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BALAÃO, BALAQUE E POLÍTICA

 

 

 

 

 

No livro de Apocalipse lemos um trecho que nos remete a fatos que ocorreram num tempo bem distante ao de João em Patmos. No contexto da carta à Igreja em Pérgamo, destacamos a seguinte parte:

"Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel..." [Apocalipse 2:14]

Essa passagem nos mostra dois personagens: Balaão e Balaque. Personagens que existiram na época em que o povo de Israel, após ter saído do Egito, travava sucessivos enfrentamentos e marchava rumo à terra prometida pelo Criador.

Nada nas Escrituras está registrado por um acaso. Não esqueçamos que quem revela a João as palavras para as sete igrejas é o próprio Senhor Jesus. Balaão e Balaque são citados e relacionados diretamente a práticas dos irmãos em Pérgamo.

Geralmente vemos os comentários sobre essa passagem de Apocalipse 2:14 falarem muito de Balaão e de sua doutrina tortuosa, mas não se fala muito em Balaque.

Balaão era um profeta não hebreu da região da Mesopotâmia. Já Balaque era o rei de Moabe. Naqueles dias, aproximadamente 15 séculos antes de Cristo, o reino dos moabitas estava sendo ameaçado, quando o povo de Israel marchava para a conquista da terra prometida (Números 22-24).

Por essa razão, o rei Balaque mandou chamar Balaão e lhe ofereceu riquezas para que este amaldiçoasse a Israel.

Ora, nós sabemos que os nomes de pessoas que aparecem nas cartas às sete igrejas do Apocalipse estão carregados de um forte simbolismo, possuindo um profundo significado profético para a vida das Igreja.   

Dessa forma, entendemos que Balaão é um tipo de mestre ou profeta da Igreja que já não anda mais corretamente diante do Pai e é seduzido pelas riquezas e ofertas dos reis e poderosos da terra. Balaão é um tipo de líder da Igreja que abre as portas para o poder do mundo entrar no coração de muitos na Igreja.

Hoje em dia, vemos muitos líderes e pastores que fazem acordos e conchavos com governantes e com políticos, em troca de favores, cargos e recursos para seus ministérios. Permitem o casamento da Igreja com a corrupção do mundo. E esses líderes passam a ser influenciados pelo status e o prestígio que recebem.

Passam a frequentar as cortes e palácios dos reis da terra. Por sua vez, em troca, os reis da terra aprendem com eles como tentar manipular a Igreja do Senhor para seus interesses e ambições.

Balaque é um tipo de rei e governante da terra. Balaque simboliza o poder político e econômico deste mundo mau, que aprende a lançar tropeços contra o Israel espiritual, que é a Igreja do Senhor.

Lembremos que foi no período de Pérgamo, se aplicarmos as sete cartas apocalípticas a sete eras da Igreja, que surgiu o Imperador Constantino, o qual pode ser considerado o primeiro Balaque a lançar o tropeço do poder e da riqueza para dentro da Igreja.

A palavra 'tropeços' que aparece em Apocalipse 2:14 vem do grego skandalon. Esse é um termo mais moderno que se origina da palavra grega mais clássica skandaléthron, que era uma vareta onde se fixava uma isca para atrair um animal ou presa.

Fica clara na revelação dada pelo Salvador a João o alerta para uma profunda armadilha espiritual. Isso é exatamente o que acontece quando a Igreja se mistura com os poderes desse mundo mau... Ela cai em uma armadilha espiritual. Satanás estará sempre buscando lançar artimanhas contra a Igreja.

Em Pérgamo, a partir do século III, a Igreja caiu na armadilha de aceitar fazer acordos com os poderes do mundo. Dessa forma, muitos deixaram de ser puros e separados para o Altíssimo, passando a fazer um casamento com os governos deste mundo e deste sistema.

Essa foi a armadilha em que aquela Igreja caiu e muitos continuam caindo ao longo dos séculos. Ainda é tempo de arrependimento (Apocalipse 2:16)

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Em Cristo,

Johnerikson Santana 

 

 


 

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