocalipse 20:6). 

PO: Neste ponto fica patente que o comentário da BEP diferencia a ressurreição que ocorrerá no momento da vinda de Jesus e a primeira ressurreição, descrita em Apocalipse 20:4. De acordo com o comentário abordado, a ressurreição descrita em Apocalipse 20:4 ocorrerá depois de Cristo voltar à Terra.

Quando vamos ao texto de Apocalipse 20:4, não encontramos nenhuma base gramatical para afirmar que a ressurreição ali descrita ocorrerá depois da vinda de Jesus. O versículo em questão narra a condição que terão aqueles que participarem desta ressurreição: reinar com Jesus no milênio.

Aqui se faz necessário abordar duas questões importantes: 

1. A promessa de reinar com Ele sobre a Terra foi deixada por Jesus aos seus discípulos. Em Lucas 22:28-30, poucos momentos antes de ser preso, o Mestre revelou algo precioso aos discípulos mais próximos: 

"E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel" 

Aqueles que ressuscitam em Apocalipse 20:4 reinarão com Jesus. O próprio Mestre revela que os discípulos, que estavam com Ele naquele momento anterior à crucificação, entre os quais os apóstolos, ou seja, os primeiros representantes da Igreja, reinariam literalmente com Ele.

Não há razões para não aplicar essa promessa à Igreja. Em I Pedro 2:9, o apóstolo, que certamente também recebeu a promessa de Lucas 22:28-30, revela à Igreja que nós somos sacerdócio real.

Quando vamos ao capítulo 20 de Apocalipse, vemos que uma das promessas para aqueles que participarem da primeira ressurreição é a de ser sacerdotes do Senhor (Apocalipse 20:6). Não nos parece apropriado separar aquilo que não está claramente separado na revelação bíblica.

A Igreja reinará com Jesus e não há razões para determinar que os ressuscitados de Apocalipse 20:4 não sejam integrantes da Igreja e que essa ressurreição não é aquela que ocorrerá por ocasião da vinda do Salvador. 

2. O próprio termo "primeira ressurreição" deixa claro que naquele momento (vinda gloriosa de Jesus, logo após a grande tribulação) ocorrerá a primeira ressurreição em massa na face da Terra. Isso descartaria uma ressurreição em massa anterior à primeira... Implicitamente, o modelo pré-tribulacionista defende uma ressurreição em massa de todos os cristãos antes da primeira...

O livro de Apocalipse menciona apenas duas grandes ressurreições em massa: a primeira (Apocalipse 20:4) e a segunda, que ocorrerá após o Milênio (Apocalipse 20:5, 11-13).

A palavra revela que os que participarem da primeira ressurreição são "bem-aventurados" e "santos". Sobre eles não terá poder a segunda morte (separação eterna do Pai). 

O pré-tribulacionismo precisa separar a ressurreição descrita em Apocalipse 20:4 (a “primeira”), da ressurreição que ocorrerá por ocasião da vinda de Jesus, por um simples motivo: a revelação apocalíptica inclui entre os participantes da primeira ressurreição mártires do anticristo (Apocalipse 20:4), o qual só terá autoridade para martirizar os servos do Senhor em plena grande tribulação (Apocalipse 13:5-7). 

BEP: Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão da imortalidade (I Coríntios 15:51-53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (I Coríntios 15:52). 

PO: Neste ponto concordamos com o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal. 

BEP: Tanto os crentes ressurretos com os que acabaram de ser transformados serão "arrebatados juntamente" (I Tessalonicenses 4:17), para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a Terra e o céu.

PO: Mais um ponto em que há concordância entre o que está expresso no comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal e o entendimento do Projeto Ômega.

BEP: Estarão literalmente unidos com Cristo (I Tessalonicenses 4:16-17), levados à Casa do Pai, no céu (João 14:2-3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (I Tessalonicenses 4:13-18). 

PO: Aqui o comentário analisado relaciona a promessa de Jesus levar seus discípulos para si mesmo com a afirmação de que os discípulos serão levados ao céu.

Como o modelo pré-tribulacionista sustenta que Jesus arrebatará a Igreja antes da tribulação e que a Igreja não estará na Terra durante essa tribulação, a interpretação pré-tribulacionista para João 14:1-3 é que Jesus voltará ocultamente para levar seus servos aos céus (Casa do Pai), onde permanecerão durante um período (7 anos), para depois retornar à Terra.

Porém, o texto de João 14:2-3 não declara que os discípulos serão levados à Casa do Pai, nem tampouco declara que a Casa do Pai é o céu.

Essas são deduções pré-tribulacionistas. O texto declara que Jesus levará seus discípulos para Ele mesmo, como o objetivo de que onde Ele estiver, os discípulos estejam também.

Neste ponto, julgamos necessário abordar dois pontos: 

1. É interessante observar que, quando convém ao seu modelo, o pré-tribulacionismo considera os discípulos, os quais foram os primeiros a receber aquelas promessas maravilhosas de Cristo, como Igreja.

Mas quando não lhes convém, os mesmos discípulos não são mais a Igreja e sim Israel! Note que os mesmos discípulos que ouviram as promessas descritas em João 14:1-3 foram aqueles que ouviram as promessas do sermão profético, descrito em Mateus 24. Para maiores informações sobre essa questão, você poderá acessar o tópico MATEUS 24 OU JOÃO 14? 

2. Relacionar o termo "Casa do Pai" ao céu, não nos parece, neste contexto, o mais apropriado. Em primeiro lugar, neste preciso momento já há cristãos nos céus. Já há servos do Senhor com Ele no paraíso (Lucas 23:43, Filipenses 1:23, Apocalipse 6:9-11).

Não é necessário o arrebatamento para que aqueles que nasceram de novo tenham acesso aos céus. Todas as vezes que a Palavra menciona o termo "Casa do Pai" ou "Casa de YHWH", tal termo está relacionado com o Templo.

A Palavra revela que há uma cidade que foi preparada pelo próprio Altíssimo, a qual descerá até a Terra, e na qual o Senhor habitará entre os homens. Uma cidade literal (Apocalipse 21:1-27, Apocalipse 22:1-5).

Nos parece mais apropriado relacionar os lugares preparados pelo Senhor à própria Nova Jerusalém, cidade onde habitaremos para sempre com o Senhor. No Milênio, antes da descida definitiva da Nova Jerusalém, Jesus reinará sobre a Terra desde Jerusalém. De acordo com sua promessa, nós estaremos com Ele.

BEP: Estarão livres de todas as aflições (II Coríntios 5:2-4, Filipenses 3:21), de toda perseguição e opressão (Apocalipse 3:10), de todo domínio do pecado e da morte (I Coríntios 15:51-56); o arrebatamento os livra da "ira vindoura" (I Tessalonicenses 1:10, I Tessalonicenses 5:9), ou seja: da grande tribulação.

PO: Neste ponto, o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal relaciona a "ira vindoura"à grande tribulação. A clara percepção que temos ao estudar a expectativa que os irmãos primitivos tinham a respeito da vinda de Jesus, era que Ele viria para livra-los e tira-los do sofrimento e perseguição que estavam passando.

Isso fica expresso na própria expectativa do apóstolo Paulo, que esperava estar entre os vivos por ocasião da vinda de Jesus (I Tessalonicenses 4:15, I Coríntios 15:52). No texto de II Tessalonicenses 1:7-10, o apóstolo deixa de forma clara a expectativa da Igreja primitiva:

"...E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde os céus com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perseguição, ante a face do Senhor e da glória do seu poder"

Vemos que não havia no seio da Igreja primitiva uma esperança centrada num arrebatamento que impedisse a entrada de servos do Senhor num processo tribulacional, mas sim uma esperança que a vinda do Senhor se daria num tempo de tribulação.

O Senhor virá para aliviar aqueles que estiverem vivendo num processo tribulacional. Portanto, o termo "ira vindoura"” não deve ser relacionado com tribulação, sob pena de presumir anacronismo nas palavras de Paulo.

A Bíblia explica seu próprio conteúdo. Nos versículos citados no comentário da Bíblia Pentecostal de Estudo para relacionar a grande tribuilação à "ira vindoura", vemos que não há relação entre "ira" e "tribulação" ou "grande tribulação", e sim uma clara relação entre "ira" e "perdição eterna". Isso fica patente no texto já citado (II Tessalonicenses 1:7-10) e naqueles citados pela própria BEP:

"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo" (I Tessalonicenses 5:9).

Nos parece inapropriado inferir algo que a Palavra esclarece como contrário. Paulo, na passagem acima, relaciona "ira" a perdição, e não a tribulação.

A exemplo do texto de II Tessalonicenses 1:7-10, onde o apóstolo revela que o castigo (vingança) que virá sobre os ímpios será a perdição eterna, na passagem de I Tessalonicenses 5:9, Paulo, ao fazer uma antítese entre "ira" e "salvação", relaciona, mais uma vez, o ira do Senhor à perdição eterna dos ímpios e não à grande tribulação.

A não ser que a salvação citada por ele não seja a salvação eterna em Cristo Jesus, a qual nos torna habilitados a ter comunhão e viver com Ele eternamente, mas não isentos de passar por tribulações, desastres naturais, perseguições e martírio neste mundo.

Se fôssemos atrelar "salvação" a "livramento da tribulação" ou "salvação da tribulação", então o próprio Paulo estaria fora dessa salvação, pois o mesmo morreu decapitado em pleno processo tribulacional...

É óbvio que muitos eventos que ocorrerão no período tribulacional, serão juízos específicos do Senhor para aqueles que se opõem a seu reino. Porém, não há nenhuma sentença bíblica clara que nos permita esperar a isenção do período tribulacional e a remoção da Igreja do planeta Terra nesse período.

Essa não era a expectativa dos irmãos primitivos. Sabemos que o Altíssimo é poderoso para exercer seus juízos mesmo com a presença de servos seus nas proximidades, tal como ocorreu no Egito, por ocasião das pragas.

BEP: A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos "sempre com o Senhor" (I Tessalonicenses 4:17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tito 2:13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (I Tessalonicenses 4:17, I Tessalonicenses 5:10)

PO: Neste ponto, também concordamos com o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal. É importante notar que, quanto maior o sofrimento e a perseguição, maior a esperança na vinda do Senhor.

BEP: Paulo emprega o pronome "vós" em I Tessalonicenses 4:17, por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (Romanos 13:11, I Coríntios 15:51-52, Apocalipse 22:12-20)

PO: Ao mesmo tempo em que havia uma contínua expectativa da volta de Cristo no seio da Igreja primitiva, não devemos confundir isso com uma volta a qualquer momento, sem eventos prévios.

Por exemplo, Paulo, ao escrever a carta aos tesalonicenses, sabia que antes da volta do Senhor, o evangelho seria pregado em todo o mundo, Pedro deveria morrer, Jerusalém seria destruída, grandes terremotos deveriam acontecer em vários locais, a apostasia deveria surgir de forma generalizada, etc, etc, tal como fora profetizado pelo Mestre.

O mesmo Paulo, pouco tempo depois, escreveu aos mesmos tessalonicenses que a vinda do Ungido e nosso encontro com Ele não ocorreriam antes da apostasia e da revelação do anticristo (II Tessalonicenses 2:1-3).

O âmago da questão aqui é que, ao atravessarem um período tribulacional cada vez mais crescente, os irmãos primitivos esperavam que todos os sinais se concretizassem já naquele tempo.

Porém, Paulo não está ensinando que a vinda do Senhor ocorrerá a qualquer momento. Essa deve ser a nossa postura. Uma constante esperança e expectativa, porém sempre vigilantes a respeito dos sinais que antecedem essa volta, para não sermos enganados (Mateus 24:4).

BEP: Quem está na Igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui no arrebatamento (Mateus 25:1, Lucas 12:45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (Apocalipse 17:1), sujeita à ira de Deus.

PO: Já comentamos anteriormente sobre o conceito "ira de Deus". Gostaríamos apenas abordar a expressão "deixados aqui" ou, como tem sido propagado através da literatura pré-tribulacionista, "deixados para trás". 

Os textos que descrevem a vinda do Senhor, nos mostram que haverá uma separação entre a Igreja e o mundo no momento do arrebatamento. Isso fica claro nas parábolas do joio e do trigo (Mateus 13:24-30), dos peixes (Mateus 13:47-49), e também na parábola das dez virgens.

Nesta última, citada no comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, o que fica patente é que as virgens néscias ficarão impedidas de participar das bodas e não que elas ficarão na Terra por um período de tempo fazendo parte da igreja apóstata.

Resumindo, não há nenhuma passagem bíblica que nos mostre de forma clara que aqueles que não forem arrebatados ficarão na Terra ainda por um período de tempo. Pelo contrário, existe a clara advertência que aqueles que não forem arrebatados sofrerão o juízo do Senhor.

Nas parábolas do joio e do trigo e dos peixes, o joio e os peixes ruins, logo após a separação, são lançados na fornalha de fogo. Em II Tessalonicenses 1:7-10, o apóstolo esclarece que por ocasião da vinda do Senhor para trazer-nos alívio da tribulação, os ímpios receberão como castigo a perdição eterna e não a grande tribulação.

Cremos que a igreja apóstata existe desde o começo da verdadeira Igreja do Senhor, através do mistério da iniqüidade (II Tessalonicenses 2:7). Essa iniqüidade, de acordo com o nosso Senhor, se multiplicaria até o final (Mateus 24:12), ocasionando o esfriamento do amor (ágape) de muitos.

O clímax dessa apostasia ocorrerá durante a grande tribulação, na qual o anticristo será adorado por todos aqueles que não estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (Apocalipse 13:8).

Sem dúvidas, muitas igrejas autodenominadas "cristãs" farão parte dessa apostasia e caberá a cada cristão verdadeiro identificar essa apostasia e desviar-se desses grupos quando for necessário (Romanos 16:17-18).

BEP: Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (I Tessalonicenses 5:2-10). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de Cristo, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a Terra (Mateus 24:42-44)

PO: O modelo pré-tribulacionista entende como o "Dia do Senhor" todo o período tribulacional. Isso se deve ao aviso de Paulo aos tessalonicenses relacionado a esse dia.

Paulo deixa claro que nosso encontro com Jesus e a destruição sobre os ímpios se dará neste dia. Então, para sustentar seu modelo, o pré-tribulacionismo precisa atrelar o conceito "Dia do Senhor" a toda a tribulação, senão estaria implicitamente reconhecendo que o arrebatamento se daria na vinda gloriosa de Jesus, logo após a grande tribulação (Mateus 24:29).

Neste site você encontrará o tópico O DIA DO SENHOR, onde deixamos clara e devidamente fundamentada nossa crença no Dia do Senhor como um dia literal: o dia da sua volta como Rei e Juiz. A título de exemplo, destacamos duas razões pelas quais cremos que o Dia do Senhor será um dia e não um período de dias:

a) Em Joel 2:31, o profeta mostra que o Dia do Senhor será precedido por dois grandes sinais: o sol se converterá em trevas e a lua em sangue. Entendemos que o profeta estava-se referindo a sinais cósmicos, provocando uma escuridão total no planeta.

 Jesus, em seu sermão profético, revela que sua volta se dará após a concretização desses mesmos sinais: o sol e lua escurecendo (Mateus 24:29).

Raciocine conosco: se Jesus estabelece que sua volta será logo após a grande tribulação (Mateus 24:29), antecedida pelos sinais que precedem o Dia do Senhor, sustentar que o Dia do Senhor é o período tribulacional, é sustentar duas grandes tribulações!

Ou, na melhor das hipóteses, é sustentar que haverá uma tribulação maior do que aquela que o próprio Mestre define como "uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá"...

b) O profeta Isaias revela, ao falar sobre o Dia do Senhor, que só o Senhor será exaltado naquele dia e os ídolos desaparecerão completamente (Isaias 2:17-18).

Sinceramente, você acredita que os homens só adorarão e exaltarão ao Senhor durante a grande tribulação e não haverá mais ídolos? É isso que implicitamente o modelo pré-tribulacionista sustenta...

Ao ler passagens apocalípticas como Apocalipse 13:7 e Apocalipse 9:20, vemos que no período tribulacional ocorrerá o contrário do que é revelado pelo profeta Isaias para o Dia do Senhor.

No período tribulacional, a idolatria apóstata alcançará seu clímax. Biblicamente, não há como relacionar o Dia do Senhor à tribulação.

Cremos que o dia do Senhor será o dia de sua volta, logo após a grande tribulação, para encontrar-se com os seus, trazer justiça contra os ímpios e começar seu reino Milenar. Só Ele será adorado naquele dia! 

Em Cristo,

PROJETO ÔMEGA

 


 

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